segunda-feira, 13 de abril de 2009

Desligado ? Eu ?

Não posso deixar de constatar: meu marido é muuuuuito desligado. Estou para conhecer alguém tããão aéreo quanto ele. Quem o conhece, sabe que não estou exagerando. Agora há pouco, ele chega aqui em casa, todo esbaforido (para variar, havia esquecido o celular aqui em casa, desde de manhã):
-'Rápido, um telefone!'
-'Gente, que acontece ? Não fala mais nem oi ?'
-'Eu trouxe o carro errado...'
-'Como ?'
-'Peguei um carro no estacionamento que não é o meu! Vim com o carro de outra pessoa! Veja aqui se tem o telefone do estacionamento...'
No boleto do estacionamento, lááá do centro da cidade, não tinha o telefone. Corri para o computador e procurei na internet. Por sorte, achei. Ele ligou, explicou a situação e descobriu que o dono ainda não havia chegado para buscar o carro. Foi para lá correndo para destrocar os carros. Não voltou ainda.
-'Mas, você não percebeu nada de diferente ? Nem as músicas do rádio ?'
-'Não, Kátia. Mesma cor, mesmo modelo. Notei umas músicas diferentes ... Mas achei que você tivesse trocado os cds e nem dei importância...'
-'E como você chegou à conclusão de que o carro não era o seu ?'
-'Quando cheguei aqui, o cara do estacionamento perguntou se eu ia sair cedo. Disse que não ia sair muito cedo, não. E aí ele me avisou que amanhã era o rodízio. Eu respondi que não. Que o rodízio do meu carro era hoje. O cara insistiu. Aí que eu fui ver a placa do carro e só então percebi ...'
Imagina se as placas tivessem o mesmo final... Imagina se o cara do estacionamento não falasse do rodízio ? Amanhã ia ter que visitar marido na prisão...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Olfato

Já comi mais chocolate do que deveria. Ontem, para piorar, ganhei um ovo de páscoa d-e-l-i-c-i-o-s-o do maridão. Daqueles ovos bons, sabe ? Hum... Comi um monte. Somado ao inchaço provocado pelos remédios que estou tomando, já devo estar com uns cinco quilos a mais ... Who cares ? EU. Mas, como resistir ? Vivo com esse sentimento de amor e ódio ao chocolate .....

Então, hoje não se come carne. Nem frango. Mas, eu não como peixe. And so ? As lembranças que me vêm, quando penso na sexta-feira santa, são aquele cheiro insuportável pela casa, eu me sentando o mais longe possível do meu pai, da minha mãe e da travessa de bacalhau à mesa. Comendo meu purê de batata e ovo frito ou macarrão com molho branco. Lembro, também de me recusar a lavar a louça, visto que tudo estaria impregnado de bacalhau. Argumento aceito pela minha mãe, coitada.

Ontem meu marido comprou, adivinhem ? Bacalhau. E camarão. Para minha mãe fazer. Como ele ficou com preguiça de levar ontem à noite para a casa dela, teve que ficar ‘dessalgando’ o dito cujo. Mandei ele colocar o bicho lá no tanque e resolver isso sozinho. Nada de cheiro na minha cozinha. E assim maridinho fez.

Agora, estamos indo para a casa da minha mãe. Levando as compras. Mais uma sexta-feira ao aroma de bacalhau! Que sábado chegue logo !

Saga

Ontem, fui a dois médicos. De manhã,voltei ao hematologista, já com meu Hb=12.2. E ele me deu parabéns ! Só faltou o pirulito. Achei tão engraçado... Como se eu tivesse me comportado muito bem. Mas, o fato é que eu não fiz nada, pelo menos, de caso pensado, para que as hemoglobinas sumissem. Assim, como, também, não fiz nada, para que elas voltassem. Quer dizer, tomei uns remédios que me foram prescritos e pronto. O milagre se fez. Então, parabéns ao médico, à medicina, às empresas farmacêuticas que resolveram o problema de como trazer as hemoglobinas de volta a um organismo. Ele me disse que devo continuar a tomar meus comprimidos de ferro e voltar daqui a um mês. Então, tá.

Continuando minha saga, à tarde, fui a um outro ginecologista. Pedir uma segunda opinião. Diagnóstico: retirada do útero. OK. Argumento aceito. Rumo à operação. Agora, cabe a mim marcar o dia, escolher o médico e vamo-que-vamo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nuances

Outro dia uma amiga perguntou se eu não queria tentar fazer uma operação espiritual. Do mioma. Ela me acompanharia ao centro espírita. O máximo que poderia acontecer seria não acontecer nada. Ficar tudo na mesma. Alguém de lá faria alguma reza, me benzeria e eu iria para casa. E as coisas se resolveriam por si só. O mioma sumiria, talvez. Foi isso que aconteceu com uma pessoa que nós duas conhecemos. ‘Mas, eu não sou espírita, não acredito nisso’, argumentei. E ela me respondeu: ‘ Não precisa ser.’ E eu fiquei pensando nisso. Na minha não espiritualidade. No meu medo de ir e, de repente, o mioma sumir. Como lidar com isso depois ? Como explicar ?

Eu sou muito cética. Tenho que ver para crer, sabe como ? Só preto ou branco ? Com dificuldades de enxergar os gris, as nuances de cinzas ? Sempre fui assim e, conforme o tempo vai passando, percebo que não levo nenhuma vantagem nisso...

Lembro que, certa vez, desci com as meninas para brincar. Elas eram bem pequenas. Deviam ter uns 2 anos. Fomos para a quadra, local em que elas estavam acostumadas a brincar.Neste dia, no entanto, uma delas não quis entrar de jeito nenhum na quadra. Começou a chorar e eu insistindo e o berreiro aumentando. Bom, desisti, tamanho o escândalo. Comentei com uma amiga o que tinha acontecido. E ela me explicou que acreditava que as crianças vêem coisas que nós não vemos. Eu, racionalmente,não consigo vislumbrar isso. Mas, para a cena que eu havia presenciado na quadra, parecia fazer sentido. Mesmo porque, no dia seguinte ela brincou na quadra normalmente...

De outra vez, fazia alguns dias que meu pai havia falecido. Sonhei com ele. Um sonho tão bom! Ele vinha se despedir e dizer que estava bem. E me deu um beijo. E eu acordei. Demorou para eu perceber que tinha sido um sonho, tamanha a sensação boa que me tomava. Era como se ele estivesse estado ali, do lado da minha cama e tivesse, de fato, me beijado. Eu, racionalmente, não creio que isso seja possível. Mas,no entanto, queria me permitir acreditar. O sentimento bom daquela despedida permaneceu. Por muito tempo.

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta

Achei tão legal essa idéia de se apagar as luzes, por uma hora, em vários países ao redor do mundo...Algumas semanas atrás, quando ficamos sabendo, conversamos com as meninas, explicamos o porquê que seria importante, falamos da conscientização e topamos participar. Nós quatro. Mesmo ficando sem internet e sem TV. Dia 28/03, às 20:30h. Ocorre que, na minha cabeça, sabe-se lá porque, dia 28 seria domingo. Donde se conclui que nós não participamos, infelizmente, conforme planejado. Shame on me ! O pior de tudo é que eu não posso nem culpar a falta de hemoglobinas ! Deve ser a idade mesmo. Sorry, planeta. Estivemos com você em planejamento, ok ? Há, ainda, um atenuante. Como voltamos do Guarujá por volta das 21 h, nosso apartamento esteve apagado por meia hora, pelo menos, juntamente com todos os cidadãos conscientes do mundo todo. Meio que vale, né ?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Chegou: Hb=12.2

Pronto! Alcancei a taxa mínima das hemoglobinas ! Agora, só manter ...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Com sua licença ...

Peço licença aos meus queridos leitores.
Abre parênteses: Meu irmão é o irmão mais ciumento do mundo.Ever. Fecha parênteses. Prontofalei !

quarta-feira, 11 de março de 2009

Segunda opinião

Fui em um hematologista renomado do Einstein. Pedir uma segunda opinião. Ele falou que todo o procedimento feito no meu caso foi correto. Disse, ainda, que se 100 mulheres entrassem em seu consultório, ele acertaria, sem nenhum tipo de exame, a causa da anemia de 99 das 100: perda menstrual. E que se, 100 homens entrassem em seu consultório, ele acertaria, sem nenhum tipo de exame, a causa da anemia de 99 dos 100: perda digestiva. Sugeriu que eu trocasse as injeções de ferro por comprimidos. Duas vezes ao dia, todos os dias da semana. Salientou que, por puro preciosismo, teria pedido um exame de sangue oculto. E que, teria pedido, ainda, alguns exames complementares para saber a quantidade de ferro no meu organismo. Que teria dado muito baixo, mas que ficaria documentado. Gostei muito dele. Deu para tirar todas as dúvidas e ficar tranquila em relação ao tratamento vigente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Devagar e sempre: Hb=9.7 !


terça-feira, 3 de março de 2009

Consulta pós 7.0

Então, voltei ao hematologista, já como uma pessoa 7.0 de hemoglobinas. Ele adorou ! Disse que estava ótimo, que com isso estávamos repondo o estoque de ferro no meu organismo. E que o processo era esse mesmo, quando eu reclamei que achei que poderia ter aumentado mais. Já saí da faixa de ter que fazer transfusão de sangue (para taxas < 7). Disse, também, que o fato de eu ter estado com uma taxa tão baixa foi muuuito grave. Poderia ter tido um desmaio, um infarto, faltar oxigenação no cérebro, enfim, estava correndo perigo. Por sorte, não tive nada e vamo que vamo! Não preciso mais ficar em repouso absoluto, mas, no entanto, não devo, ainda, fazer esforços físicos. Devo continuar com as aplicações de ferro (faltam três) e voltar lá no final do mês, quando farei um novo hemograma. Mas, o maaais legal, foi ele ter dito que eu devo ter uma alimentação normal, não sendo necessário, por exemplo, comer fígado !!! I love esse médico...

Ontem, fui à ginecologista. O mioma aumentou bastante, assim como o volume uterino (de 119 cc passou para 533 cc). Ou seja, é cirúrgico mesmo. A não ser que eu resolva ficar tomando medicamento (hormônios) enquanto meu organismo não chiar... De qualquer maneira, só posso pensar em cirurgia quando a taxa de hemoglobinas estiver normalizada. Tenho esse tempo para pensar ...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Devagar e sempre: Hb=7,0 !

Fiz hoje o hemograma. Não aguentei esperar até amanhã. As hemoglobinas estão voltando, lentamente. Bemvindas, amiguinhas ! Não tenham medo ! Sintam-se em casa...


Passei de 'microcitose acentuada' para 'microcitose moderada'. Suponho que seja uma coisa positiva. Ser moderado é sempre bom, não? Com as células não deve ser diferente...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Tá sem tempo ?

O Tempo
Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Véspera dos 10 anos

Amanhã, as meninas fazem 10 anos !!! Uau ! Aquele clichê: o tempo passa muito rápido. Lembro muuuito da minha gravidez, que foi super tranquila, apesar de gemelar. Lembro dos 17 quilos que eu engordei. Lembro da angústia e alegria ao saber que eram dois bebês. Depois, que eram duas meninas. Lembro da minha insistência em que o maridão tirasse fotos da minha barriga, bem no início da gestação. E ele dizendo que não havia barriga, ainda. Lembro de reclamar sobre isso com o meu médico: cadê essa barriga ? E de ele me responder que eu tivesse calma, porque quando ela surgisse, ia crescer muito depressa. Lembro das meninas se mexendo na barriga. Lembro de ter o braço engessado no meio da gravidez, por conta de uma tendinite. Lembro da agonia ao perceber que a loja havia entregue apenas um dos berços. 'Mas, moça, e se as minhas filhas nascerem prematuras ? Como faço ?'. Lembro da lista infinita de nomes a serem escolhidos. Lembro de ficar entrando no quarto delas, olhando os móveis, mexendo nas roupinhas. Só esperando por elas. Lembro do dia 26/Fev/99. Do nervosismo. Da sala de parto. Do marido do meu lado. Dos médicos discutindo sobre modelos de carro. Do meu batimento cardíaco indo às alturas. Do anestesista pedindo que os médicos iniciassem logo o procedimento. E lembro, com uma nitidez impressionante, de não sentir as minhas pernas. De querer movê-las e de não conseguir. Lembro da enfermeira colocando-as na posição desejada. Como se já não me pertencessem. E lembro do chorinho. O primeiro chorinho. Da Camila. Levaram-na, deram uma limpadinha rápida e a colocaram bem pertinho de mim. E nós choramos. Depois, lembro de ouvir um médico falando para o outro: 'Empurra'. E de um deles empurrar a parte de cima da minha barriga para baixo. E aí ouvi outro chorinho. Da Sabrina. Também levaram-na. Quando ela voltou, tinha um gorrinho na cabeça. E eu lembro de ter achado que ela era tão pequenina. E puseram-na bem pertinho de mim. Continuamos chorando. Lembro de ter visto meu pai, minha mãe e minha irmã na janelinha. Nesta sala, é possível que os familiares assistam ao parto através dessa janelinha. Depois, fui encaminhada para uma sala de repouso. Depois do que pareceu uma eternidade, fui levada ao quarto. Pessoas queridas me esperavam. Meu marido, minha mãe, meu pai, minha irmã, minha comadre, meu compadre ... Depois de um século, trouxeram as meninas. Tão quietinhas. Tão pequenas. Seria eu capaz de cuidar delas ? A primeira vez amamentando. Eu aprendendo. Elas também.
E hoje, cá estamos. Na véspera do aniversário. Jantamos no Fridays, tomaram sorvete e combinamos de ficarmos acordados até a meia-noite. Para comemorarmos desde o primeiro minuto do dia 26. Amanhã, elas decidirão se irão para a escola. E o que mais quererão fazer.

UPDATE: Eu, Kátia, nascida e domiciliada na cidade de SP, casada, um marido, duas filhas, declaro, para os devidos fins, que meu irmão, nascido em SP e domiciliado em uma cidade próxima de SP, casado, uma esposa, três filhos, esteve na maternidade, no dia 26/Fev/99, visitando a mim e às suas sobrinhas recém nascidas. Ele não assistiu ao parto, nem estava no quarto quando eu voltei da sala de recuperação, chegando, no entanto, no mesmo dia, mais tarde.

Resumo Carnavalesco

Nunca gostei de Carnaval. Nem na época em que moramos em Recife. De maneira que, ficar este feriado em casa, quietinha, não foi nenhum sacrifício. Descansei bastante. Aluguei 5(!) filmes. Todos bons. No sábado, fomos para a casa do meu irmão, a cerca de 1h de SP. Passamos a tarde com eles. Voltamos à noitinha, mas as meninas e a minha mãe ficaram para dormir por lá. No domingo, preparei um almoço bem 'ferroso'. De entrada, 'Creme de Beterraba' (receita maravilhosa, porque eu não gosto de beterraba e amei, assim como maridão) e, prato principal, 'Risoto de Tomate Seco' plus um bifinho (e dá-lhe ferro!). Sem modéstias, o almoço estava muuuito bom !!! Na segunda, terminamos de assistir aos filmes alugados e à noite fomos na casa da filha do maridão. O Felipe (5 meses) está tão fofo! Relembrei os velhos tempos: dei mamadeira e ainda consegui fazer ele dormir. Na terça, levamos as meninas e uma amiguinha ao cinema para assistir 'Coraline', em 3D. Bonitinho. Hoje acordei antes das 6 da manhã para ir ao laboratório, continuar com minha rotina de exames. Desta vez, no cardápio, ultrassons mil e mamografia (fala sério, com tanta tecnologia à disposição, como ainda não descobriram um método menos dolorido de se fazer esse exame???).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Melhor, impossível

Meu irmão acabou de me ligar perguntando se eu estava bem depois do desmaio...
-Oi ? Desmaio ? Eu ? Mas, quando que eu desmaiei, minha gente ?
-Kátia, acabei de ler no seu blog! Assim você me deixa muito preocupado...
-Eu escrevi isso ? Eu desmaiei ?, perguntei para ele e fiquei pensando: Será que a ausência dessas células já está afetando minha memória, será que já estou trocando as bolas ? Hemoglobina, hello, volta para mim !
-Você escreveu sim. Está aqui no seu útimo post: “Ontem à noite, senti um pouco de tontura, próximo da hora de deitar.”
-Querido irmão, posso estar sem hemoglobinas, mas eu diria, com alguma certeza, que ‘desmaio’ não é sinônimo de ‘tontura’. Ou será que com as novas regras ortográficas, isso também mudou ?
-Ah, tá. Mas, você está bem, né ?
-Ótima. Deitada o dia inteiro. Mimada pelo marido. Levando umas picadas de quando em vez. Telefonemas do Brasil todo. Melhor, impossível!
-Se cuida, então. Beijos.
-Só o que eu faço, brother. Ultimamamente, é só o que eu faço! Beijos.

Lado Polyanna de ser

Minha amiga me ligou, segundos depois de ler o email que eu havia enviado, contando das novidades.
-Kátia, você tá bem ?
-Estou, sim. Está tudo sob controle.
-Olha, deixa eu te explicar uma coisa. Novidade é quando você fica grávida, compra um apartamento, troca de emprego. Entendeu ? Não quando está à beira da morte. Quase tive um enfarte ao ler seu email...
-Não exagera. Não deixa de ser uma novidade. Não das muito boas, mas... Vejamos pelo lado Polyanna: descobrimos tudo antes de eu ter um enfarte. Não é bom ?
-É. Sob esse ângulo, é ótimo. Se cuida, hein ! Beijos.
-OK. É o que mais faço ultimamente. Beijos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Frescura ?

Ontem à noite, senti um pouco de tontura, próximo da hora de deitar. Havíamos acabado de assistir a um DVD. O marido ficou muito preocupado, já queria me levar ao hospital. Consegui demovê-lo da idéia, mas, ele resolveu desmarcar uma reunião que teria hoje pela manhã, fora de São Paulo. Só para me acompanhar ao médico. E assim vou indo, além de ter ficado mais limitada, tenho limitado os outros também. Durante essa semana, minha amiga tem vindo pegar as meninas para levá-las na escola. Detalhe: ela mora do lado do colégio. E agora tem que dar essa volta para me ajudar. O maridão, além da preocupação, tem tentado se equilibrar entre o trabalho, buscar criança na escola e idas ao médico para me acompanhar. Mas, o mais interessante disso tudo é que, por causa da ausência de sintomas, fico me sentindo meio inútil. Como se fosse frescura da minha parte. Sei que não é, mas assim me sinto. Fico aqui torcendo para as hemoglobinas perceberem meu estado de espírito e aparecerem de vez neste corpitcho. Tipo um overflow hemoglobinal. Acho que hoje devo fazer, de novo, outro hemograma para ver a quantas anda essa taxa...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Na minha idade ?

-Muito complicado receitar qualquer coisa no seu caso... Na sua idade...Ainda mais no Pronto Socorro...
- Oi ? Como assim ‘na minha idade’ ? Hello ? Só tenho 41 !!, pensei. Maaas, tendo em vista as circunstâncias, mantive o sorriso no rosto e continuei ouvindo a médica
- Pode dar AVC, trombose. Depois, não vamos continuar te acompanhando... Muito difícil no seu caso... 41 anos ...
-Ei ! Eu sei a minha idade ! Não precisa ficar falando desse jeito!, pensei novamente. Suspiro light. Sorriso mantido. Continuo a ouvi-la, atentamente.
-Olha, eu vou consultar o meu colega. Ele é o chefe do departamento. Vamos ver se ele tem uma outra opinião. Aguarda um pouquinho.


Fiquei aguardando. E pensando. Desde quando a minha idade seria empecilho para alguma coisa ? Eu me sinto bem, não uso bengala, consigo utilizar o banheiro sozinha, levo as crianças na escola, trabalho, não tomo remédios (bom, pelo menos até a semana passada, antes das minhas hemoglobinas resolverem entrar em greve). A médica volta e interrompe meus pensamentos.

-Então, ele viu seu caso e falou que não tinha nada a fazer, mesmo.
-Simples assim ? Já posso ir escolher a cor e o tipo do meu caixão ? Fazer um testamento ?
-Calma. Seguinte: vou te receitar um antiinflamatório, que deve diminuir o fluxo, não bloqueá-lo. Já não dá mais tempo neste ciclo. Você toma, vai no seu ginecologista e veja o que ele vai te sugerir.
-Então, tá, doutora. Obrigada pela atenção.


Então é isso. Ultimamente tenho aprendido muito sobre ter 41 anos, retirar um mioma, ou retirar o útero ou fazer uma ablação endometrial ou uma embolização. Mil possibilidades. Vivendo e aprendendo. Em paralelo, continuo tomando ferro na veia e visitando médicos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O corpo tem sempre razão

Sou Analista de Sistemas. E desde há muito tempo, aprendi que o computador tem sempre razão. Não adianta discutir. Se não está dando certo, alguma coisa errada o operador fez. Simples assim. Hoje eu aprendi que o nosso corpo também tem sempre razão. Ele até tenta se virar com os problemas impostos/criados por você, operador, mas também há limites.

Voltei ao médico cardiologista hoje. Tinha que entregar o resultado dos exames solicitados.Depois do ‘Bom dia’, a primeira coisa que ele me falou foi:

-Nossa, você tá muito amarela !
- Então, doutor, o senhor já tinha notado isso na consulta anterior. Acho que por isso me pediu o hemograma completo... Lembra que falamos sobre o possível excesso de betacaroteno ?
-Sei, sei. Mas, parece que está mais amarela hoje... Bom, vamos ver... Deixa eu começar pelo hemograma... 5.3 de hemoglobina... CINCO PONTO TRÊS !!!!! Como você está aqui hoje ???? Deveria estar de cama, com dificuldade para respirar, com um cansaço absurdo !!!! Você NÃO sente nada ?????
-Não, doutor. Nada. Tenho feito minhas coisas normalmente...
-Muito estranho !!! Olha, vou ser direto. O mínimo desejável é 13. Você está com 5.3. É caso para transfusão de sangue. Desculpa, não tem como falar de outro jeito...
-Transfusão ???? Oh, oh ... Mas eu não sinto nada ...
-Essa falta de sintomas é mais preocupante ainda. Tem que procurar um hematologista. Hoje.
-Doutor, tem mais o exame do coração. Deu tudo normal, parece...
-Vejamos. É. A estrutura do seu coração está normal.
-Eu achei que o senhor ia pedir um ergométrico...
-Ainda bem que eu não solicitei !!! Com essa taxa de hemoglobina, você ia desmaiar na esteira...Olha,Kátia, o que interessa, no momento, é recuperar essa taxa. Sai daqui e vai para um hematologista agora. Não enrola. Só volta quando estiver tudo normal com o seu hemograma.


O maridão estava comigo. Voltamos meio em silêncio para casa. Cheguei e já comecei a tentar marcar uma consulta. Só consegui para março, mesmo avisando sobre o pedido de urgência. Diante disso, meu marido, muito esperto, falou:

- Vamos para a clínica de Hematologia que ele indicou e vamos tentar um encaixe.
-Mas, já liguei lá. Não tem essa possibilidade. Já perguntei...
-Kátia, vamos agora. Lá você mostra o hemograma e o pedido de urgência. Vamos ver no que vai dar.


Dito e feito. Conseguimos um encaixe. O hematologista pediu que eu refizesse o exame de sangue, lá mesmo. O resultado saiu em uma hora: de 5.3 no dia 02/Fev, passou para 6.0. O médico falou que ia tentar de tudo para evitar a transfusão de sangue, mas, para isso, eu tinha que prometer ficar de repouso absoluto (tipo da cama para o sofá e vice-versa), tomar uma dose cavalar de ferro na veia, uma vez por semana, pelas próximas seis semanas. E, além disso, pediu para que eu passasse no ginecologista para que ele me receitasse alguma droga para a suspensão da menstruação. Segundo ele, qualquer perda de sangue vai fazer com que a taxa diminua novamente, o que é inaceitável.

-Ok, doutor. Faço tudo isso para não ter que passar por uma transfusão. Só uma pergunta: porque eu não apresento nenhum sintoma indicativo ?
-Olha, você tem um mioma. Há mais de dois anos. Então, isso deve estar acontecendo paulatinamente ao longo dos meses ou anos. Não é uma coisa de ontem para hoje. O organismo vai se adaptando às condições. Provavelmente esse é o motivo pelo qual, aparentemente, você não apresenta nenhuma sintomalogia.

Fui lá ser furada mais uma vez. Tomei o tal do ferro na veia. Depois fui para casa, pensando em quão impressionante é o nosso organismo. E vamo que vamo, Brasil. Nas próximas semanas, muito sulfato ferroso neste corpitcho !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Checkup. Só Isso. Entendeu ?


Início de janeiro. À beira dos 41, resolvi marcar, pela primeira vez, uma consulta com o cardiologista. Chegando lá, ele me perguntou o motivo da minha ida e eu expliquei que eu queria fazer um checkup, por causa da idade. Ele perguntou mais umas coisas e iniciou o exame, auscultando o meu coração. Depois de um tempo, ele me disse que percebeu uma leve arritmia e um sopro. Oi ? Arritmia ? Sopro ? Eu ? Quis dizer para ele que estava ali SÓ para um checkup. Para um pedido de teste ergométrico. Sei lá. Esse tipo de coisa. E não para ouvir que tinha poucos meses de vida... Mas, não falei nada. Ele ainda complementou dizendo que não era para eu ficar preocupada. Podia não ser nada. Em seguida, colocou uns eletrodos em mim para fazer um eletro. A tal da arritmia não apareceu. Mas, ele, carrasco total, me disse que isso não significava que eu não tivesse arritmia. Precisava investigar. Saí de lá com o pedido para fazer ecocolordopplercardiograma, além de hemograma, colesterol, etc e tal. Passado quase um mês, fiz os tais exames. O ecoblablacardiograma é tipo um ultrassom, para ver ver a estrutura do coração. Resultado: coração perfeito ! O colesterol está OK, assim como o triglicérides e a glicose. A única coisa foi o hemograma que aponta para uma anemia (acho!). Tenho consulta de novo na semana que vem. E se esse médico aparecer com mais algum diagnóstico de poucos meses de vida, não volta mais lá, não.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Obrigada!

Obrigada a todos que apareceram, telefonaram, lembraram ... Thanks a lot ! A idade vai aumentando e eu vou achando que não ligo mais... Mentira! Quero soprar velinha, quero amigos e familia reunidos, quero beijinhos, quero presentes, quero mimos, quero café na cama, quero 24 horas de desejos atendidos (né Cami, Sá e maridão ?)... Bom demais !
Valeu !Até ano que vem !

sábado, 15 de novembro de 2008

35 anos

Ontem fomos a um encontro com a turma da faculdade do meu marido. 35 anos de formado !!!
Ele chegou em casa, perguntou sobre qual roupa deveria ir, eu opinei, ele retrucou que achava que não deveria ir de calça social, deveria ir mais simples, eu concordei. Ele foi tomar banho e eu fui terminar de me trocar. Quando me julguei completamente pronta, linda de viver, perguntei para ele o que achava.
Respondeu que não havia gostado. Simples assim, direto assim.

- Oi (1)???? Porque não gostou ? Vestido novo, sandália de salto, maquiagem caprichada, cabelo preso ...
- Sei lá. Não gostei do vestido. Muito simples ...
- Oi (2)???? Como assim 'muito simples' ? Você não acabou de dizer que não iria de calça social ?
- Ah, sei lá! As mulheres vão mais arrumadas, né ?
- Oi (3) ???? Você tá falando que eu estou desarrumada ? Depois de toda essa produção ?
- Não, Ká. Deixa pra lá. Eu não entendo disso. Só achei o vestido muito simples... Mas, se você acha que está legal, vai assim mesmo...
- Oi (4) ???? De fato, estava me achando o máximo. Agora, estou me achando o mínimo...

Fui procurar consolo. Liguei para minha irmã. Contei tudo o que o meu marido falou. Ela quis falar com ele. Daí ele entendeu que deveria ter dito que eu estava linda, maravilhosa, fechando o trânsito. Mas, que talvez, eu ficaria mais super linda, mais super maravilhosa, se colocasse um vestido mais chique...

Bom, enquanto eles se falavam, eu me trocava. Desisti de ir com meu vestidinho preto, básico, novo. Pus um vestido com brilhinho e lá fomos nós. Meu marido encontrou os coleguinhas, ficou felizinho, eu já conhecia alguns, conversei um pouquinho. Dei um look nas (poucas) mulheres presentes. Meu vestidinho preto, simples, não ia fazer feio, não! Todas estavam básicas... Próxima vez, não pergunto a opinião dele. Homem não entende nada da alma feminina! E é tão simples...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Só comigo

Só comigo. Estava eu, calmamente, esperando o trânsito dar uma brecha para eu poder sair da garagem do escritório do meu cliente. Lá em Diadema city. Uma rua super movimentada...Eu estava bem light, ouvindo uma musiquinha. Sem neuras. De repente, ouço um barulho. Demorei alguns segundos para perceber. O portão automático estava tentando fechar. Eu, pessoalmente, não ligo a mínima para quantas vezes esse portão tem que fazer esse movimento de abrir e fechar. Por mim, poderia ficar em um loop, quantas vezes quisesse. Só pediria que esse portão fizesse isso quando o meu carro não estivesse no meio. Tipo recheio de sanduiche, sabe ? Pois, é. Aconteceu. Comecei a buzinar feito doida e aí o portão retrocedeu. Desci do carro, fui ver o estrago (já está ficando meio constante). Desta vez, no entanto, foi na porta do motorista, mesmo. Daí apareceu o segurança, que, na hora do acontecido, estava conversando na esquina, ao invés de estar no seu posto. Enfim, dei ré para que um carro que estava chegando pudesse entrar na garagem. Só então (sou muito devagarzinha...) percebi o que tinha acontecido. O motorista desse carro apertou o controle remoto para abrir a garagem, sem, antes, olhar para ver se, por um acaso, não haveria algum carro, cuja motorista se chamasse Kátia, no meio do caminho. O portão recebeu o comando e, como já estava aberto, resolveu fechar. No meu carro.
Sabe aquele ditado de estar no lugar errado, na hora errada. Euzinha!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Então é Natal

Então é Natal. E o que você fez ?
Sinto certa agonia. Tristeza, talvez ? Não sei. Tantas coisas que deveria ter feito e não fiz. Telefonemas que devia ter dado. Encontros não realizados. Essa é a sensação primeira que me vem. Depois, as de ordem prática. Presentes que tenho que comprar, correria em que todos vão ficar, trânsito que só vai piorar e 2008 que já se vai. Um misto de 'ter que se reunir porque é Natal' com o 'o porquê de não se reunir, já que não é Natal'...
Enquanto isso, as meninas na euforia de entrar em férias, ir para o interior, ganhar presentes...
E um poema que eu adoro, sempre gostei. Triste, mas bonito. Hoje, quando leio, lembro do meu pai. Antes, não.

Poema de Natal
Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Olho vermelho...



Na segunda, a Camila, começou a reclamar de dor de garganta. Na terça, ficou com febre. Ontem, já não tinha febre, mas amanheceu com o olho avermelhado e um pouco inchado. Fiz compressa e ela foi para a escola. Não havia coceira nem secreção. Hoje de manhã o olho continuava vermelho. Resolvi levar no pronto socorro. Diagnóstico: conjuntivite viral. Mais light. Melhor do que se fosse a bacteriana. Menos mal! Cinco dias sem ir à escola. O pediatra prescreveu um colírio para ser aplicado de 2 em 2 horas, de maneira a deixar o olho bem hidratado. Só. É aguardar agora.... Se não melhorar, ir ao oftalmo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama, boa sorte !


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nem aí

Ontem cortei o cabelo. Só as pontinhas. Queria algo mais radical, mas a cabeleireira achou melhor não. Foi educada, mas, resumindo quis dizer que se já é ruim neste comprimento, imagina mais curto... Como era a primeira vez que estava cortando com ela, achei melhor não insistir. Depois, fiz uma escova. Cabelos lisos e soltos ao vento. Ao buscar as meninas na escola, notaram o cabelo no ato. Já em casa... Até agora, nenhum comentário do marido. Zero. Mas, já estou acostumada. Antes, eu brigava, dizia que ele não ligava para mim, blá, blá... Atualmente, comporto-me como uma lady. Nada como a sabedoria adquirida ao longo dos anos !
UPDATE: O filho do meu marido, que mora conosco, me disse:
-Tem alguma festa hoje, Ká ?
-Festa? Não. Porque ?
-Você tá com o cabelo todo arrumado...
-Faz dois dias, já...
-Ah! Vai ver que você estava com o cabelo preso e eu não notei...
-Deixa pra lá. Sem comentários!
Genótipo ou Fenótipo ?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween


Hoje é Halloween. Alguns implicam com a comemoração dessa data aqui no Brasil. Eu acho que não tem nada a ver. É só mais uma brincadeira light entre as crianças. Elas gostam e se divertem. Que mal há nisso ? Algumas escolas, ao invés de comemorarem o Dia das Bruxas, comemoram o Dia do Folclore, para 'abrasileirar'. Acho interessante também. As meninas foram fantasiadas de bruxas para a escola e voltaram cheias de doces e brindezinhos. Adoraram. Mais tarde, elas e mais sete crianças do prédio foram de apartamento em apartamento para dizer : 'Doces ou Travessuras ?' Não precisa falar que vieram abarrotadas de guloseimas. Todas felizes. Na semana passada, elas e uma amiguinha do prédio redigiram um pequeno texto e colaram nos elevadores, lembrando aos moradores do dia de hoje. Funcionou! Lots of candies!

Braço Quebrado


Gente, o Mateus, meu afilhadinho, 5 anos, quebrou o braço ! Jogando futebol ! Seguindo o caminho do pai, meu irmão, que quebrou, luxou e se esturricou várias vezes na infância. Não se vai contra a genética, né ? E eu me sinto tão out, sem nunca ter quebrado nada...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cadê?

Outro dia, o maridão me disse que havia recebido um convite de casamento, de alguém do escritório.

-Que legal! Quem ?
-Então, estou tentando lembrar ...
-Mas, você não recebeu o convite hoje ?
-Recebi. Acho que foi hoje... Terá sido o João ? É isso. O filho do João!
-O filho ? Mas, ele já não é casado ?
-É ? Será da filha ? Ai, Ká, não sei. Deixa eu achar o convite.

Dias depois:

-Ká, achei o convite. É do filho do João mesmo. Viu, que eu não estou tão mal assim ?
-É. Quando vai ser ? Tem lista de presentes ?
-Dia 06/Dez...
-Tá. Traz o convite, então, para eu ver os outros detalhes...

Alguns dias depois, ele me aparece com um convite em casa. Envelope azul claro. Achei meio diferente. Abri. Devolvi.

- Esse convite é de um evento beneficiente. Pra semana passada.
- Sério ? Só achei esse aí. Vou procurar de novo.

Até hoje, ele não trouxe o convite. Não. Ele não esqueceu. Perdeu. O convite evaporou na sala dele. Agora, eu só sei que o filho do João vai casar no dia 06/Dez em alguma igreja da cidade de São Paulo. Ou não. Pode ser que o casamento seja realizado no próprio buffet, né ? Posso até comprar um presente, mesmo sem saber se há lista de presentes. Mas, mandar entregar aonde ? Não sei o endereço... Também não sei o horário. Se fosse lá na cidade do meu marido, bastava eu perguntar para qualquer morador, e eu teria todas as respostas. Já, aqui... Super saia justa. Sugeri que o meu marido tirasse xerox de algum convite de outro colega do trabalho. Não deixa de ser chato, né ? Mas é melhor do que pedir uma segunda via para o pai do noivo, concordam ?
Já meu marido, super prático, sugere que a gente não vá. Pronto. Resolvido o caso do convite desaparecido.
UPDATE: O que um post não faz ... Depois do maridão reclamar que eu fico contando as histórias (urru, ele leu o meu blog sem ser obrigado !!!!) dele por aqui, encontrou o convite, meio que por acaso, mas encontrou !

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

HSM3

Você tem filhos entre 8 e 15 anos ? Não ? Então esse post não é para você. Aposto que nunca ouviu falar do Troy, da Gabriella e da Sharpey. Pois é. São os astros do High School Musical, fenômeno da Disney. Hoje estreou o terceiro filme da série. Fui comprar os ingressos às 14 horas, sem as meninas, e quase não consegui. A sessão das 16 h estava praticamente lotada. Perguntei da próxima e a moça me disse que estava pior. Fiquei com a das 16 h, mesmo os lugares não sendo os melhores (neste cinema, o Kinoplex, podemos escolher as cadeiras, que são numeradas). Elas excitadíssimas, quase não aguentando esperar. Quando chegamos, cinema lotadéeeeesimo. Galera animadéeeeesima. Quando finalmente começou, aplausos e gritinhos. E o filme é bonitinho. Já havia assitido o 1 e o 2. Elas têm os DVDs, CDs, álbum de figurinhas, quebra-cabeça, jogo, etc. E esse achei melhor que o anterior. As meninas nem piscavam. Terminado o filme, mais aplausos. E elas me perguntaram se podiam assistir de novo... Falei que o papai iria com elas, então. Estão esperando. Já perguntaram do CD. E estão aguardando o lançamento do DVD (hello, tios e tias leitores!). Estão na fase. Acho engraçadinho. Ainda mais que elas permitem que eu vá com elas ao cinema. Mais um tempinho, sou carta fora do baralho... Melhor curtir com elas enquanto posso !

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

9 de Outubro

2005. Domingão ensolarado. Íamos a uma festa de aniversário no final da tarde. As meninas desceram para brincar um pouquinho. Dali a pouco, ouço o choro de uma delas. Pensei: 'Xi, caiu naquelas pedrinhas do chão.' Resolvi descer para ver quem havia ralado o joelho. Estava já na porta, toca o interfone. Eu atendi e já fui falando: 'Estou descendo'. Desliguei. Não cheguei a ouvir o que o porteiro tinha para dizer. No térreo, a Sabrina estava me esperando na porta do elevador:

-'Mãe, a Camila foi atropelada!!!!', ela me disse

Eu saí correndo. Ela estava na casa do zelador, sentada, bebendo água e chorando. Olhei para ela, não vi sangue, nada. Fiquei tão aliviada! Dei um abraço nela e passei a mão na perna dela:

-‘Cami, não foi nada. Foi só um susto’, eu falei

Aí, alguém me disse para olhar atrás da perna. Se fosse um filme, tinha entrado um comercial. Mas, infelizmente, era real. E com a minha filha. No nosso prédio.

Olhei e vi que era sério. Peguei-a no colo e subi para o apartamento:

-‘A Camila foi atropelada! Vamos para o hospital’, gritei para o meu marido, que assistia televisão.

Fomos correndo. Limparam os ferimentos, fizeram radiografia. Fratura na tíbia constatada, ficamos esperando pelo ortopedista. A Camila parecia mais calma. Eu, não.

Um aperto no coração. E eu ficava pensando o porquê de eu ter resolvido trocar a roupa que ela estava usando antes de descer. Talvez se eu tivesse deixado ela com a calça comprida, a meia e o tênis... Mas, estava muito quente e eu perguntei se ela queria pôr um shorts e uma sandália. Ela disse que sim. Coloquei um conjuntinho bonitinho, de saia e blusa, além da sandália. Talvez a calça e o tênis tivessem protegido a perna e o pé... Talvez, não... Nunca vou saber. Mas o remorso continua.

E se eu não tivesse deixado elas descerem ? Tínhamos um aniversário naquela tarde. Mas, eu deixei. E se ela não tivesse ido na casa da amiguinha ? Mas, ela foi. E se o carro não estivesse correndo acima do permitido ? Mas, estava.

Meus pensamentos são interrompidos pelo ortopedista. Ele disse que, como a perna tinha inchado muito, não daria para colocar o gesso. Iriam colocar uma tala e a Camila ficaria internada para acompanhamento. E ficamos. Por uma semana. Até o gesso poder ser colocado.

E a Camila surpreendeu. Sofreu muito. Porque, além da fratura, havia um ferimento grande, profundo (pensaram até que ia ser necessário enxerto...). E toda vez que tinha que limpar esse machucado, era uma tortura. Mas, ela, apesar de toda a dor, de todo o medo, foi uma guerreira. Aprendeu a lidar com a cadeira de rodas, a tomar banho de gato, a ir nas festinhas e não poder correr. Suportou a frustração de ter que adiar a retirada do gesso. Já sem ele, foi, inúmeras vezes, à praia, de biquini e meião, até o joelho, para proteger o ferimento, que não podia pegar sol para não manchar a pele. As pessoas olhavam, comentavam, chegavam a vir nos perguntar o motivo de tal 'vestimenta'. E ela, nem aí. Além de tudo isso, nunca demonstrou nenhum rancor em relação ao vizinho que a atroplelou.

No entanto, o trauma ficou (e não podia ser diferente), pois ela, lembra, todos os anos, da data do acidente. E hoje, faz três anos. E, se, em 2005, só havia lamentos, atualmente, só há agradecimentos. Porque há tantos 'ses': E se não tivesse sido a perna e sim a cabeça ou o peito ? E se fosse dia de semana e nós não estivéssemos em casa ? E se nós não tivéssemos como ir para um bom hospital ? E se nós não tivéssemos condições de pagar os honorários médicos ? E se nós não tivéssemos amigos ? E se não pudéssemos contar com a família ?

Por tudo isso, somos, hoje, só agradecimentos. Por termos uma filha tão especial, por termos tantos amigos, que sem nem percebermos como, já estavam do nosso lado, de termos uma família que sempre nos apóia e nos dá suporte ...







sábado, 20 de setembro de 2008

Sexta-feira típica

Ontem. Sexta-feira. Seis horas da tarde. Eu estava saindo da Imigrantes para pegar o acesso à Av. dos Bandeirantes. Tudo parado. Um super trânsito! Atrás do meu carro, um caminhão gigante. Do lado esquerdo, um carro e na frente, outro caminhão. Do lado direito, um espaço vazio. Não caberia nenhum outro carro ali. Estava distraída, ouvindo música, quando, do nada, surgem quatro adolescentes, do lado do passageiro. Gritando para que eu abrisse o carro. Um deles me mostrou uma arma. Pareceu ser de mentira. Decidi, acho que inconscientemente, não fazer nada. Parada eu estava, parada eu fiquei. Eles gritando do lado de fora e eu olhando. Não gritei, não chorei, não me mexi. Veio um para o meu lado do carro e tentou abrir a porta. Estava trancada. Começou a esmurrar o vidro. Nada aconteceu. Do lado do passageiro, começaram a chutar a lataria do carro. E socar, também. Algum carro buzinou. Saí do torpor em que me encontrava e buzinei também. Os vândalos sairam correndo. Os carros continuaram parados. Eu percebi que estava tremendo. Respirei fundo. Peguei o celular e liguei para o meu marido. Ele ficou assustado. Conversamos um pouco. Fiquei mais calma. Os carros começaram a andar. A alguns metros, um caminhão quebrado. Motivo provável do super trânsito. Mais uma sexta-feira típica paulistana. Ao olhar para o lado direito do carro, vê-se claramente onde eles esmurraram e chutaram. A lataria ficou amassada. Uma sexta-feira para esquecer. E se a arma fosse de verdade ? E se o meu vidro estivesse entreaberto ? E se as meninas estivessem comigo ? E se o vidro se quebrasse ? Melhor esquecer mesmo ...
UPDATE: Meu carro foi consertado. Pelo valor pago, meu marido me disse que teria sido melhor se eu tivesse aberto o vidro e entregado minha bolsa... Ia ficar mais barato... E ainda eu tenho que ouvir isso...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Felipe nasceu !!

O Felipe, netinho do meu marido chegou !!! Com ele, já são três ! O que nos leva à conclusão de que tenho mais um neto-enteado ? Neto-postiço ? Neto-torto ? Dêem o nome que quiserem, só sei que sou uma vodrasta (das boazinhas !) enxuta, ok ?

Nasceu de parto normal, com 3,115 Kg e 48 cm. Ele e a mãe passam bem !

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Feliz aniversário, GabiGabi !

Hoje é o aniversário do Gabriel, meu sobrinho primogênito (existe isso ?). Quando ele nasceu, há 8 anos atrás, fiquei muito feliz. Só que, nessa época, meu irmão e minha cunhada moravam em uma cidade do interior de Minas Gerais, há cerca de 12 horas de São Paulo. Então, não fomos visitá-los. Mas, lembro de ter ficado bem emocionada. Enviei um Sedex para eles com alguns macacõezinhos, mamadeira, chupeta e, uma cuequinha (desculpa o mico, Gabigabi, mas, na época, não pude resistir...). Depois, eles vieram morar em SP e a gente passou a conviver de perto com esse menino tão meigo, super inteligente (primeiro da classe, tá?) e muito carinhoso. Um beijo, Gabriel. A gente se vê no próximo final de semana.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Telefonemas

Semana passada. Toca o telefone:
-Alô, eu atendo
-Alô, respondem do outro lado da linha
-Oi ! Tudo bem ?, respondo, reconhecendo a voz do meu marido
-Oi, Ká. Tudo bem. Liguei para saber como você está !, ele me diz
Pára tudo ! Rufem os tambores !!! Ele nunca me liga no meio da tarde para saber como estou !!!
-Conta outra ! Não acredito ...
-Bom, o que acontece é que eu ia ligar para o Kimura e, sem querer, liguei para você ! Tudo começa com K, né ?
-Que bom que o cara não se chama Uemura, né ? Assim, a gente se fala um pouquinho...
Aí conversamos um pouco. E nos despedimos:
-Tchau. Até de noite. Um beijo!, eu disse
-Tchau. Um abraço !, ele disse
-Ei, como assim um abraço ? Sou eu, a Kátia, sua esposa. Não o Kimura !!!!
-Ai, Ká, desculpa !!!! Um beijo !!!!!
Bom, pelo menos eu sei que ele não se despede do Kimura com um beijo...

Ontem. Pedi para o maridão trocar de carro comigo, pois era rodízio do meu e eu tinha uma reunião às 8h da manhã. Ele, como sempre, concordou. Fofo. Eu ficaria com o carro dele e ele com o meu. Ambos estamos, atualmente, com o mesmo modelo de carro, só que em cores diferentes (bem diferentes!). Acordamos cedinho. Ele se despediu. Uns dez minutos depois, o telefone toca:
-Ká, esqueci. Tinha que ter vindo com o seu carro, né ?Acabei pegando o meu carro na garagem. Estou voltando!, maridão me disse
-Espera, aí. Mas, na garagem, estava o meu carro. Ou você trocou ontem à noite ?,eu respondi, sem entender nada
-Não, não troquei. Ah! Então esse é o seu carro ? Espera aí. É mesmo !! Nossa !! Como eu não percebi ? Então não preciso voltar ! Acho que eu estou ficando meio louco, né ?
-Sem comentários... Beijos!, respondi

domingo, 31 de agosto de 2008

Jantarzinho

Ontem, mais à noite, deixamos as meninas na casa da minha mãe e fomos jantar. Resolvemos achar um restaurante lá perto mesmo. Demos uma voltinha e paramos no Piccolo Bistrot. Não conhecíamos. Pequeno e aconchegante. Comida italiana. Comi um risoto de aspargos. Delícia. Não quis sobremesa, mas o maridão não resistiu. Tive que compartilhar... Apesar das muuuuitas calorias a mais. Valeu a pena. Chegamos em casa mais pesados, mas satisfeitos. Programinha gostoso. De vez em quando, é bom, né ?

sábado, 30 de agosto de 2008

Meninas

Fomos levar as meninas e uma amiguinha ao cinema. Compramos os ingressos, almoçamos e fomos dar uma voltinha pelo shopping, até dar a hora da sessão. As três andavam na frente e nós, uns passos atrás. Quem via, pensava que elas estavam sozinhas. E nada foi combinado. Só aconteceu. E aí eu fiquei pensando que, daqui a pouco, elas vão estar fazendo esses programinhas sem a gente mesmo. Sozinhas. Depois, mesmo sem querer, continuei pensando que, mais uns anos, e elas vão estar fazendo esses programinhas não com as amigas, mas com os namorados. O tempo passa muito depressa. Socorro !

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Laços de Família - Parte 2

Eu e meus irmãos sempre brincamos com o ‘ranking’ dos netos prediletos. Em abril, em um dia de semana, almocei com a minha vó, lá na casa dela, por causa do seu aniversário. Fui direto pro topo do ranking. Sem pit stop. Assim, como subi vertiginosamente, já devo estar meio no fim do ranking... Não basta subir, há de conseguir se manter no topo...No domingo, aproveitei para, também, encher a paciência da minha vó. -Então, vó, quem é o neto predileto ?
-Não tem preferido, não. Às vezes, tem um que telefona mais que o outro, né ?
-Viu, vó ? Sabia que tinha que ter um. Certamente, não sou eu...
-É. Você ia lá em casa sempre, quando morávamos perto. Depois, parou. Telefona pouco, também...


É verdade. Houve uma época, eu já adulta, em que meus avós moravam a uns quarteirões de casa. Ia visitá-los a pé. Depois mudaram para longe. Deixei de ir. Tenho carro, horários flexíveis. Só não tenho desculpas para não ir... De novo, faço um mea-culpa. Engraçado. Não lembro de ter passado fins de semana na casa da minha vó, quando criança. Só eu. Sem pai nem mãe. Não sei bem o porquê. Morávamos longe. Minha mãe trabalhava, minha vó também. Havia almoços aos domingos na casa dela. Todos os filhos e netos. Isso eu lembro. Mas, ficava nisso. Ela e o resto das mulheres adultas ficavam na cozinha, preparando o almoço. Nós, as crianças, ficávamos brincando pela casa. Brincávamos de trabalhar de escritório com as coisas do meu vó. Mexíamos nas bijuterias e nas roupas da minha vó... Minha tia inventava brincadeiras... Mas, não me lembro de haver muita interação vó-neta. Havia, também, os encontros em aniversários. Depois, mudamos para Recife e as comemorações eram feitas por telefone. Ou quando vinhamos de férias para São Paulo... Sei lá... Acho que, em algum momento, faltou a proximidade que vejo hoje entre as minhas filhas e a minha mãe. Não é falta de amor, não. Disso tenho certeza. Creio que há um pouco de falta de intimidade, talvez. Garçon, um pouco mais de análise, por favor !

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Laços de Família - Parte 1

No domingo, teve churrasco na casa do meu irmão, há cerca de uma hora de São Paulo. Comemoração do seu aniversário. Minha vó, minha tia e meu tio também foram. Além, da minha mãe, minha irmã, marido e meninas. Parte da família reunida. Fazia tempão que não acontecia. Aproveitamos para dar uma revisitada no passado. Adoro !
-Tia, confessa aí, você sempre preferiu os outros sobrinhos (filhos da outra irmã do meu pai), né? ?
-Que absurdo ! Sempre cuidei tão bem de vocês ...
-Tia, não tem problema você admitir. Já somos adultos. Aguentamos o tranco. Depois, já passou mesmo.
-Mentira!
-Tia, você era mais próxima deles. A gente morou muito tempo em Recife. Faz sentido. No hard feelings..

-Não é verdade. Talvez com a sua irmã mais nova, tenha sido mais ausente. Mas, com você e seu irmão, não !!
-Tia, você saia com a minha prima nas baladinhas. Ela conhecia suas amigas. Vocês eram mais cúmplices...
-É. Talvez ... Mas, sempre estive presente na vida de vocês...
-Sim, tia. Não estou falando isso. Só estou dizendo que esteve mais com eles do que conosco...
E assim foi o revival do passado. Cabe, aqui, fazer um parênteses. De fato, eu e meu irmão sempre achamos isso. Que minha tia era mais chegada nos sobrinhos do lado de lá, com os quais, aliás, nos damos bem. Mas, eu, particularmente, tenho pouca afinidade. Não basta nascer parente. Tem que criar os laços. Houve falha da minha parte aí. Gosto de todos eles. Mas, afinidade, cumplicidade, não há. Eu não telefono para saber como estão. Nem para contar como foi meu final de semana. Não existe esse elo. Nem creio que existirá mais. Eles, por sua vez, também não o fazem. Então, ficamos nesse ciclo. Quando nos encontramos, rola uma conversinha, risadas, etc. Mas, fica no encontro. Não evolui. Portanto, não sei avaliar se o problema foi ter morado fora de São Paulo, dos 8 aos 14 anos. Fase crítica. Pode ser. Mas, há a possibilidade, também, de isso não ter feito diferença nenhuma. Seria desse jeito de qualquer maneira. Who knows ? Estilos diferentes de vida. Eu sempre muito quieta. Avessa a badalações. Beirando a nerd. Minha prima, somente dois anos mais velha, muuuito mais baladeira do que eu, mais solta na vida, mais expansiva. Sei lá. E há de se dizer que eu sempre fui muito crica, meio antisocial, pedante, talvez. Mil coisas. Só fazendo análise. E olhe lá! Coitado do analista! O fato é que, ao nos reunirmos, tudo corre bem. Então, bola para frente. Sem crises!

36 anos, brother!

Domingo, foi aniversário do meu irmão. 36 !!! Ele é o predileto da minha mãe. Já cuidei muito dele, também. Lembro que a gente ia para a escola a pé, uns 8 quarteirões. Sempre atravessava a rua de mãos dadas com ele. Depois de um tempo, ficou meio que mico. Para ele. Mas, continuava segurando na minha mão. Obedecia. No recreio, às vezes, a gente se encontrava. Apartei briga dele com vizinho no prédio. Ouvi inúmeras histórias sobre as incontáveis coleções que ele inventava de ter: chaveiro, selo, moeda, etc. Cada nova peça adquirida, tinha uma explicação... Haja paciência... Sem contar aquela vez que cheguei em casa e não havia ninguém. Achei estranho. Minutos depois, a vizinha toca a campainha:

-Oi, Kátia. Seus pais foram para o hospital com o seu irmão. Está tudo bem.
-Como assim ? O que aconteceu ?
-Parece que ele engoliu uma agulha ...
-Ahn ? Você quis dizer que a minha irmã engoliu uma agulha, né ? Ela vive pondo coisa na boca. Criança é fogo...
-Não, não. Sua irmã está lá em casa. Sua mãe não quis levá-la para o hospital. Foi seu irmão. Ele estava brincando com uma seringa. Parece que pôs na boca e ...

Até hoje, essa história parece inventada... Por pouco, não teve o pulmão perfurado... Na divisão dos deditos (biscoito coberto de chocolate), que a gente amava, eu sempre dava um jeito de ficar com uns a mais. Confesso. Ele era bobinho... Ovo de páscoa, também. Cada um guardava o seu na geladeira. Vira e mexe eu pegava um pedaço do dele. Irmã mais velha. Tem que servir para alguma coisa, né ? Ele ficava louco quando eu mandava ele dormir na cama, caso eu percebesse que ele estava cochilando no sofá. Dizia que estava pensando... Eu adorava irritá-lo. Fazer ele quase chegar às lagrimas. Aí eu dizia que ele não precisava chorar. E ele gritava, bem alto, que não estava chorando... E as lágrimas escorrendo ...Tempos bons... Depois ele cresceu, e eu não conseguia mais enganá-lo... Ficou mais alto e mais forte. Dancei!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Hoje é o show...

Estou bem. Um pouco deprimida, mas nada muito grave. Hoje e amanhã tem show do Caetano e Roberto Carlos lá no Rio. E, na segunda e terça, aqui em SP. Não consegui comprar os ingressos... Meu marido disse que ficou muuuito triste por isso (não me pareceu muito sincero, não...) E sugeriu que nós fôssemos para o Ginásio do Ibirapuera, local do show aqui em SP, na segunda. Assim, mesmo sem ingresso, eu poderia sentir o clima, ver as pessoas felizes indo para o show e, quem sabe, com um pouco de sorte, até ouvir alguma coisa, do lado de fora do Ginásio ? Fiquei mais deprimida ainda. Se a idéia era me animar, não funcionou, não. Só para constar que, apesar da minha imensa e profunda tristeza por não conseguir ir, desejo a todos aqueles que forem, um ótimo show. Sinto uma invejinha, sim. Mas, inveja branca, tá ? Não, não quero que falte luz, nem que os cantores fiquem afônicos, nem que o show seja desmarcado, nem que cancelem todos os ingressos vendidos, nem que ponham novos ingressos à venda. Nada disso. Só quero um grande espetáculo e que o DVD fique sensacional. Porque, pelo menos, o DVD eu hei de conseguir comprar, né ?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Usuários

Gente, desculpem... Ando meio sumida, né ? Mas, essa semana está meio conturbada. Parece que os sisteminhas resolveram, todos, de uma só vez, entrar em greve. Também, com cada usuário existente, se eu fosse um sistema, também me negaria a passar informações... Ontem, me ligou uma 'clienta'. Nova. Estou meio que fazendo um favor para um amigo, que me indicou para essa empresa. Uma ONG. Imaginou meu valor-hora ? Pois, é. Divide por 4. Então, nessa ONG tem um sisteminha, desenvolvido há zil anos atrás, por um funcionário deles. Que, recentemente, pediu demissão. Então, fui chamada para fazer algumas alterações e ficar de stand by, já que o sisteminha é meio instável. Ontem, eu estava super atarefada, tentando terminar um sistema, imprimir convitinhos da minha amiiiigaaa, apaziguar briga das meninas, decidir qual seria o almoço do dia, atender uns três telefonemas para saber do meu interesse em abrir conta em bancos diferentes, dizer não para telefonemas pedindo donativos. Enfim... Estava nesse clima, quando minha 'clienta' liga:

-'Oi, Kátia. Tudo bem ? Então, deu Run time error .XYZ...', ela me disse
-'Ahn ? Oi. Vou bem. O que aconteceu ? Falha no servidor ? Caiu a energia ?', perguntei, meio querendo gritar
-'Não aconteceu nada. Estava usando o sistema e, de repente, deu essa mensagem. Agora, não entra mais...', explicou
-'Tá... Mais tarde, vou dar uma olhada. Agora, está meio complicado. Eu te ligo.', eu tentando despachá-la
-'Ok. Eu aguardo.', resignada

Uma hora depois:

-'Oi, Kátia. Sou eu de novo. Não resolveu ainda, né?', perguntou
-'Não. Estou em outra empresa. Não vou conseguir mexer nisso agora.', expliquei
-'Nossa, mas estou sem poder usar o sistema. Tenho tanta coisa para fazer...', chateada
-'Olha. Sei da sua dificuldade. ', comecei calmamente,'Existem duas alternativas. Uma é restaurar o backup do dia anterior ao erro. Só que todas as alterações que você tiver feito ontem vão ser perdidas. E a outra alternativa é você aguardar até amanhã de manhã, quando, possivelmente, terei corrigido o problema. O que você prefere ?', perguntei
- 'Olha, já são quase três horas da tarde. Tenho médico às quatro... Então, veja o que você consegue fazer até amanhã de manhã. Eu aguardo. Sem problemas.', ela respondeu

Genteeem ! Se ela podia aguardar, sem problemas, porque me ligou duas vezes ???!!! Em seguida ???!!! Usuários... Melhor não tê-los. Mas, se não os temos ? Como fazê-lo ?
Bom, às 10 da noite acessei remotamente (viva a tecnologia !) os computadores deles e, aparentemente, resolvi o problema. Enviei um email para ela:

De: Kátia
Enviada em: terça-feira, 19 de agosto de 2008 23:31
Para: XXXXXXXXXXX
Assunto: Problemas Sistema

Oi,
Acho que resolvi o problema. Dá uma conferida, por favor.
Obrigada,
Kátia


Ela me respondeu:

De: XXXXXXXXXXXXX
Enviada em: quarta-feira, 20 de agosto de 2008 09:38
Para: Kátia
Assunto: Problemas Sistema

Grande Kátia.
Obrigada pelo presente de aniversário.
Beijssssssss

Fácil contentar usuário, né?

domingo, 17 de agosto de 2008

Gastando a vista

Ontem, as meninas foram ao aniversário de uma amiguinha da escola. Foi em um boliche, no Morumbi. Eu e o marido, resolvemos, então, ao invés de voltar para casa, ficar fazendo hora em um shopping, na mesma rua. Primeiro, tentamos ver se conseguiríamos pegar um cineminha. Negativo. Nenhum filme nos interessou. Fomos almoçar, então. Depois, ficamos vendo vitrines. Muitos objetos de desejo (para mim): uma bolsa de R$ 700,00 (linda!), uma sapatilha de R$ 128,00 (fofa!), uma sandália de R$ 174,o0 (moderna!), um casaco de couro, em liquidação, por R$ 998,00 (eterno!)... Bom, sem fundos para gastar à vista, gastamos só a vista mesmo ... Por fim, compramos um presente para minha amiiigaaa que faz 40 na segunda. Nesta loja, saí no lucro: maridinho fez questão de me dar de presente umas pecinhas. Adorei !

Garoto esperto

Hoje é o aniversário do meu afilhadinho. 5 anos. Acho que, por definição, filho do meio tem que ser esperto. E isso o Mateus, sem dúvida, é. Ele tem aquele jeitinho de que vai ser o mais bagunceiro da classe, mas o mais adorado pelas meninas e pelos professores. Percebe o estilo ? Essa é a minha impressão... Não tem nada de tímido e é super carinhoso. Mateus, beijos ! Fim de semana que vem a gente está aí... Hoje você pode tudo, tá ? Só hoje...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vó em férias

Minha mãe está de férias ! Não, você não leu errado. Minha mãe tirou férias, sem ser as coletivas da empresa. Milagre ! Estava cansada e, do nada, pediu uma semana. As meninas adoraram. Nunca tiveram a avó por perto em época de aula. Quando souberam da novidade já ligaram e marcaram de dormir por lá e da avó almoçar com elas em casa. Em dia de semana ! Uau ! Ontem, coincidentemente, não iria conseguir pegar as meninas na escola, pois ficaria até tarde lá no meu cliente em Diadema city. Em épocas normais, tenho que fazer uma ginástica para me arranjar. Com minha mãe livre, leve e solta, tudo flui melhor, né ? Consequência: minha mãe foi buscá-las na escola. E elas acharam o máximo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bossa Nova - Tentando comprar ingressos ....

Deu no Uol:
14/08/2008 - 10h04
Sites de vendas de ingressos para shows de João Gilberto e Roberto Carlos e Caetano apresentam instabilidade
Da Redação*
O site www.ticketmaster.com.br, que vende a partir das 10h os ingressos para os shows de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo, apresenta instabilidade logo no início da operação. Ao tentar acessar a página principal, em alguns momentos retorna a mensagem "service unavailable".Quando a página principal do site pode ser visualizada, ao clicar no link correspondente ao show, a mensagem de erro volta a aparecer.O número de telefone disponível para a compra das entradas está ocupado desde pelo menos às 9h50. Internet e telefone são as únicas formas de adquirir os ingressos para os shows.Os cantores se apresentam na cidade nos dias 25 e 26 de agosto, no Autirório Ibirapuera em homenagem aos 50 anos da bossa nova.
Estou tentando há um tempo, mas está difícil. Só aqui mesmo. Disponibilizam um único lugar para venda e não aumentam a capacidade do sistema... Francamente ! Marido, você tem alguma coisa a ver com isso ?

UPDATE:
Esgotados os ingressos para Caetano Veloso e Roberto Carlos em São Paulo
14/08 - 11:37 Redação iG Música
Estão esgotados os ingressos para as apresentações de Roberto Carlos e Caetano Veloso em São Paulo. As entradas começaram a ser vendidas às 10 horas da manhã desta quinta-feira e, de acordo com o site que realizava as vendas, já acabaram.
Os shows acontecerão no Auditório Ibirapuera, nos dias 25 e 26 de agosto. A dupla também se apresentará no Rio de Janeiro, no Teatro Municipal, dia 24 de agosto. Os ingressos para esta performance também estão esgotados.
As apresentações reunirão Roberto e Caetano pela primeira vez e fazem parte das comemorações de 50 anos da Bossa Nova. Nos shows, os dois vão interpretar canções de Tom Jobim.

E eu, obviamente, não consegui comprar. Depressão ...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Grande Mãe pode ?

Outro dia fui para um cliente de manhã cedo. Deixei as meninas dormindo. Eram umas 10 horas da manhã, o MSN me avisou: 'Sabrina acabou de entrar...' Ops! As meninas, que têm 9 anos, usando o computador, sem eu estar em casa, hein ? Daí, comecei a conversar com ela. Saber a que horas havia acordado, se tinha tomado o café da manhã direitinho e se estava conversando com mais alguém no MSN. Não, não estava. Quis saber, também, até que horas ela iria ficar no computador. A conversa toda rolando via teclado, mas podia vê-las pela webcam e vice-versa. Mandei beijinhos e voltei ao trabalho. Na hora combinada, o MSN me avisa: 'Camila acabou de entrar...' Fiz as mesmas perguntas, quis saber o que ela estava jogando, etc. Vi até quando a moça que trabalha em casa entrou no quarto delas para guardar algumas roupas. Como eu já desconfiava, na minha ausência, ela não faz corpo mole, não. Continua nos afazeres dela normalmente... Meia hora depois, a Camila já não estava mais online. De acordo com as regras. Meia hora para cada uma pela manhã. E o mesmo período à noite, depois de terminarem as lições. E viva a tecnologia, né? Enquanto elas não descobrirem que dá para continuar online, mas invisível no MSN, ainda tenho um pouquinho de controle. Depois... Lembrei, agora, de '1984', do George Orwell. Mas, lá, era o Estado, o Grande Irmão, que vigiava os cidadãos. Aqui, é só uma pobre mãe... Acho que pode, né ?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Olha o bloqueio !

Sintam o drama. Hoje, sete e pouco da noite. Estava chegando em casa com as meninas, após ter ido buscá-las na escola. Enquanto abria a porta, dava para ouvir o telefone de casa tocando. Corri para atender. Era meu irmão:
-'Oi, Ká. Tudo bem ?', perguntou
-'Oi. Tudo bom. E vocês ?', respondi
-'Então, aconteceu alguma coisa ?', perguntou
-'Ahn ? Como assim ?', sem entender nada
-'Não. Queria saber se você está com algum problema ?'
- 'Como ???!', respondi já pensando no que poderia ter acontecido e que eu não estava sabendo
-'Ué, você não escreve mais no blog... Achei que tinha alguma coisa errada', argumentou
Neste ponto, fiz o que me cabia fazer. Achei engraçado. E ri.
-'Escrevi uns três posts hoje!!! Não tá de bom tamanho ?', perguntei
-'Três ? Só vi um ...', ele respondeu
-'Bom, se você não mantém atualizada a sua leitura do blog, não vem reclamar, né ?', contra-ataquei
-'Tem certeza ?', ele duvidando
-'Absoluta. Pode checar ...', afirmei
Então, agora isso. Ser cobrada por posts!!! Socorro ! Vai me dar um branco ! Um bloqueio !

40 anos

Já não sou mais criança. Também não me enquadro como adolescente. Moça, também, não. Jovem senhora ? Pode ser, né ? Porque não sou da terceira idade. Disso eu tenho certeza. Então estou aí no meio de campo. Estou em um momento que adoro quando me chamam de você, ao invés de senhora. Ou quando falam que eu não aparento a idade que tenho (já falaram sim, tá?). Gosto quando perguntam se pretendo ter mais filhos. Acho interessante quando se surpreendem com os anos de casada que já acumulo. No entanto, não tento disfarçar os meus 40 anos, adquiridos em janeiro. Nunca fiz plástica. As minhas olheiras continuam aqui. E as rugas já se estabeleceram. Os cabelos brancos deixaram de ser um aqui, outro acolá. Já existem aos montes. No entanto, continuo me sentindo jovem. Como se a idade não casasse com o meu espírito. Penso ter uns 30, com a experiência dos 40. E vivo bem, assim. Algumas coisas são mais difíceis, mesmo. Perder ou manter o peso. Enxergar as letrinhas pequenas (já comecei a ter uma certa dificuldade). A pele já meio caidinha. Os hormônios querendo entrar em ebulição. Outras, mais fáceis: menos afobação, mais clareza, mais maturidade mesmo. Além disso, aprendi a valorizar os pontos fortes e dar uma disfarçadinha naqueles piores. E isso tudo é tão bom ! Como disse Gonzaguinha, em uma música:

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

Então, aquele papo de depressão, de ser trocada por duas de 20, de não usar determinados tipos de roupa, não existe não. Eu me garanto !

Bossa Nova

O encontro de Roberto Carlos e Caetano Veloso para interpretar o repertório de Tom Jobim comemora os 50 anos da bossa nova.
CAETANO VELOSO E ROBERTO CARLOS EM SP
Quando: 25 e 26/08, segunda e terça-feira, às 21h
Onde: Auditório Ibirapuera (av. Pedro Alvares Cabral, s/n Portão 03)
Quanto: R$ 30 (setor Superior fileiras de M a P) e R$ 360 (platéia)
Vendas:
www.ticketmaster.com.br

A-d-o-r-o Caetano. Em homenagem a Tom Jobim, então, deve ser imperdível. Vou tentar ir. No Rio, os ingressos começaram a ser vendidos hoje às 10h e às 13h já estavam esgotados... Aqui os ingressos começam a ser vendidos na quinta-feira, só pela internet ou por telefone. Maridão diz que não gosta muito (embora eu ache que ele só não quer admitir), mas, se eu conseguir comprar, ele vai. Só para me fazer companhia. Fofo, né? Alguém mais se habilita ?

Boatos

Aos leitores que têm me mandado emails, perguntando se é verdade o boato de que eu não tenho marido, que todos os posts relacionados não passariam de ficção. Gostaria de esclarecer que, sim, sou casada, há mais de dezesseis anos. Meu marido existe sim. Embora, nunca dê as caras aqui neste me blog. Digamos que ele é um ghost-reader deste meu espaço. Uma vez por semana, pelo menos, eu o obrigo a ler  ele faz questão de ler os posts. Já está de bom tamanho. Quanto a deixar comentários, eu gostaria que ele os fizesse, mas, como estou me esforçando para não ser pedinte-de-leitores-comentaristas, não peço, né ? Quem sabe, um dia, de livre e espontânea vontade ?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tic-Tac

Pausa no trabalho. Estou desconcentrada!

Muitos presentes ontem ? Meu marido recebeu sim. Também, com tantos filhos... Além da esteira, que está a caminho (socorro!), ganhou vários presentes. Dentre eles, um despertador. Super fofo. Desses tipo revival, sabe ? Modelo antigo repaginado. Só que tem um problema. O relógio faz tic-tac-tic-tac-tic-tac... Não estou aguentando... Sabe quando a torneira pinga ? Aquele barulhinho constante, chato ? Pois, é. Esse relógio também. E está no nosso quarto, onde trabalho no laptop. Já procurei um botão desliga-barulhinho. Não tem. A única alternativa é retirar a pilha. Provavelmente, meu marido nem notaria... Mas, estou em um dilema. Além de ser um presente, ocorre que não é meu. Como fazer para não magoar as partes ? Presenteador e presenteado ? Será que um post resolve ? Talvez um post com o barulhinho tic-tac... Estou aceitando sugestões... Meanwhile, transferi o tic-tac para a sala.

domingo, 10 de agosto de 2008

Overbooking

Agendei para terminar a instalação de um sistema para amanhã, às 8:30h, lá em Diadema. Tudo estaria perfeito, não fosse o fato de eu esquecer que as aulas de inglês das meninas recomeçam amanhã, também. Às 9:40h. Quer dizer, não vou conseguir estar nos dois lugares ao mesmo tempo. Aí, perguntei pro maridão se ele, por um feliz acaso do destino, não poderia levar as meninas para mim. Não, ele não pode. Também tem reunião. Agora estou eu aqui a pensar: falto no cliente, as crianças faltam no inglês ou eu me teletransporto de um lugar para o outro ? Eu não queria que elas faltassem, porque é o primeiro dia e porque fazem duas aulas em um único dia. Vão ter aula de novo somente na próxima segunda-feira. Por outro lado, não posso tentar sensibilizar meu cliente com os meus problemas administrativos do lar e faltar ao compromisso assumido. Quanto a me teletransportar, creio que ainda vá demorar um pouco para isso se realizar, então... Continuo no mesmo ponto de onde comecei esse post: sem saber o que fazer. Mas, uma pergunta não quer calar: Como pude esquecer ? Será a idade ? Muitos afazeres ? Desleixo ? Apenas sei que a constatação desse overbooking só me veio agora, no final do dia... Outra idéia: agendar um táxi e pedir para a empregada levá-las no inglês. Creio que é o que vai acabar acontecendo. Mais uma culpa para o meu curriculum... Aliás, culpa é um sentimento inerente à maternidade. No parto, além do bebê, nasce a culpa, também. E que vai ser eterna companheira de nós, mães. Todos os dias, lado a lado. O bebê engordou pouco no mês ? Só pode ser culpa desse meu leite fraco... Está com brotoejas, assado ? Também, não devo ter passado o creminho antiassadura direito... Pegou um resfriado ? Sabia que eu tinha que ter agasalhado ele melhor... Tá com dor de garganta ? Porque fui deixá-lo tomar refri gelado ? Dor de barriga ? Foi aquele chocolate que eu liberei no almoço ... Anêmico ? Devia ter insistido com as verduras ... E por aí vai. Até hoje, passados quase três anos, ainda me culpo pelo acidente da Camila...
Mas, como disse Vinícius, no Poema Enjoadinho:

Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

UPDATE: As meninas foram de táxi, mesmo. Sem traumas.

Poeminha do Dia dos Pais

Papai

Camila, Sabrina e Kátia
(08/Ago/1999)

Nesse nosso 1º Dia dos Pais
Gostaríamos de dizer
Que achamos você
Demais!

É bem verdade que você
É um pouco atrapalhado
Mas a gente
Até acha engraçado

Sabemos que as madrugadas
Têm sido difíceis para você
Porque a gente só quer
Ficar acordada

Mas, papai,
Pode ficar sossegado
Que isso logo, logo
Vai fazer parte do passado

A gente só não gosta
De ver que você anda muito preocupado
Nós preferimos:
Quando você cuida da gente,
Contrabandeando funchicória,
Sem a mamãe perceber
Quando você limpa
As nossas dobrinhas, bem direitinho
Para não arder
Você canta musiquinha
Daquelas bem alegrinhas
Pra gente aprender
Papai
Nós amamos muito você

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

No Zôo Safári

Para saber mais: clica aqui

Desaniversário

Resolvi me aventurar nesses terrenos blogueiros não sei bem o porquê. Surgiu uma vontade, fui maturando a idéia e pronto, foi. E hoje já faz um mês. Ao reler os posts, vejo alguns bem escritos, outros nem tanto e uma porção descartáveis. No entanto, por ser leiga e não ter pretensões nenhuma de me tornar escritora ou blogueira profissional, tenho gostado da experiência. Às vezes, escrevo sobre um acontecimento qualquer do dia-a-dia, outras vezes de lembranças que me vão chegando. Sem prazos de entrega. Sem pressões. Gosto muito quando deixam um comentário. Sei que são meus amigos, minha família. Mas, o simples fato de virem até aqui, gastarem uns minutos, lerem e escreverem, faz com que eu me sinta querida. E não é carência. É só uma sensação gostosa. No começo, eu bem que pressionei para que aparecessem por aqui, mas, agora, tenho andado mais light. Penso, portanto, que eles têm vindo por vontade própria, o que não poderia ser melhor, certo ? Então, neste primeiro desaniversário blogueiro, quero parabenizar aos meus fieis leitores que, apesar dos altos e baixos das postagens, continuam prestigiando este espaço. Obrigada. Beijos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Post prolixo

"Neste sentido, o novo modelo estrutural aqui preconizado obstaculiza a apreciação da importância dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Todavia, a necessidade de renovação processual acarreta um processo de reformulação e modernização de alternativas às soluções ortodoxas. Do mesmo modo, a constante divulgação das informações aponta para a melhoria dos níveis de motivação departamental. Percebemos, cada vez mais, que o fenômeno da Internet assume importantes posições no estabelecimento do orçamento setorial. Pensando mais a longo prazo, a percepção das dificuldades facilita a criação das formas de ação. A prática cotidiana prova que a valorização de fatores subjetivos estimula a padronização do sistema de participação geral. É importante questionar o quanto a hegemonia do ambiente político cumpre um papel essencial na formulação do fluxo de informações. Assim mesmo, a determinação clara de objetivos estende o alcance e a importância do levantamento das variáveis envolvidas.
Caros amigos, a execução dos pontos do programa exige a precisão e a definição dos métodos utilizados na avaliação de resultados. A nível organizacional, o início da atividade geral de formação de atitudes deve passar por modificações independentemente dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. Ainda assim, existem dúvidas a respeito de como o desafiador cenário globalizado talvez venha a ressaltar a relatividade das condições financeiras e administrativas exigidas. Por outro lado, a crescente influência da mídia pode nos levar a considerar a reestruturação dos paradigmas corporativos. Por conseguinte, o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos não pode mais se dissociar do processo de comunicação como um todo.
Todas estas questões, devidamente ponderadas, levantam dúvidas sobre se a adoção de políticas descentralizadoras promove a alavancagem dos índices pretendidos. Não obstante, a mobilidade dos capitais internacionais afeta positivamente a correta previsão das condições inegavelmente apropriadas. Evidentemente, o entendimento das metas propostas agrega valor ao estabelecimento das novas proposições. Podemos já vislumbrar o modo pelo qual a consulta aos diversos militantes oferece uma interessante oportunidade para verificação das diretrizes de desenvolvimento para o futuro. O cuidado em identificar pontos críticos no consenso sobre a necessidade de qualificação apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção das diversas correntes de pensamento. Desta maneira, a revolução dos costumes prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes da gestão inovadora da qual fazemos parte. As experiências acumuladas demonstram que o desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação causa impacto indireto na reavaliação do sistema de formação de quadros que corresponde às necessidades.
Acima de tudo, é fundamental ressaltar que o surgimento do comércio virtual ainda não demonstrou convincentemente que vai participar na mudança dos procedimentos normalmente adotados. O empenho em analisar a expansão dos mercados mundiais auxilia a preparação e a composição do retorno esperado a longo prazo. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o julgamento imparcial das eventualidades garante a contribuição de um grupo importante na determinação do investimento em reciclagem técnica. É claro que o acompanhamento das preferências de consumo é uma das consequências dos modos de operação convencionais.
O que temos que ter sempre em mente é que a contínua expansão de nossa atividade possibilita uma melhor visão global das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições."


Leu tudo ? Duvido !!! Se você estiver precisando dar uma enrolada em teses, discursos, relatórios, etc, é só clicar neste link:gerador de lero-lero ! Não resisti ! Muito bom !

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