quinta-feira, 6 de junho de 2013

#chateada

E eu que já estava preparada para retomar as postagens em grande estilo ? Mostrando para a sociedade todo o meu lado natureba, integral e sem conservantes ... Vai ficar para a próxima ! Falhei total!!!
Eis que, para minha grande surpresa, os resultados do meu exame de sangue não confirmaram meu novo (e saudável ) estilo de vida: colesterol altíssimo!


Eu me sinto injustiçada, inconformada e chateada! Em pensar que eu dei uma aula sobre tudo o que a minha irmã (quinze anos mais nova) comia de errado e que, portanto, não era surpresa que o colesterol dela estivesse alto. E o sermão que eu dei no meu irmão, no último mês, quando ele veio me falar dos resultados dos exames dele? Mandei até email:

De: Kátia 
Enviada em: terça-feira, 14 de maio de 2013 15:40
Para: 
Assunto: RE: Exame

Oi,

O seu exame não está dos melhores, né ?
Mas, não adianta desesperar. Você bem sabe que vai ter que entrar em uma dieta e fazer atividade física. Sorte se não tiver que fazer algum controle via medicamentos. 
(...) 
Então, baby brother, bem vindo à vida regrada, saudável e controlada.
Eu, se fosse você, já começava a diminuir a quantidade de comida, a fazer trocas saudáveis, a eliminar refri, etc.
Beijinhos,
Kátia

Falei com propriedade, quase uma médica... Mas, vejam bem, enquanto ele comia vários pedaços de pizza de calabresa, eu estava comendo uma saladinha. Ele bebendo litros de refrigerante e eu no suco natural, sem açucar. Ele atacando as sobremesas e eu as dispensando... E o que eu ganho com isso ? Um colesterol maior que o dele !!!!  A única coisa que temos em comum: nenhum dos dois faz/fazia atividade física...

Quer dizer, abdiquei de um monte de coisas gostosas para entrar naquele jeans 38 40, pensando estar up-to-date com a minha saúde, mas estou à beira de ter um ataque cardíaco... E, para solucionar isso, vou ter que praticar alguma atividade física !!! Odeio, odeio, odeio !!! #chateada #revoltada



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Páscoa em Recife - Parte 2

Meu irmão, do meu ponto de vista, tem uma memória prodigiosa. Sempre lembra de tudo com riqueza de detalhes. Eu, ao contrário, nunca lembro de nada. De um passado remoto, então, não surgem nem vagas lembranças. Convivo com isso numa boa, já que não há mesmo o que se fazer a respeito.

De vez em quando (bem raramente), no entanto, a minha memória me surpreende. Nesta nossa recente viagem a Recife, meu irmão nos levou para passear por uma das ruas onde moramos por lá. Minha mãe queria passar em frente ao "nosso" primeiro prédio. Eu tinha uma vaga lembrança dele: era verde e tinha uma rampa enoooorme, onde eu descia com o meu skate (nos meus longíquos oito anos de idade). Depois de algumas voltas, minha mãe deu a dica que deveríamos estar próximos do local. E, então, eu vi o prédio e gritei! Na minha memória, a rampa era gigante, um super desafio para as minhas radicais manobras de skate! Ao vivo, a rampa é tão pequenina ... O prédio está bem acabadinho, já que a maresia não perdoa, mas, em um átimo de segundo, lembramos que foi ali que a minha vó materna viveu seus últimos meses de vida, que meus tios maternos foram para Recife, que meu irmão levou três pontos no queixo, que minha tia paterna e meus dois primos também viveram conosco por um tempo... Um turbilhão de eventos surgiram... Lembrei até, sem nem saber porque, do nome do último edifício no qual moramos, antes de voltarmos para São Paulo, e que fica nesta mesma rua.

Continuando com nosso passeio, eu quis passar em frente ao colégio onde estudamos e que, por sinal, é bem pertinho de onde os meus sobrinhos estudam hoje. Na época, esses dois colégios eram "rivais". Primeiro, passamos no dos meninos e, em seguida, no "nosso", que ocupa um quarteirão. Eu não lembrava que era tão grande assim. Eu queria ver a sua porta principal e, sem nem perceber, eu disse o nome da rua: Pe. Bernardino de Campos! Gente, como pode isso ? Fiquei super hiper "auto surpresa" ... O portão estava aberto e da rua pudemos ver a estátua da santa que dá nome à escola. E lá no fundo, a capelinha, onde tive aulas de religião e onde foi minha primeira comunhão...

Dali, fomos para à Casa da Cultura, um antigo presídio, que foi preservado e onde, em cada cela, existe uma lojinha. Eu já conhecia, mas queria que as meninas fossem lá. Chegando no centro da cidade, eu disse que deveríamos estar perto do escritório onde meu pai trabalhava, porque eu lembrava que era quase em frente ao cais do porto. Sem nenhum esforço e, para minha surpresa, eu disse o endereço do escritório: Rua Madre de Deus, 27 !!! Voltamos para São Paulo em Julho de 1981 !!!! Onde estava essa informação armazenada ? E porque surgiu assim, de um ímpeto ? Eu, novamente, me "auto impressionei" ! Meu irmão nos levou até essa rua e, bingo, eis que eu estava certa. Enquanto moramos em Recife, estive diversas vezes naquele prédio... Vários dos meus trabalhos de escola foram datilografados lá, pela secretária do meu pai... Volta ao túnel do tempo...

Na noite anterior, já havíamos passado em frente ao segundo edifício no qual moramos. Esse ficava em frente à praia e onde minha outra tia foi passar umas férias. Antes, a Av. Boa Viagem tinha duas mãos; hoje, só tem um sentido. Agora, esse prédio tem um muro alto; naquela época, não. Morávamos no quarto andar e ele tinha uma varanda na sala, que dava para o mar. Lembro do meu pai, tomando uísque com gelo. Detalhe: o gelo era feito com água de côco, vindo do quiosque em frente ao prédio....

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Páscoa em Recife - Parte 1

Fomos passar a Páscoa em Recife, cidade na qual morei dos 8 aos 14 anos de idade, juntamente com meus pais e meu irmão. E, como a vida dá voltas, eis que agora, meu irmão, minha cunhada e meus sobrinhos estão morando lá, desde o início do ano.

Há dois meses atrás, em uma manhã, decidi que iria tentar passar o próximo feriado com eles. Fiz as pesquisas básicas de valores de passagens e resolvi comprar. No final, minha mãe, minha irmã e o namorado também foram junto com a gente.

Terça-feira passada, saimos de São Paulo rumo a Recife city. Infelizmente, marido, devido a um problemão no trabalho, surgido na véspera, não pôde ir conosco. Adiei a passagem dele para sexta. Mas, na quinta à noite, ele me disse que não conseguiria ir. Foi uma pena.

Eles estão super bem instalados por lá, em um apartamento grande, à beira mar. Minha cunhada já colocou a casa em ordem e ficamos super bem acomodados. Hotel 6 estrelas. Meus sobrinhos estão felizes e já se acostumaram à nova rotina. Não percebi o sotaque neles, ainda. Mas, creio que em pouco tempo, já terão incorporado o jeito de falar de lá.

Eu, além de querer rever todo mundo, estava bem ansiosa em rever a cidade, pois já fazia mais de 20 anos que eu não ia para lá. Quando voltamos a morar em São Paulo, eu ia, de férias, para Recife, ficando na casa das minhas amigas e vice-versa. Em algum momento de nossas vidas, cada uma seguiu um caminho, casou, teve filhos e deixamos de entrar em contato diretamente. Com meu irmão morando lá, os contatos foram restabelecidos. Pude rever todos e foi uma delícia! Todo mundo me recebeu tão bem ! Estou tentando descobrir quanto meu irmão pagou para cada um que me disse: "Nossa, Kátia, você continua igualzinha. Não mudou nada!!!". Sessões com o psiquiatra canceladas! Valeu, irmão!

Crianças e cunhado em Boa Viagem

Eu, Maria Bonita, e meu irmão, Lampião

Casa da Cultura em Recife

Camila em Itamaracá

Eu e minha irmã em Itamaracá

Meninada em Itamaracá

Sabrina em Olinda

Beldades (minha irmã, eu e minha cunhada) em Itamaracá

Todos nós e uma amiga de looongo tempo em Olinda 
Experts dançando forró !

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nós três

Eu sempre tive uma boa relação com meus irmãos. Eu e o meu irmão, por vezes, nos juntamos para falar da minha irmã. Em outras ocasiões, eu e a minha irmã ficamos um tempão falando do meu irmão. E acho (é só uma suspeita) que, por vezes, eles também se unem para falar de mim. E, quando nós três estamos juntos, nos associamos, dois a dois, para falar do outro, cara a cara.

E tenho tanto orgulho das pessoas de bem que  eles são e desta nossa relação !  Vejo tantas famílias cujos irmãos mal se falam... Eu não concordo com tudo o que eles fazem e vice-versa e já tivemos algumas divergências de opiniões mais sérias, mas sempre encontramos um jeito de respeitar a posição do outro. Por vezes, no calor da discussão, já ficamos chateados, mas, nada que perdurasse por muito tempo. Por ser mais velha, eu ainda me acho no direito de agir como uma mediadora em algumas questões, meio que assumindo uma posição que eu acho que me é de direito, mas, já percebi que, na prática, as coisas não funcionam bem assim ...

Já houve uma época em que nos víamos mais; hoje em dia, é um pouco mais espaçado e, agora, que meu irmão está de mudança para o Nordeste, os encontros a três, vão demorar mais ainda. Nada que não se resolva via internet. Nós três usamos o Skype frequentemente e, mesmo atualmente, que meu irmão mora no interior de SP, nos comunicamos via computador. Quando minha irmã viajou para fora do país, recentemente, à noite nós três nos encontravámos, durante toda a duração da viagem, para um bate-papo (talvez um pouco mais interessados em saber se ela tinha conseguido comprar os itens das nossas wish lists...).

Ainda assim, com toda essa tecnologia ao nosso dispor, o fato de saber que a viagem até a casa dele não se resumirá mais  a uma hora de carro e sim a três horas de avião, ou seja, não é do tipo 'vou dar uma passada aí', é meio desanimador. Mas, ao mesmo tempo, sei que é uma super oportunidade para ele, do ponto de vista profissional e que, imagino, vá agregar muito, também, do lado pessoal, para os meus sobrinhos e para a minha cunhada. Mas dá um aperto no coração, mesmo sabendo de tudo isso.

De qualquer maneira, já combinamos que o reveillon será lá na casa dele, com todos reunidos. E continuamos na torcida para que dê tudo certo para ele por lá e que, em breve, ele possa vir nos buscar de jatinho particular e que, com isso, a frequência dos nossos encontros aumente. Chique !

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Da maturidade

Semana passada, teve festinha de aniversário de 4 anos do netinho do marido. E, como sempre acontece nestas datas festivas, estavam presentes a família toda, incluindo as mães dos outros filhos do marido (sim, ao todo, ele contribuiu com cinco filhos para a humanidade). E, ainda hoje, dezoito anos depois de nos casarmos, as pessoas estranham a convivência pacífica entre filhos, enteados, exs, atuais (só eu, né amor ?!)... Há anos atrás, esses encontros me constrangiam e me incomodavam. Eu respeitava, mas não entendia como meu marido achava tão natural esses momentos. Eu ia porque sabia que era o correto, mas não apreciava. Hoje, no entanto, embora não sejamos amigas, convivemos bem. Creio que isso faça parte da segurança que só a maturidade traz (tá, de vez em quando eu me esqueço disso...). Deixei de achar que essa proximidade pudesse prejudicar meu casamento, mas, pelo contrário, só prova o quão estabelecido ele está. E, na festinha, ao tirarmos uma foto juntos, eu, marido, exs, filhos, netos, etc., e perceber a reação das pessoas ao redor, não pude deixar de achar engraçado, e cheguei a perguntar para ele, se não estava faltando nenhuma ex para a foto:

-Tem certeza que todas estão aqui ? Não falta nenhuma ?
-Acho que não, Ká. Deixa eu ver: uma, duas, três... Tá certo !
-Três exs??!!! Não eram só duas ?! Quem é essazinha que eu nunca soube ?!! (perceberam meu nivel de maturidade?)
-Não, Ká. Contei três com você !
-Como comigo ?! Virei ex agora ?
-Não, Ká. Três mulheres ao todo, entendeu ?
-Não. Não entendi. A conta é uma (EU) + duas, que é diferente de três, captou ?
-Aham. Ká, dá um sorriso para foto !

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mercados

Ontem, por volta das 8 da noite, liguei para o marido para saber se ele já estava saindo do escritório. Como sempre, ele me deu sua resposta padrão: 'Sim. Já.'´, o que nem sempre corresponde à realidade.

- Eu vou ao mercado com as meninas. Posso ir a pé, então ? Você nos pega lá ?
- Claro. Pode ir.
- Vou ao Pão de Açucar, tá ? As meninas querem comer por lá. Esperamos você para lancharmos juntos ?
- Pão de Açúcar ? Legal. Pode me esperar.

Este mercado fica a cerca de 500 m da minha casa. Chegamos lá, fizemos umas comprinhas e fomos para a lanchonete. Como marido estava demorando, as meninas começaram a comer. E eu disse para elas que eu apostava que ele tinha esquecido que estávamos lá e só iria perceber quando chegasse na garagem do prédio e visse o meu carro. Momentos depois, ele liga:

-Ká, já estou aqui. Você quer que eu suba ?
-Subir ? Você está em casa ?
-Não, Kátia ! Estou no McDonald's... Você não está no mercado ? Quer que suba e encontre vocês ?
-Em qual mercado você está ? Aqui onde eu estou é térreo e não tem McDonald's...
-No Extra.
-Estamos no Pão de Açúcar !!!

Embora façam parte do mesmo grupo empresarial, esses mercados ainda são lugares distintos, sendo que o Extra fica a pouco mais de 1 Km da minha casa. Bem, desfeito o mal entendido, marido chegou ao mercado correto.

- No Extra ? Eu não falei Pão de Açúcar ?
- Falou, mas, sei lá...
- Menos mal. Eu comentei com as meninas que achava que você ia esquecer e só lembraria quando chegasse em casa... Pelo menos, foi direto para um mercado, né ?
- Bem, na realidade, eu fui primeiro em casa, daí eu lembrei, fui para o Extra e agora estou aqui !
- Sem comentários !!
- Ó, mas foi só chegar em frente ao prédio e eu já dei meia volta... Um absurdo você achar que eu só me lembraria ao entrar na garagem...
- Sem comentários 2!!!

Copa

Eu não sou muito ligada em futebol, mas, durante a Copa, até assisto a uns joguinhos. Considerando-se que as apresentações não têm sido assim 'um show de bola', o que mais tem me chamado a atenção são as vuvuzelas (ódio master) e os (poucos) jogadores bonitos que, vez por outra, aparecem. E sem esquecer dos bolões, né. Eu não faço parte de nenhum, mas meu irmão e meu marido fazem. Ou seja, meio que sou obrigada a ficar sabendo de tudo o que rola nos jogos. Meu irmão, da última vez que esteve aqui em casa, deixou instruções expressas para que checássemos o bolão do qual ele está participando (com site atualizado a cada partida: chique!), para ficarmos sabendo a sua posição no ranking. E meu querido marido me liga no meio da tarde para que eu confira se ele acertou os palpites. E ainda levo bronca quando não sei qual foi o placar. No último jogo do Brasil, ele acertou em cheio o resultado: 3 X 1. Mas, eu e as meninas, ficávamos torcendo para o Brasil fazer mais gols, meio que óbvio, né ? E o marido, pedindo para pararmos de torcer, senão ele não faria a pontuação no bolão ...

sábado, 29 de maio de 2010

CNH - O Retorno

Já faz mais de uma semana que circulo totalmente dentro da lei, com a minha carta devidamente renovada. Infelizmente, durante esse período, não fui parada por nenhum agente de trânsito, para ter a oportunidade de exibir minha nova CNH. No entanto, percebi que, embora não possa mais ter meu carro apreendido por estar com a carta totalmente regular, posso ser presa por falsidade ideológica. Um pouco pior, talvez ? Explico. Ao pegar meu documento renovado, notei que a grafia do nome da minha está errado. O seu nome completo é composto de três nomes: XLXX XXXXX XXXXXXXX. Mas, o pessoal da digitação lá do órgão competente, achou que o nome iria ficar mais interessante assim: XRXX XXXXX DE XXXXXXXX, trocando o L por R e acrescentando uma preposição DE. Quem sou eu para discordar dos funcionários de um órgão que, mui gentilmente, me deixou dirigir meu carro com a carta vencida, né ? Ocorre que, nos meus outros documentos, o nome da minha mãe está corretamente grafado. Portanto, agora, sou uma pessoa que porta documentos com informações conflitantes. Quer dizer que eu, em uma falsificação mal feita, poderia estar tentando me passar por eu própria. Percebem o crime de falsidade ideológica ?
Imbuida do espírito legalidade-total, resolvi ir até o órgão resolver a questão. Levei uma cópia do meu RG e uma cópia da carta:
-'Pois, não ?'
-'Oi. O nome da minha mãe na carta está errado!', já entregando os documentos para o funcionário
-'Mas, a senhora tinha que ter verificado isso quando veio aqui pegar a carta!'
-'Então, eu fiz todo o processo na auto-escola, não aqui.'
-'Sei. E o que você quer fazer ? Tirar uma segunda via ?'
-'Não sei, moço. Eu queria o problema resolvido. Foi um erro de digitação.'
Ele ficou um tempinho analisando os documentos e se dirigiu a uma outra mesa, para falar com um outro funcionário (imagino que um superior seu). Voltou com uma cara do tipo eu-não-ganho-para-isso, pediu minha carta original para carimbá-la no verso (para servir de protocolo).
-'Olha ai para ver se não tem nenhum outro erro.'
-'Não tem. É só a grafia do nome da minha mãe, mesmo.'
-'Tá, então volta daqui a dois dias. PRÓXIMO!'
Tudo isso demorou uns 10 minutos, no máximo. Sai de lá feliz, com a sensação de ser uma cidadã totalmente dentro-da-lei.
Dois dis depois, retornei e fui atendida pelo mesmo funcionário:
-'Pois, não ?'
-'Vim buscar a minha carta', falei e entreguei o protocolo
-'Aqui está. PRÓXIMO!'
Peguei minha segunda carta, em menos de uma semana, e verifiquei para ver se estava tudo certo:XXXX XXXXX DE XXXXXXXX. E voltei ao guichê:
-'Moço, o nome continua errado.', falei e entreguei, mais uma vez, uma cópia do RG.
-'Mas, a senhora tinha que ter verificado isso quando veio aqui pegar a carta!'
-'Moço, essa não é a primeira vez que recebo essa carta. Essa aí deveria ser a correção da carta entregue na auto-escola. O nome da minha mãe...'
-'Ah, tá. Já lembrei. Xi, mas isso não vai ficar pronto hoje, não.Olha ai para ver se não tem nenhum outro erro.'
-'Não, moço. O erro é só esse mesmo. O senhor poderia, por gentileza, realçar o nome correto da minha mãe (que está no RG) e realçar a grafia errada da carta ? Assim, só para facilitar a correção...'
-'Boa ideia... Pronto. Deixa eu carimbar sua carta. Esse é o seu protocolo. Volta na segunda. PRÓXIMO!'
Volto lá na segunda. Sai de lá chateada, com a sensação de que ser uma cidadã totalmente dentro-da-lei dá muito trabalho.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Divisivel por 5

Final do mês, eu e marido fazemos 18 anos de casados ! Uhu ! E, apesar de meu marido ser mega fofo, amoroso, cute, etc, é sempre necessário lembrá-lo das datas comemorativas, já que ele não é muito ligado nestas questões. Então, assim como quem não quer nada, falei sobre a data (e ele fingiu que, obviamente, já sabia) e sugeri que ele organizasse uma viagem surpresa para nós dois. Tipo: ele finge que eu não sei de nada, eu finjo que eu não sei de nada e nós dois viajamos, felizes para sempre. Mas, ele me saiu com essa:

- 18 anos ? Não dá.


- Não entendi ..

.

 


- Kátia, segundo as regras de aniversários de casamento – e você sabe que disso eu entendo – só se aplicam viagens surpresas a anos redondos …


- Oi ?!


- Redondos: 5 anos, 10 anos, 15 anos, 20 anos… Entendeu ? Somente números divisíveis por 5.


- Sério ? Porque eu nunca ouvi falar nisto antes ? Vou procurar no google!


- Kátia, só esperar mais dois anos ! Regras são regras

!


E ele foi embora rapidamente !!! Não deu nem tempo de perguntar para ele desde quando nós seguimos regras…



Tem algum leitor aí especialista na questão ? Serve também algum matemático/físico que consiga provar, por meio de teoremas, que 18 é divisível por 5. Grata por quaisquer esclarecimentos adicionais.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CNH

Se você dirige um carro e não gosta de viver como um fora da lei, deve possuir uma CNH (Carteira Nacional de Habiltação), né ? E você deve saber também que, assim como tudo nessa vida, a CNH tem um prazo de validade, certo ? Normalmente uns cinco anos, se você não for um Mr. Maggo (já aconteceu isso comigo; assunto para outro post). E, muito provavelmente, você também deve saber o ano em que a validade da sua expira, correto ? Não ? Não sabe ? Então, dá uma verificada na sua agora, porque eu, ontem, arrumando meus documentos, percebi que estava dirigindo com a carta vencida! Por lei, você tem um mês de prazo para a renovação, a partir da data de expiração. Eu estava dirigindo há apenas 1 ano e 4 meses sem a documentação válida! Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os agentes de trânsito de SP e aos guardas rodoviários que não me pararam em nenhuma blitz e não apreenderam meu veículo durante este período ilegal da minha vida. Por favor, notar que esse agradecimento é válido até quinta-feira, quando pego minha CNH devidamente renovada. Valeu!

domingo, 16 de maio de 2010

Figurinhas

Ontem, as meninas completaram o Álbum da Copa ! Virou uma febre. Todo mundo coleciona. E o mais interessante é que foram criados postos de troca de figurinhas, onde se pode fazer as trocas com qualquer pessoa. No meu tempo não tinha isso, não! A dinâmica é muito curiosa, porque faz com que os pais participem de uma atividade que faziam quando crianças. E o interesse parece ser diretamente proporcional à idade. Quanto mais velho, maior o interesse. O que significa que os pais são sempre os mais animados. Muito engraçado! Nós, nos últimos dois sábados, freqüentamos um posto de gasolina, onde uma salinha foi disponibilizada para os colecionadores. Você se aproxima de alguém, pega a listinha das figurinhas que ele precisa e entrega a sua para ele. Daí, se vê quantas figurinhas cada um precisa e se faz a troca. Tem aqueles casos em que você precisa de dez figurinhas da pessoa, mas ela só precisa de duas das suas. Daé, tem gente que só troca as duas, tem aqueles que trocam a diferença por quaisquer repetidas, outros, simplesmente, dão as figurinhas. No final, eu me diverti mais do que as meninas.

sábado, 15 de maio de 2010

A trabalho

Marido viajou para Londrina na quinta à noite e voltou ontem de manhã. Quando ele me ligou na quinta à tarde, avisando da viagem, fiquei meio assim, digamos, cismada. Porque viajar à noite e, ainda, passar a sexta à noite fora de casa ? Pior ainda: não me convidar para ir junto ? No final, concordei com as explicações dadas, mas não me abstive de perguntar, quando ele me ligou do aeroporto, na ida, se ele estava sozinho... Vai que, num lapso, ele responde que não... Depois de me responder que, óbvio, estava viajando sozinho, ainda me lembrou que iria ficar hospedado na casa do tio... Sei lá, as pessoas são tão criativas, né ? Quando ele me ligou de lá, fiz questão de falar com os tios e primos. Uns dirão que foi para me certificar, mas, eu posso garantir que eu estava com saudades da família mesmo...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Almoço de Dia das Mães

Íamos viajar no final de semana do Dia das Mães, mas, não conseguimos. Então, convidei meus irmãos e a minha mãe para virem almoçar na minha casa. Aí começa o problema. Depois do convite feito, vem o dilema do que servir. Porque eu, diferentemente da minha cunhada, por exemplo, sou meio que uma negação na cozinha e, mesmo quando sei o que estou fazendo, ainda assim, fico insegura. Mesmo sendo todo mundo da família e tendo a liberdade de dizer que tudo deu errado e convidá-los para comer frango na padaria. Sofro. Na véspera, havia decidido que iria servir panquecas. Sei fazer, é prático, não dá muito trabalho. Perfeito! Liguei para minha mãe, contei sobre o meu cardápio e ela me apoiou. Aproveitei para pedir que ela chegasse mais cedo, para me ajudar. Tudo certo. Animada, comentei com o marido o menu escolhido:


-Então, decidi: panquecas !!
-Panquecas ?!
-Isso. Você não acha perfeito ?
-Não. Para ser sincero, acho meio pobrinho...
-Pobrinho ?
-Aham!

Pronto! Bastou esse ‘pobrinho’ para eu voltar a minha angústia sobre o que servir. Se bem que se eu forçasse a barra, marido ia aceitar. Mas, o ‘pobrinho’ ficou martelando na minha cabeça.

-Depois de acabar com o sonho do meu menu perfeito, você tem alguma sugestão sobre o que servir ?
-Faz carne, Kátia. Eu compro filé mignon, você faz uns molhos para acompanhar e pronto. Facinho!
-Fritura, né ? Tá, mas é fácil. OK. Amanhã você compra tudo que eu preciso ?
-Sim. Acordo cedinho e vou ao mercado, açougue... Pode ficar tranqüila.
-OK. Resolvido

No domingo, marido sai tipo umas 10 da manhã, com a minha listinha de ingredientes. O menu já estava escolhido: filé mignon acompanhado de molho de alho poró com hortelã e de creme de batata com gorgonzola, além de arroz e salada. Ele volta às 11:30h. Sem batata, sem alho poro e sem carne. Mas, com peixe!

-Marido, sem querer te chatear, mas CADÊ OS INGREDIENTES QUE EU TE
PEDI PARA COMPRAR !!! SÃO 11:30h E DAQUI A POUCO ESTÁ TODO MUNDO AQUI !!!!
-Nossa, Kátia, como você é estressada! Calma. Vou ao açougue comprar a carne. Depois vou na feira comprar a batata e o alho poró.
-Faz assim. Eu vou no mercado e compro a batata e o alho poro e você vai no açougue. Deste modo, eu já consigo adiantar os acompanhamentos...
- De jeito nenhum ! No mercado, eu procurei e, nem a batata, nem o alho poró estavam bons. Eu vou na feira. Fica calma que vai dar tempo. Você sabe que a sua família sempre chega tarde mesmo...

Nesse meio tempo, minha mãe e minha irmã chegaram e ficaram me dando apoio moral. E, só para resumir, meu marido estava certo. Ele comprou tudo no tempo dele, nos lugares que ele quis e meu irmão chegou tarde. Minha mãe fez o peixe, eu fiz a carne e o almoço, no final, deu muito certo, se eu desconsiderar o comentário do meu sobrinho mais novo: ‘Tia, só tem isso para comer ?’

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Meio deprê

Então, como já falei por aqui, as meninas vão passar o final de semana em um hotel, comemorando o aniversário de uma amiguinha, juntamente com outras meninas do colégio. Os pais, que já conheço, alugaram uma van para a ocasião. Conheço, também, os pais das outras amiguinhas que vão. Já sei o hotel em que se hospedarão: tenho o site, o mapa, os telefones celulares dos pais, etc. Mas, o que me incomoda, de fato, nesta história toda é que, em nenhum momento, as meninas falaram algo do tipo: 'Mãe, vem com a gente ?' ou 'Só vou se você for' ou 'Vou morrer de saudades' ou 'Você me liga ?'. Nada! Lançando mão de um último recurso, fiz esta proposta:

-' Tive uma excelente ideia! Eu e o papai vamos reservar um quarto  lá no hotel, também. Não é legal ?', eu, entusiasmada
-'Ai, mãe, nem vem ! Se liga, né ?'
-'Nossa! Tá bom, então. A gente fica afastado. Vocês não vão nem nos notar ...'
-'Mãe!!! ', as duas, em uníssono

Depressão. Carência total. Me ama ? Me liga ?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Baladinha

Acabei de deixar as meninas em um aniversário. Tema: Anos 60. Ó que fofas:



No, thanks

Dia das

Mães está chegando. A toda hora recebo um novo email com “super ofertas” para se presentear uma mãe. Na boa, sou mãe de gêmeas (e, portanto, mereço, no mínimo, dois presentões), mas não me interessam processador com

DiadasMaes

31 funções, secadores de cabelo para me deixar “mais maravilhosa” e,  muito m

enos, conjunto de panelas para “maior qualidade com os alimentos”. Onde estão as ofertas de laptops, máquinas digitais, gps, filmadoras, carros km, jóias, perfumes, sapatos poderosos ? Porque me identifico mais com as ofertas para o Dia dos Pais ?

Se eu precisar trocar a máquina de lavar, aviso ao marido, fazemos uma pesquisa básica e, compramos em 20000 prestações. Agora, ganhar de presente ?! No, thanks.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Inversão

A amiguinha das meninas vai comemorar o aniversário levando algumas amigas para passar um final de semana em um hotel, em uma cidade perto de SP. Menina phyna. Diálogo à mesa, enquanto nós quatro almoçávamos:

-‘Podíamos aproveitar e dar uma viajada também, né ? Vamos estar sozinhos …’, eu para o marido
-‘Boa ideia, Kátia. Vamos pensar…’, marido respondeu
-‘Melhor vocês ficarem em casa, mãe! Fico preocupada se vocês sairem…’, uma das meninas, protestando…
-‘É. Fiquem em casa e assistam a um filme. Muito melhor…', a outra, concordando

-‘????’, eu e marido, não acreditando

As meninas só têm 11 anos e já estão querendo que fiquemos em casa, quietinhos, assistindo sessão da tarde ! Sinal dos tempos ? Final do mundo ? Com que idade seremos enviados para o asilo ?

domingo, 25 de abril de 2010

Provérbios

No sábado, a família do meu pai se reuniu em um almoço para comemorarmos o aniversário da minha vó, que fez 84 anos na véspera. O roteiro foi o de sempre: comemos, fofocamos, bebemos, falamos mal dos ausentes, etc… Já na saída, quase fim de tarde, meu tio me chamou de lado:

-‘Kátia, estava te observando, enquanto você estava conversando ali na ponta…’, ele me disse, carinhosamente
-‘E ?!’, respondi, já com medo do que viria
-Até comentei com o seu (outro) tio que, agora, você está muito melhor do que antigamente…
PAUSA Não sabia se falava alguma coisa, se ficava em silêncio ou se já começava a chorar DESPAUSA
-Ué, tio. Mas, estou meio acabadinha, já velhinha.
-Não, Kátia. O rosto tá mais bonito, mais … Sei lá.
PAUSA Fiquei aguardando o momento dele me perguntar quantas plásticas eu já havia feito DESPAUSA

Na falta de uma ação melhor, eu agradeci, dei um beijo nele e fui embora.

Assim como meu irmão já havia comentado anteriormente e, como meu tio fez agora, descobri que eu devia ter uma imagem muuuuuuito péssima mesmo. Porque ninguém consegue melhorar com o passar dos anos sem várias plásticas, regimes, botox, etc. O que, no meu caso, está muito longe de ter ocorrido (a não ser que a histerectomia tenha algum efeito embelezador a posteriori...).

Sendo assim, descobri que eu sou a própria encarnação do “Panela velha é que faz comida boa” ou “Quanto mais velho, melhor o vinho” ou “Quem ama o feio, bonito lhe parece” ou “Nada como um dia após o outro”.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ponto final

No sábado, lá no Encontro, meu irmão me disse que na segunda-feira estaria em SP e que me ligaria. Tinha um assunto para resolver por essas bandas. Achei que a gente ia se encontrar, almoçar juntos, talvez. Já havia até esquecido, quando ele me ligou por volta da hora do almoço. Disse que já estava na estrada, rumo à cidade onde ele mora. Não entendi nada. Mas, então, ele me contou, delicadamente, a razão pela qual esteve aqui. Tinha vindo fazer a exumação. Do meu pai. Disse que, apesar disso estar longe de ser agradável, não havia sido desesperador como ele (ou seria eu?) supunha. Entre eu e meu irmão, há coisas que não precisam ser verbalizadas, porque, apesar de divergimos em muitos assuntos, conhecemos muito bem um ao outro (e eu vou ser eternamente grata, por falta de uma palavra melhor, a ele por ter ficado à frente desta tarefa). Enquanto ele falava, a sensação de tristeza vinha. Nem sei explicar. Não que a exumação em si altere o quadro de que meu pai está morto. Não é isso. Mas, é como se, simbolicamente, a etapa tivesse sido finalizada, terminada, acabada. Como quando, no jurídico, não cabem mais recursos. Assim como quando se termina um livro e, depois do ponto final, não existe mais nada. Resta o vazio. E, apesar disso ou por causa disso, continuo pensando no meu pai. Não são pensamentos tristes. São lembranças, palavras, vislumbres de cenas passadas... Sei que depois do ponto final do livro, posso voltar à primeira página e ler tudo novamente. No caso do meu pai, posso relembrar, mas, a cada dia que passa, as páginas estão mais amareladas, a resolução das cenas diminuiu um pouco mais, as lembranças vão ficando esmaecidas e o som, distorcido. Isso me deixa meio agoniada. E não há, infelizmente, nenhum processo externo que resolva isso. É o ponto final.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Voltei!

“Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...”
(O Portão, Roberto Carlos)

Voltei !
Nem notaram que eu tinha ido, né ? Abafa o caso, então.

Fiquei ausente esse tempo todo porque estava meio sem inspiração para postar e, logo depois, me envolvi no projeto “Encontro 2010” da família da minha mãe, com trilhões de emails e até um blog para gerenciar. O encontro aconteceu neste sábado e foi tudo de bom, muito além das minhas melhores expectativas. Revi todos os meus primos e tios, depois de anos sem nos encontrarmos. Agora, a ideia, é fazer, no mínimo, um encontro anual.

Semana passada, fui ao médico. Pouco mais de um ano depois daquela consulta em que ele me disse que eu estava meio morta. Cheguei lá, ele relembrou o caso, perguntou se estava tudo bem e, no final, só para ter certeza, examinou os meus olhos a procura da anemia. Nem sinal. Ele fez o eletro lá mesmo e está tudo OK. Solicitou o teste ergométrico, que eu nunca havia feito.
Já fiz e passei com louvor.

Na semana anterior, fomos todos os quatro ao oftalmologista. De novidade, a Sabrina, que já apresenta um leve grau para miopia. Provavelmente, vá ter que usar óculos no ano que vem. A Camila passou incólume. Nota 10. Marido levou uma mini-bronca por ter deixado de pingar o colírio da pressão. E eu, tirando umas letrinhas que não enxerguei, passei também. O médico me perguntou se eu estava com muita dificuldade para ler de perto. Eu respondi que não. Perguntou, então, se eu já estava tendo que tirar os óculos (da miopia) para poder ler de perto. Eu respondi que não, também. Ele me entregou a receita e me disse que não houve alteração nos graus da miopia. Fiquei feliz até perceber uma outra anotação

-Doutor, mudou ou não mudou o grau ? Parece que abaixou … 1,25 ?
-Não, esse é o grau para perto. Seus novos óculos. Para leitura...
-Oi ?
-Calma, é só usar multifocal. Já tem até lente de contato multifocal …
-Oi ?

Eu, na flor da idade, vou ter que usar óculos para leitura ? G-sus !!! Saí de lá revoltada e já avisei ao marido que não vou fazer. Já não bastam as rugas, olheiras, gordura. Agora, cegueira ? Too much. Estou fora. Quaisquer dificuldades que eu possa vir a ter (porque não tenho), minhas filhas me socorrerão. Acho. Espero. Agora vou ter que concordar quando dizem que ir ao médico, é um atalho para encontrar enfermidades até então desconhecidas. Impressionante.

E ainda vou ter que voltar ao médico que me operou, já que a cirurgia faz aniversário de 1 ano em breve. E eu já deveria ter voltado lá há tempos...

Bom, e minha idas ao Ibirapuera foram lentamente diminuindo. Antes, eram diárias, agora, anuais, talvez.

terça-feira, 9 de março de 2010

Fitness - 1

Comecei. Assim que eu recobrar o fôlego, volto com mais detalhes.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cor de rosa

Eu e as meninas acabamos de ganhar. Marido lembrou do Dia das Mulheres! Que fofo ! Para não estragar o clima, em um próximo post eu falo sobre as calorias …

Dia_das_Mulheres2

quinta-feira, 4 de março de 2010

Da série: Adoro!

video

Fumacinha

Passei os últimos dias sem carro. Meio sem carro. Uns dias andando de táxi, outros a pé e, por último, com o carro do marido. Na sexta-feira retrasada, o escapamento do meu carro soltou uma fumacinha, quando eu estava saindo da garagem do meu prédio. Anotei, mentalmente, para não esquecer de comentar o episódio com marido. Esqueci. No sábado à noite, saímos com o meu carro e eu afumaca_escapechei ter vislumbrado, novamente, a fumacinha. Contei para o marido, que me perguntou, de pronto, quando havia sido a última vez que eu havia trocado o óleo do carro. Pesquisei, mentalmente, minhas memórias a respeito disso. “Zero occurrences found”. Não tinha a mínima ideia. Procuramos aquele papelzinho que o moço do posto coloca (ou deveria) no console do carro. Nenhum sinal. Mini sermão sobre a importância de se verificar o óleo e chegamos ao nosso destino.
Domingo de manhã, marido pega o meu carro e sai com as meninas. Cinco minutos depois, toca o telefone:
-‘Kátia, estou no posto. O óleo do seu carro está sólido, completamente petrificado. Não é possível trocá-lo. Vão colocar um liquido para tentar diluir essa coisa e, só depois, tentar trocar o óleo. Torça para que não tenha fundido o motor!’, marido, com voz recriminadora


-‘Tá! Você quer que eu vá buscá-los ?’, eu, com voz apaziguadora


-‘Não. Enquanto eles fazem isso, eu vou a pé com as meninas até o mercado…’
-‘OK’.


Comecei a rodar um algoritmo mais avançado de buscas no meu cérebro a procura de um indício de que eu pudesse ter trocado o óleo do carro ou, ao menos, verificado. E lembrei que em dezembro o moço do posto disse que o óleo estava OK. Enfiou aquela varetinha, viu a cor ou o nível ou o que quer que eles vejam naquela coisa e liberou o meu carro. Bom, fiquei me sentindo um pouco menos culpada. Marido voltou com o carro. Óleo trocado, problema resolvido. No final do dia, fui buscar as meninas em uma festinha. Na volta, já pertinho de casa, o carro começou a soltar uma fumacinha que se transformou em um fumação. Parecia que o carro ia explodir. À medida que a fumaça aumenta, os outros carros iam se afastando mais e mais do meu. Instinto de sobrevivência. Parei no posto, liguei para o marido que me mandou levar o carro para casa. No dia seguinte, segunda-feira, meu carro foi guinchado. Na oficina, trocaram as velas e sei lá mais o que. Marido retornou à noite com o carro. Achei que não tinha sido dessa vez que conseguira fundir o motor do carro. Well, dia seguinte: fumaça total. Enquanto eu tentava, em vão, ignorar os sinais que os motoristas aflitos dos outros carros me faziam, fui parada duas vezes durante o percurso. Na primeira, o taxista me disse que eu estava poluindo o meio ambiente e que se os caras da CET me vissem, iriam apreender o meu carro. Com razão, ele salientou. Depois, um outro cara parou do meu lado e mandou eu trocar o óleo do carro. Eu respondi que havia feito isso na véspera. Ele olhou na minha cara e disse algo do tipo: ‘ Não mente. É fácil. Vai no posto e troca o óleo. Simples’. Consegui chegar em casa e guardei o carro na garagem. À noite, avisei para o marido que eu não iria mais sair com o meu carro. Contei todo o meu drama, com mini-lágrimas nos olhos. Marido me tranquilizou e disse que deveria ser um resto do óleo velho que estava queimando. Mantive a minha posição de rejeitar meu próprio carro. Marido, conformado, trocou de carro comigo. Só para resumir: o carro está ótimo, sem fumacinhas e sem motor fundido. Já que meu marido não pediu o divórcio, por justa causa, resolvi devolver o seu carro e aceitar o meu de volta. Já anotei, mentalmente, que devo verificar o óleo toda vez que for colocar gasolina. Mas, tenho que admitir que, talvez, just in case, seja melhor usar um post-it…

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sabrina e Camila – 11 anos

As fotos (para ver o álbum completo, clique sobre as fotos)

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Torção

Hoje, de manhã, ela reclamou de dor ao pisar no chão. Eu disse que não era nada, mas, ao deixá-las na escola, mudei de ideia.

Só a Camila ficou. Eu e a Sabrina fomos para o pronto-socorro. A radiografia não mostrou nenhuma fratura. Foi  só uma torção mesmo. Saiu de lá com uma botinha que dá para tirar e recolocar. Uma imobilização light.

Rotina

 

 

 

 

 

 

Desde que começaram as aulas das meninas, nossa rotina mudou drasticamente. Este ano, estão estudando de manhã. Então, eu tenho acordado às 5:50h da madrugada para dar conta da preparação, principalmente, do café da manhã e das duas lancheiras. E, na realidade, o problema não é acordar cedo, mas acordar cedo e dormir tarde. Minhas olheiras também reclamam e se fazem notar mais ainda. De tal modo que, quando ainda estava no horário de verão, ou seja, ainda meio escuro, já entrava no elevador de óculos escuros, no intuito de evitar que os vizinhos perguntassem para o zelador se nós, por acaso, teríamos nos mudado do prédio, já que se encontraram com uma velhinha enrugada saindo do nosso apartamente. Tudo pelo social.

Agora, nós quatro temos tomado café da manhã juntos, o que tem sido bem legal e, às vezes, é o marido quem as deixa na escola (há sempre o perigo do itinerário, mas elas têm estado alertas…). Muuuito legal. Para facilitar a vida, comecei a deixar a mesa do café posta já à noite (vô Elias modo on).  No entanto, ver a mesa de café da manhã já preparada à noite, de véspera, meio que começou a me incomodar. Mini depressão. Daí, decidi dar um basta nisso e partir para o tudo ou nada pela manhã mesmo. Pão de queijo (congelado) feito na hora, pão quentinho, suco natural de caixinha, etc., não esquecendo de, ao final, me sentar à mesa com o sorriso de propaganda de margarina estampada no rosto. OK. Nas propagandas, o sorriso nunca vem acompanhado de olheiras. Mas, entre publicidade e a vida real, existem algumas grandes diferenças, não ? Olheiras, no meu caso, são apenas uma delas … 

E, sempre deixo o mais difícil por último: preparação da lancheira. Todos os dias. Logo cedo. Muita coisa para meu cérebro sonolento processar. Quem passa por isso, sabe do que estou falando. Você não pode, simplesmente, jogar um saquinho de batatas chips, mais um pacote de bolacha recheada e um refrigerante caçulinha. Proibido! Periga o conselho tutelar tirar a guarda do seu filho. Não!

  Há de se preocupar com todo os nutrientes do lanche. Diários e semanais. É quase uma faculdade de nutrição. Sem contar que depois de toda a ginástica para se lembrar o que você colocou na véspera, elas chegam reclamando que todas as amigas têm conta na cantina e elas, coitadas, são as únicas meninas-sem-conta-na-cantina-de-toda-a-escola. G-sus! E quando o lanche volta na lancheira ?


- ‘Ei, porque você não comeu todo o lanche?’, pergunto

 

 


-‘Estava sem fome. Teve aula de culinária antes do recreio, mãe ! ‘


-‘Que legal ! E o que vocês fizeram hoje ? Torta de legumes ? Creme de beterraba? Purê de espinafre ?’, pergunto animada
-‘Eca! Não, mãe! Mousse de marucujá ! Até repeti!’, responde animada
-‘Mousse ?! Sei. Mas, foi feito com soja, leite integral, maracujá in natura … ?’
-‘Eca! Não, mãe! Super fácil: leite condensado, creme de leite e suco de maracujá concentrado…’



Mereço!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Camila e Sabrina


Há onze anos atrás, em uma sexta-feira, às 13:42h nascia a Camila, pesando 2,600 Kg e, dois minutos depois, a Sabrina, pesando 2,020 Kg. Ambas medindo 47 cm. Pequeninas. Naquele exato instante, o amor infinito se instalou.

Amo vocês mais do que parece ser possível. E, ainda assim, o é.


Meninas, parabéns!


Hoje de manhã:

  

 
Hoje, no almoço:
   


Hoje à tarde:
 



Amanhã:
 convite_11anos_blog

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No fundo

Meu marido acha que a única razão pela qual eu criei este blog foi para falar mal dele. Não é verdade. Como vocês bem sabem, escrevo sobre os acontecimentos do dia a dia. Se o meu marido me abastece com fatos pitorescos, não é minha culpa, concordam ? No sábado, fomos para o Guarujá para nos encontrarmos com uns parentes do interior que vieram passar o final de semana no litoral. Ficamos um pouco na praia e depois fomos para a piscina.

Já à noitinha, marido perguntou onde estavam seus óculos. Ninguém soube informar. Todo mundo procurando e nada de encontrá-los. Aí, segui meu instinto:

kdk_1495 kdk_1496No fundo da piscina estavam os óculos. Ele mergulhou com eles e não percebeu…

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Almocinho – Parte 2/2

 

 

 

Depois de almoçarmos, fomos dar uma volta pelo shopping e as encontramos. Adoro!



Em 2005:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ceticismo

Uma amiga querida, em um exame de rotina, descobriu um tumor no peritônio. Para se saber a sua natureza (benigno ou maligno), é necessário que ela se submeta a uma cirurgia, que foi agendada para hoje. Na semana passada, quando fiquei sabendo, liguei para ela, meio sem ter muito o que dizer, mais para ouvir, saber como ela estava encarando a situação… Ontem, mandei uma mensagem pelo celular, dizendo que estava pensando nela e que tudo iria dar certo hoje. Minutos depois, ela me ligou, dizendo que a cirurgia havia sido cancelada. Motivo: através de uma ultrassonografia, constatou-se que o tumor reduziu de tamanho, quase 50%, em uma semana. Segundo seu médico, isso é um acontecimento inexplicável, já que a tendência deste tumor é crescer, nunca diminuir. Ele pediu que ela fizesse uma tomografia em um hospital específico, cujo aparelho é o mais moderno existente. Hoje, então, ao invés da cirurgia, ela fez uma tomografia para, de fato, colocar os pingos nos is; teria o tumor diminuído mesmo ? Se sim, seria esse retrocesso um caso novo na história da medicina ? Há uma semana atrás, ela fez uma cirurgia espiritual. Seria esse o motivo ? Sou muuuito cética, mas, em se confirmando essa redução sem embasamento científico, terei eu que mudar de opinião ? Será que me permitirei acreditar em poderes canalizados por algo espiritual, pela força do pensamento e/ou da oração ? Segunda-feira, sai o resultado do exame. Vou aguardar torcendo para que seja eu que tenha que rever meus conceitos e não a minha amiga.

Almocinho – Parte 1/2

Ontem, peguei as meninas na escola e fomos almoçar com minha irmã no shopping, próximo do escritório onde ela estava trabalhando.

Pós-carnaval

Ao voltarmos do interior, na terça-feira à tarde, não fomos para casa. Resolvemos visitar o netinho que já havia saido do hospital. Ele está ótimo. Nem parece que esteve hospitalizado há alguns dias atrás. Por sorte, estava toda a família reunida. Como as malas estavam no carro, as meninas e o marido trocaram de roupa e foram para piscina.
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Todos2

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nosso carnaval

Fomos passar o Carnaval lá no interiooor. Como sempre, muita comida, parentes, calor, piscina, fofocas, não necessariamente nesta ordem. A viagem de ida foi demorada; pegamos muito trânsito e chuva na estrada. A volta foi mais tranquila.

Chegamos lá na sexta, por volta das 11:30h da noite, deixamos as meninas na casa do primo e fomos dormir. Dia seguinte, almoço na casa de um, piscina na casa do outro e pulamos carnaval até o sol raiar dormir. Outro dia, churrasco-piscina.
kdk_1237kdk_1230 kdk_1228kdk_1241 À noite, abandonados pelos parentes, em pleno domingo de carnaval:


-‘Vamos sair de baladinha hoje ?’, perguntei pro marido
-‘Legal. Vou te mostrar a vida noturna da minha cidade! Preparada ?’, respondeu o marido
-‘Vamos nessa! Quero ir a um lugar beeeem legal! Beber todas.’, respondi animada

Tomamos banho e fomos pra night. Enquanto nos dirigíamos para o centro, no carro, achei a cidade meio deserta. Marido concluiu que todo mundo estava se arrumando para cair na gandaia, já que não eram nem dez da noite. Eu achei que todo mundo já estava era dormindo, mas fiquei bem quietinha. Marido me levou para o primeiro point: fechado. Para o segundo: fechado. E, acabaram os points que existiam ele conhecia.

-‘É, Kátia. Parece que tá meio desanimado… Não está parecendo tão megalópole assim. Tenho que admitir.’
-‘Tô com fome. Podemos comer um cachorro-quente pelo menos ?’
-‘Também não precisa avacalhar! Cachorro-quente, não! Tá pensando o que ? Vamos ao outro lado da cidade.’

Eu preferi não responder. Mas, pensei, bem no fundo do meu ser :’ Que outro lado, gente ?’
Depois de um tempo rodando, vi o que parecia ser o único bar-restaurante-lanchonete-padaria aberto por ali.

-‘Pára o carro ! Vamos aqui mesmo. Estou com fome.’, gritei

Era tipo um bar, bem aberto. Devia ter umas vinte mesas de madeira de uma lado, coberto e outras tantas mesas de plástico, do outro lado, descoberto. Perguntei para o marido o porquê desses dois ambientes. E ele me respondeu que um deveria ser tipo bar, só para petiscos e o outro, tipo restaurante. Coisa chique. Marido foi se encaminhando para os lados das mesas e cadeiras de plástico. Eu logo fui dizendo que queria sentar nas cadeiras de madeira. Fomos. O menu tinha petiscos, carnes, massas, etc, além de pizza. Escolhemos um filé a parmegiana. Cinco minutos depois, volta o garçom dizendo que a carne havia acabado. Eu não falei nada, só lancei um olhar ‘cadê-a-megalópole-que-estava-aqui’ para o marido. Pedimos pizza. Aproveitei e perguntei para o garçom qual era a diferença entre os dois lados do recinto. Resposta óbvia: fumantes e não fumantes.

Dia seguinte: sítio+almoço+piscina+bolinho de chuva.
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Sempre que vou ao sítio, volto menos ignorante. Já aprendi a diferença entre galo e galinha. Desta vez, demorei para perceber o que era, quando me mostraram isso:


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Cheguei mais perto:


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E, finalmente, entendi o que era, mas não compreendi o motivo:
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Ovo no toco. Você já conhecia ? Eu, não. Começaram a me explicar e eu achei que estavam me gozando (eles sempre fazem isso).

-‘ Tem um ovo aqui neste toco !’, gritei para a minha cunhada
-‘ Eu sei. Fui eu quem colocou aí.’,ela respondeu
-‘ Oi?!’
-‘ É para espantar a chuva… Você não sabe disso ? É uma simpatia.’
Pausa:Eu achei que ela me olhou com cara de 'tanta mulher no mundo e meu irmão foi escolher justamente essa ?'Despausa
-‘ Você tá brincando, né?’
-‘ Não. É sério. Você não percebeu que ameaçou chover e não choveu ? Foi o ovo no toco … Certeza!’, ela me disse convicta

Tenho que admitir que existiam umas nuvens gigantescas, mas que só garoou, super rápido. Mas, daí a pensar que o ovo no toco tem alguma coisa a ver com isso…

-‘Quer dizer que, se eu colocar um ovo lá em cima do meu prédio, em SP, não vai mais chover, nem ter aqueles alagamentos na cidade ?’, eu perguntei
-‘Kátia, não exagera. É lógico que não vai parar a chuva em SP. Dãããã ! Só nos arredores do prédio, né ?’, respondeu meu marido
-‘Ah, tá. Vou testar, então.'

Ontem choveu muuuito por aqui em SP e eu esqueci de ir lá na cobertura para testar o ovo no toco. De hoje, não passa.

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