segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desabafo rápido

Só um desabafo. Rapidinho. Odeio SuperBonder. Prontofalei ! E odeio mais ainda pelo fato de, praticamente, todos as pontas dos meus dedos estarem com essa crosta de cola (ontem, utilizei a dita cuja em um trabalho escolar das meninas). O que dificulta e, muito, a leitura da minha impressão digital pelo laptop, que fica, a todo instante, se negando a permitir que eu tenha acesso às minhas próprias coisas ! O que significa que eu tenho que lembrar de todas as senhas que eu utilizo para entrar no computador, verificar os emails, acessar sites, etc. E o que me consome um tempo considerável, já que eu não estou lembrando delas ! E, neste momento, eu só sou capaz de odiar a cola, sem nem querer pensar que se, talvez, a minha memória fosse/estivesse um pouco melhor ou que se eu soubesse manejar corretamente o tubinho da cola ...

Filhas da PUC

Sexta-feira à noite teve encontrinho com as minhas amigas de faculdade. Somos todas filhas da PUC. Nosso grupinho era formado por cinco, todas presentes. Além dos respectivos maridos e filhos. Fazia pelo menos uns cinco anos que não nos encontrávamos. Fiquei muito feliz. Mais ainda por as ter reconhecido sem a necessidade de crachá de identificação, o que prova que eu não estou tão senil assim e/ou que elas continuam com o rostinho de outrora. Não vou nem perguntar se elas tiveram algum problema em me reconhecer. A ignorância, por vezes, é uma benção.

Uma delas mora há muito tempo fora do país e chegou ao Brasil, de férias, na semana passada. Daí, reativou o círculo e pronto. O encontro se fez. Foi no apartamento novo novíssimo de uma das amigas do grupo. Eu avisei que era melhor nos encontrarmos em algum lugar público, visando a manutenção da amizade, do sofá novo, do tapete, das louças, etc. Ela me ouviu ? Não. Resultado: uma taça de vinho (tinto!) derrubado no seu tapete novo novíssimo por uma das minhas meninas. Não, elas, as meninas, ainda não bebem vinho. Mas, passou próxima da mesa... Instinto materno não falha. Eu já tinha previsto algum desastre. Well, um pano úmido fez com que o vinho sumisse do tapete. E eu dei um jeito de sumir daquela área da casa. E não sei se serei convidada novamente...

Fora isso, a reunião correu às mil maravilhas. As crianças (8!), apesar das diferenças de idioma e de idade (entre 1,5 e 10 anos), se deram super bem. Correram pelo apartamento, brincaram de esconde-esconde, desenharam, jogaram e, pasmem, até se sentaram para assisitir a um DVD (ok, não ficaram o tempo todo assistindo, mas, já foi um começo). A anfitriã parecia um pouco pálida quando me despedi, mas, pode ter sido só uma impressão minha.

Fofocamos, contamos as novidades e prometemos tentar nos reencontrar em um intervalo menor de tempo, como fazíamos antes. Vamos ver se conseguimos, né ? Amiga anfitriã, se você estiver lendo esse post, não tema. O próximo encontro não será no seu apartamento, tá ?

domingo, 21 de junho de 2009

Alta

Na sexta, fez 40 dias da operação. Voltei ao médico, que me examinou e disse que estava tudo OK. Pediu para continuar com a aplicação da pomada no corte e me perguntou se eu estava passando sempre. Respondi que sim, né ? Vai que ele cancela minha alta...

Já posso voltar à academia, treinar para a próxima maratona, pegar peso... Como nada disso eu fazia, nem pretendo começar agora, minha vida continua como dantes, com a exceção de que, já não posso mais obrigar as minhas filhas a colocarem e retirarem suas malas escolares (suuuper pesadas) do carro. Lá vou eu reativar meus músculos...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Chaves

Hoje, percebi que estava sem a chave de casa. Procurei, procurei e nada de encontrá-la. Desisti e utilizei a chave da moça que trabalha em casa. Liguei para o marido e perguntei se ele, por um acaso, não teria levado o meu chaveiro por engano. Adivinhem ? Minha chave estava com ele. Lá no Rio de Janeiro, para onde ele viajou hoje cedinho. Perguntei para ele se o objetivo era impedir meu ir e vir. Ele respondeu que isso seria uma boa idéia !!!! Bom, avisei à minha ajudante e pedi para que ela deixasse a chave dela na porta quando fosse embora. Problema resolvido. Quase. Uns 40 minutos depois de ter saído, ela me liga dizendo que havia esquecido de deixar a chave. Que legal ! Trancada dentro de casa. Sem alternativas, pedi para ela voltar, lógico. Menos mal que ela percebeu logo... Porque eu só ia notar quando fosse sair de casa para buscar as meninas na escola... Confusão na certa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Equações

Encontros surpresa parecem melhores do que aqueles planejados (supondo que as pessoas se gostem, claro), não ? No sábado, depois de muitas tentativas anteriores que não deram certo, conseguimos nos reunir com os amigos para um fondue, tipo em cima da hora, à noite. Não em São Paulo, mas em uma cidade há uns 80 km daqui, onde um dos casais mora. Chegamos lá às 9h da noite e às 3h da manhã estávamos de volta. E, apesar do bate-volta, foi ótimo, como não poderia deixar de ser:

Amigos+Frio+Fondue=Gostoso

Hoje, meu irmão tinha uma reunião em SP. Ele não havia me avisado antes. Apareceu aqui em casa e conseguimos almoçar os três irmãos juntos. Embora eu não soubesse, ele me confessou que estava meio de mal de mim. O motivo? Ele tomou uma decisão que eu, do meu ponto de vista, não julguei adequada (e, by the way, não me afeta em nenhum aspecto). E ele já sabia que eu iria discordar, mas, mesmo assim, me contou. E eu sabia que ele sabia que eu não concordaria, mas, ainda assim, disse isso para ele. Ouviu minha opinião, mas não gostou da maneira como eu a externei. Well, divergências sempre existirão. Em todas as combinações: eu e ele, minha irmã e eu, ele e minha irmã, maridão e eu, todos nós... Mantendo-se o respeito, creio ser salutar. Mas, estando ele na capital, no meio do caminho, resolveu ficar de bem. Viva! Infelizmente, não deu para passar a tarde fazendo comprinhas no shopping e o almoço não teve a longa duração que queríamos, mas, deu para tirarmos sarro uns dos outros, como nos é peculiar, e colocar a conversa em dia. E assim fez-se outra equação que deu certo:

Três Irmãos(de bem)+Almoço=Delícia

E que venham mais surpresas boas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dia dos Namorados

No Dia dos Namorados, por sugestão do maridão, fomos assistir ao espetáculo 'Beatles num Céu de Diamantes'. No palco, onze atores-cantores, acompanhados por piano, violoncelo e percussão, apresentam uma visão leve e bem humorada sobre a obra dos Beatles. Adoramos ! Em cartaz no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. Saímos do teatro, pegamos as meninas (que estavam na casa da minha mãe) e fomos para uma doceria 24 horas, na esquina da Nove de Julho com a João Cachoeira. Já passava da meia-noite. Salgadinhos, docinhos, chocolate quente... As meninas se divertiram e nós também. Valeu a pena.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Domingo em Família



(Slide Show. Basta pressionar o botão 'play')

sábado, 30 de maio de 2009

17 anos !


Hoje, 30/05/2009, faz 17 anos que nos casamos. Mais 3 anos de namoro. 20 anos juntos !!! Sendo 18 a diferença de idade entre nós. Quase 7 anos depois, nasceram as 2, depois de muita expectativa, planos e sonhos. Muitos números nesse encontro de um engenheiro com uma analista de sistemas. Exatas total. E, em meio a esse mar de números, muito amor para contrabalancear. Misturado a um punhado de paciência, mais uma dose de compreensão e um tantão de respeito. Ele é uma pessoa especial, dessas que não se encontra facilmente. Por mais que eu tente exprimir em palavras, nunca será claro o sufiente. Compreensivo, generoso, amoroso ... E eu, muito felizarda de encontrá-lo.

Nos casamos apenas no civil, em um sábado de manhã. Depois da cerimônia, super rápida, reunimos a família e amigos mais próximos para um almoço. Teve chuva de arroz e joguei até buquê ! No dia seguinte, viajamos em lua de mel. Moramos, nos oito primeiros meses, no flat em que ele já vivia. Um apartamento bem pequenininho, mas muito fofo. Boas lembranças...

O mais interessante é que, tinha tuuudo para dar errado. Mas, deu tããão certo, que nem parece que já faz esse tempão que estamos juntos. Ainda andamos de mãos dadas, trocamos beijos em público, rimos juntos. Precisa mais ?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fotos

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

Recentemente, vendo fotos antigas, queria mais. Mais fotos de um determinado evento. Mais fotos de um amigo, que não está mais conosco. Mais fotos das meninas pequenas. Mais fotos com o meu pai. Mais fotos com o meu vô e a minha vó. Mas, se você perde o momento, simplesmente, perdeu. Não se consegue, infelizmente, voltar a cena.

Pensando nisso, decidi que quero tirar muitas fotos de agora em diante (resolução 1). Como a nossa máquina digital há tempos não trabalha direito, ao trocar de celular há umas semanas atrás, optei por um modelo que oferece o máximo em matéria de qualidade de fotos. Afinal de contas, a gente sempre está com o celular, né ? O deixar de capturar um momento por falta de ter o equipamento por perto não vai mais acontecer, espero.

Se o advento da máquina digital deu uma super facilitada na hora de tirar as fotos, por outro lado, atrapalhou, no meu caso, o prazer de se ter a foto em papel. Tenho trocentas fotos no laptop, organizadas por mês e ano, mas, na maioria das vezes, com aquele nomezinho genérico e números sequenciais. Para achar uma foto, horas visualizando todas. Sob esse aspecto, complicou. Ainda mais, porque eu adoro ver as fotos em álbuns, voltar no tempo, lembrar o clima da viagem, do aniversário, da reunião. É bom demais. Então, resolvi que me organizarei para colocar os nomes pertinentes nos arquivos de fotos e, de tempos em tempos, imprimi-los (resolução 2).

Bom, há de ser tempo para isso. Mas, antes de tudo, tem de se ter vontade, não ? Estou empenhada. Vamos ver se consigo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Concordo

"Existe um folclore generalizado de que os homens não querem casar. Acho que o homem depende mais do casamento do que a mulher, ficam mais desamparados quando se separam. Mulher é adulto, homem é criança." - Caetano Veloso, em entrevista à revista TPM #87, de Maio/09.

Campanha: Câncer de Mama

Eu, geralmente, não gosto de repassar email com pedidos de ajuda, correntes, etc. Essa semana recebi um email da minha tia com uma mensagem sobre a Campanha da Mamografia Digital Gratuita, promovida pelo Instituto NEO MAMA de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama em conjunto com a Equipe do Site do Câncer de Mama, aqui de São Paulo. E, depois de visitar o site, resolvi divulgar a campanha aqui no blog.

Basta acessar o site deles e clicar sobre o botão cor de rosa (igual à figura acima), do lado esquerdo da tela, que diz:"Campanha da Mamografia Digital Gratuita". A campanha consiste em conseguir cliques para alcançar quotas que lhes permitam oferecer mamografias gratuitas a mulheres brasileiras necessitadas. Demora menos de 5 segundos. A idéia é que se acesse esse site diariamente. Quanto mais cliques, melhor. É por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sabia ...

  • que eu adoro ler sites/blogs de 'mulherzinha': moda, decoração, faça-você-mesma, receitas ? O único problema é que nunca, repito, nunca tento fazer nada do que leio.
  • que eu já emprestei meu namorado para uma amiga ? Ela ainda não tinha beijado nenhum menino e estava quase chegando lá. Ficou apreensiva de errar na hora H. Pediu um help. Muito prática que sou, ofereci meu namorado para o treinamento. Mas, não foi necessário. Fosse hoje, eu não emprestava maridão, não !
  • que eu adoooro goiaba, mas não suporto o seu suco? A mesma coisa com a manga. Idem para o milho.
  • que no churrasco, só gosto de comer pão e linguiça ?
  • que as minhas amigas me acham muito calma, política, beirando a zen ? Nem eu entendo como.
  • que no dia do casamento, eu liguei cedinho para o meu futuro marido ? Queria garantir que ele não havia esquecido ...
  • que as minhas amigas (e meus irmãos) me acham muito fria ? Só porque eles são manteiga derretida e eu, mais seletiva com o uso das lágrimas.
  • que eu e meu marido brigamos pouco, bem pouco ? Mas, que quando isso acontece, a culpa é, na maioria das vezes, dele, lógico.
  • que a minha memória é péssima ? Meu irmão odeia isso, porque nunca posso corroborar com as reminiscências dele (e, acreditem, são muitas).
  • que eu odeio ir ao supermercado ? Mas, maridão, adora.
  • que eu (e todos de casa) não assistimos a novelas ? As meninas reclamavam, já que são as únicas sem-novela-da-escola. Agora, no entanto, já não resmungam tanto.
  • que eu odeio receber correspondências, propaganda, mala-direta, etc. com erro de português? Vergonha alheia...
  • que, quando conheci meu marido, ele me convidou para tomar cerveja ? E eu respondi: 'Não bebo'. E ele insistiu:'Um suco, então'. Eu repliquei:'Não vai dar. Não posso sair assim, sem antes pedir pros meus pais.' Mico total. Obrigadão, maridinho, por ter tido taaaanta paciência.
  • que eu sou super desorganizada? E o meu marido também. E as meninas também. Sinto muito, girls. Minha máxima culpa.
  • que eu não vou me acostumar com essa reforma ortográfica ? Velha demais para isso...
  • que eu adoro Caetano ? E seus discursos ? Ou não.
  • que com uns 6 anos, uma das minhas filhas pediu para que eu e marido nos separássemos ? 'Porque, filha ?', perguntamos. 'Porque eu quero ter mais um irmão!'. Na cabeça dela, isso só iria acontecer se o pai se casasse de novo. Faz sentido. Criança tem uma lógica impressionante...
  • que hoje sou uma pessoa muito melhor graças ao maridão? Por favor, poupe-me das piadas do tipo 'Nossa. Imagina antes, então...'. Thanks.
  • que tenho três sobrinhos, três enteados, três netos, duas filhas, dois irmãos, um marido, uma mãe e zero útero? Não necessariamente nesta ordem.
  • que eu já passei muuuitas noites em claro por causa da minha irmã caçula ? Tipo treinamento para as meninas, cujo processo se repetiu, em dose dupla.
  • que eu adoro café, mas odeio seus derivados (bolo, sorvete, drink, ...)?
  • que eu não como peixe ? Não, nem mesmo salmão. Sorry.
  • que eu não esqueço quando um membro (próximo, muito próximo) da minha família perguntou quantos números se jogava na MegaSena ? Não conto quem, nem sob tortura.
  • que eu adoro tirar sarro do meu irmão ? Porque ele sempre leva a sério. E fica bravo de verdade. Desde criança.
  • que as meninas ganharam seu primeiro conjuntinho de calcinha e sutiã? E já usaram ! Ai, que lindo meu bebê (piada interna).
  • que eu acho que este post vai ser auto-atualizável ? À medida que eu for me lembrando de mais coisas...
  • que eu não sei como você aguentou ler tanto about myself ? Obrigadinha.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

4 anos: Parabéns, Lucas !

(clique na imagem para ampliá-la)

sábado, 23 de maio de 2009

Ops!

Ontem, na hora do almoço, fui tomar meu comprimido de ferro, como faço todos os dias. Peguei a cartela, tirei o comprimido, o último, engoli e joguei fora a cartela vazia, no lixinho da pia da cozinha. À tarde, arrumando minha bolsa, vi uma cartela do comprimido de ferro lá dentro. 'Estranho', pensei, 'Sempre utilizo uma cartela por vez...'. Por via das dúvidas, fui ao lixinho da pia e resgatei a cartela vazia. Bingo! Ao invés do ferro, tomei o comprimido do antibiótico, que já havia parado de tomar há uns 8 dias. Se meu maridão tivesse feito isso, eu não me espantaria. Mas, eu ?? Será a falta do útero ? Disseram que não ia fazer nenhuma falta ao organismo...

O blog

Ainda bem que não é necessário um número mínimo de leitores para se manter o blog. Caso, contrário este blog já não existiria mais.

Tenho alguns leitores fiéis. Vêm diariamente, comentam sempre. Tem também os leitores ‘ouvintes’. Lêem sempre, mas, tímidos, nunca comentam. Tenho, ainda, alguns outros leitores em potencial. Gostariam de acompanhar o blog, mas não o fazem, por falta de tempo, me disseram. De vez em quando, envio um post para eles, por email. Mas, bem light, porque a minha fase inicial, de pedinte de leitores, já passou. E o engraçado é que eu achei que, justamente esses, seriam os leitores mais assíduos. A gente se engana. E assim a vida (e o blog) vão indo. Adoro quando deixam comentários. Embora eu nunca os comente.

Mas, creio que, mesmo se houvesse número negativo de leitores comentaristas (e, creiam, é bem próximo disso), ainda assim continuaria a escrever. Porque, antes de mais nada, escrevo para mim. Ajuda a organizar o pensamento e a espantar os fantasmas. Neste processo pré e pós operatório, foi muito bom me valer deste instrumento. Mas, poderia ser apenas um diário pessoal, sem acesso externo ? Poderia, sim. No entanto, a possibilidade de que alguém venha a ler, faz com que o esforço seja maior. Alguém pode ler um post. E gostar. Ou criticar. E isso me atrai. Obrigada a todos os meus leitores.

terça-feira, 19 de maio de 2009

No hospital...

Pomadinha

Voltei ao médico hoje. Ele me disse que estou muito bem, que meu corte e cicatrização estão ótimos. Me mostrou o relatório da biopsia, que não indicou nada de 'maligno'. O meu ex-útero pesava 500 g (um útero normal pesa de 30g a 50g) !!! E eu achando que estava gorda... Taí o culpado. Bom, a consulta estava agradável, até o momento em que ele me prescreveu uma pomadinha. Para passar no corte. Várias vezes ao dia. Todos os dias. Oh, oh... E agora ? Eu, que não quero nem ver o dito cujo, agora vou ter que passar pomada no corte ?! Euzinha, by myself ? Tava tão bom só tomando remedinho...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Banho

Não gosto de tomar banho. Não, por favor, não me entendam mal. Eu, atualmente, não estou gostando da hora do banho. Conforme ela se aproxima, vai me dando uma agonia. 'Vou ter que passar por isso, de novo ?' Explico: quero a maior distância possível desse corte que ora habita meu corpo. Não vi, não quero ver e, com fé, não verei nunca o dito cujo. Do umbigo para baixo, já não me olho mais, desde sábado. De maneira que, na hora de tomar banho, finjo que não é comigo. Deixo a água escorrer e pronto. Me dá aflição só de pensar. Frescura ? É, das grandes. Mas, sou assim. O médico explicou que os pontos serão absorvidos pelo organismo. Único alento. Porque lembro que, na cesárea, a aflição na hora de retirar os pontos foi enorme. Ainda bem que não vou ter que repetir isso. Torço para o momento que ele, o corte, vire uma cicatriz light, tal qual a da cesárea. Quase invisível. E aí eu me pego pensando: ou eu sou por demais medrosa/fresca ou as pessoas são por demais corajosas. Essas mulheres (e homens também) que fazem lipoaspiração, colocam silicone, reduzem abdomen ... Como conseguem ??? De livre e espontânea vontade... Admiro!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Praticidade

Eu adoro a praticidade do email. Já falei disso aqui. Mas, infelizmente, nem todos concordam comigo. Quando, recentemente, anunciei a data da minha operação, via email, fui bombardeada por críticas: 'Onde já se viu ? Avisar por email ?', 'Que falta de consideração ! Absurdo','Uma notícia dessas e você me envia um email?' e por aí foi.

Sinceramente, não entendo, ainda mais considerando-se que o assunto do email não era de altíssima prioridade. Ao fazer um telefonema, posso ligar em um momento não adequado, no meio de uma reunião, etc. Atrapalhar. Com o email, não. A pessoa lê quando puder e responde, se quiser. Perfeito! Fora, a facilidade de se atingir um maior número de pessoas com uma única ação. O porquê das críticas, então ? Imagino que a verdadeira razão seja, ainda, a falsa impressão de que o email é dirigido à massa e faz com que a pessoa não se sinta reconhecida, amada e tudo o mais que Freud explica. Bobagem ! Ao fazer o tal 'anúncio', escolhi as pessoas que queria que soubessem. Não enviei para a minha Caixa de Contatos completa. Pensei que, para mim, seria importante que essas determinadas pessoas, somente elas, soubessem da data do desfecho. Queria e precisava contar com o apoio delas. E, embora com críticas, foi isso que aconteceu. Todos me responderam. Via email ou telefone. E eu fiquei chateada com quem me enviou email ? Não ! Então, utilizemos a tecnologia a nosso favor. Sem conservadorismos.

Comunicação

Vale a pena assistir !

Passeio


Amanhã as meninas têm uma 'saída pedagógica' com a escola. Saem às 7h e voltam às 18h (sempre atrasa, ainda mais de sexta-feira).Vão para Bertioga, litoral paulista, com direito a passeio de escuna e tudo. O objetivo é conhecer a reserva ecológica da região e o patrimônio histórico da cidade, onde visitarão um forte, compatível com o que elas estão estudando no momento. Me dá um certo receio. Estarão acompanhadas dos professores, além de monitores, trilheiros, bombeiros e um biólogo. Mas, ainda assim ... Longe, barco, mar. Sei que não posso impedir. Não seria justo com elas, que estão empolgadíssimas, embora, no fundo, fosse isso o que eu gostaria de fazer.

UPDATE: Passeio adiado em função do mau tempo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cálculos Pós-Cirúrgicos

Imagine uma pata choca andando com a postura do Corcunda de Notre Dame. Visualizou ? Sou eu. Não consigo andar como uma pessoa normal !!! Perdendo a paciência... E ai comentei com uma amiga que, na cesárea, a minha recuperação foi muuuuito mais rápida. Que eu achava que isso era devido ao tipo de cirurgia. E ela, rapidamente, complementou: na cesárea, querida, você era dez anos mais jovem. Não tinha visto sob essa ótica. Doeu !

Para subir ou descer da cama, tenho que calcular o ângulo e altura de menor impacto à intervenção. E, por vezes, erro. E me auto xingo. Vontade de comer alguma coisa ? Antes, calculo se a fome é mesmo compatível com a velocidade e o número de passos que tenho que dar para chegar à cozinha. O telefone está tocando ? Que ele tenha paciência, porque correr para atendê-lo é uma habilidade que me falta no momento. Ainda bem que fiz Exatas. Muitos números nessa atual etapa pós-cirúrgica. Mas, não me entendam mal. Isso não é uma reclamação, tá ? Apenas um desabafo...

Por aqui, está tudo ótimo. Mesmo porque, saiu o resultado da análise patológica dos meus ex-órgãos. Segundo o relatório, 'não há indícios morfológicos de malignidade'. Bom, né ?

terça-feira, 12 de maio de 2009

After All

Estou de volta! Recebi alta hoje de manhã. Tão bom chegar em casa ! Tenho que ficar de repouso pelo menos até a próxima semana, quando retorno ao consultório médico para reavaliação. Não sinto dores, apenas um incômodo na região do corte. Ando devagar e curvada. Imagino que, com o passar dos dias, devo conseguir voltar à postura normal. Na minha avaliação, essa cirurgia é bem pior que a cesárea, pois a minha recuperação foi beeeeem melhor quando tive as meninas. Suponho que a 'mexida interna' seja maior neste tipo de intervenção ...

Obrigada a todos que se preocuparam, ligaram, visitaram, perguntaram... É muito bom se sentir querida...

sábado, 9 de maio de 2009

Preservando a Natureza

Sabia que com o simples ato de fazer xixi no banho, você ajuda a preservar a Natureza ? É o que informa a campanha da SOS Mata Atlântica. Segundo eles, você pode economizar uma descarga por dia (cerca de 12 litros de água) com esse simples ato. O site é super bonitinho e tem todas as explicações.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Twittas ?

Você twitta ? Não ?! Sinto informar que você está completamente por fora das atuais tecnologias de comunicação. Não basta ter um email. Tem que ter um blog. E não basta ter um blog. Tem que ter um twitter.

Twitter é uma rede de comunicação que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas texto, limitado a 140 caracteres, via sms, email, etc. As atualizações são exibidas em tempo real e enviadas a outros usuários que se inscreveram para recebê-las, por sms, pelo site oficial ou por feeds. A chave central é a resposta à :'O que você está fazendo?'

Se eu já tivesse aderido ao twitter, amanhã, a coisa funcionaria assim. Eu, do meu celular, mandaria uma mensagem: 'Estou saindo de casa, rumo ao hospital'. Depois: 'Cheguei. Entregando documentação'. Continuando: 'Já estou no quarto'. Mais: 'Indo para a sala de cirurgia'. Última: 'Confiscaram meu celular. Tchau!' E os meus seguidores, receberiam tudo em tempo real. Sacaram ? Vocês devem estar se perguntando como não aderiram, ainda, né ? Vão lá, então.

Sorte

Às vésperas da operação, o que mais tenho ouvido é: 'Boa sorte!'. Agradeço a todos os que têm me desejado isso. Eu mesma, quando não sou a vítima paciente, também desejo boa sorte a quem vá passar por algo semelhante.

No teatro, dá azar desejar boa sorte aos atores. Parece que essa tradição começou na França. Tem que se desejar 'merda'. E também dá azar agradecer ao 'merda'. O certo é responder com 'merda' de volta. Os atores, por via das dúvidas, recusam-se a falar 'boa sorte' no backstage. Na Inglaterra, diz-se 'break a leg' (algo como 'quebre a perna'). Ou seja, sempre algo do tipo 'se ferre' para que aconteça justamente o contrário.

Tenho andado meio preocupada com isso. Nunca ganhei uma rifa na escola, um sorteio no bingo. Apesar de jogar na MegaSena, quando está acumulada, também nunca ganhei. Então, se depender da minha sorte para a operação ser bem sucedida, sei não...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Almoço do Dia das Mães

Normalmente, no Dia das Mães a gente fica pensando se vai para restaurante e se irrita com a espera, se almoça na casa da mãe ou da sogra, se reúne todo mundo na casa de um irmão, enfim, mil combinações.

No entanto, neste Dia das Mães, não tenho escolhas a fazer. Estarei no hospital e, espero, lúcida, sem dores e sem útero. Com todos do lado da minha cama. Um almoço regado a remédio e a comida, meio insossa decerto...

Eu poderia ter pedido para adiar por uns dias a cirurgia, fazê-la durante a semana, por exemplo. Não atrapalharia a comemoração do Dia das Mães da minha família. E aqui peço desculpas à minha mãe, ao meu irmão e a minha irmã. Mas, cheguei em um ponto de querer a cirurgia, entendem ? Não que isso signifique que não tenha medos. Longe disso. Mas, cansei. Dos remédios, do inchaço, do útero de tamanho equivalente a uma gravidez de 4-5 meses, das hemoglobinas oscilantes. Chegou. Já deu o que tinha que dar. Talvez seja esse mesmo o processo de uma operação: negação, conformismo, aceitação.

E isso porque estou falando de um problema simples, totalmente curável. Fico imaginando as mulheres que não têm filhos (e os queriam), mas que receberam um diagnóstico igual ao meu. Fico pensando nos tantos filhos que também estarão no hospital com suas mães, mas porque elas sofrem com câncer, aneurisma, derrame... Então, embora nos últimos tempos esse blog esteja semelhante a um muro de lamentações, tenho noção de quão felizarda eu sou. Vou lá, retiram meu útero e, voilà, vida normal. Quem poderia querer mais ?

Medos

E por falar em medo, além do de cirurgia, creio que o maior e mais conhecido é o medo de baratas. Medo, não. Fobia. As pessoas acham que é frescura. Mas, infelizmente, não é. É maior do que eu. Eu sofro, de fato. A simples visão do inseto, já me põe a correr, quando dá.

Certa vez, li que há, na Inglaterra, um programa para curar as pessoas da fobia de aranhas, que existem aos montes por lá. Ao final do curso, o ex-medroso faz até carinho na aranha !!! Existisse algo semelhante a isso, voltado às baratas, por aqui e eu não participaria. Simples. Ficar numa sala, de livre e expontânea vontade, com um monte de baratinhas ? No, thanks.

Recém-casada, moramos por algum tempo em um flat. Pequenino. E apareceu uma barata voadora. Não tive dúvidas. Saí do apartamento, de camisola e fiquei esperando no corredor, enquanto o maridão tentava se livrar da dita cuja. Detalhe: não me contento apenas com a informação de que o inseto passou desta para melhor. Preciso de uma prova, entendeu ? Do cadáver.

De outra vez, estávamos eu e as meninas sozinhas na casa do Guarujá. Fomos dormir e o que estava nos esperando no quarto ? Ela. Ficamos as três um tempão gritando em cima da cama. Na esperança de que a caseira ouvisse e viesse nos acudir. Em vão. Se fosse um ladrão...
Nesse meio tempo, liga a minha mãe no celular. Coitada. Ouvindo tamanha gritaria, tentava me dar o encorajamento necessário para sair da cama e tomar uma atitude. Desliguei o telefone e ainda fiquei um tempão em cima da cama, numa tentativa de auto-convencimento a sair de lá. Creio que o fato de as meninas estarem comigo, tão assustadas quanto, foi um plus para que eu saísse da cama correndo, descesse até a sala, pegasse o inseticida, voltasse e borrifasse, ao léo, em todos os cantos do quarto. Detalhe: tudo de cima da cama. Em algum momento, o bicho sucumbiu. Mas, agora, surgia outro problema. Como retirá-la do quarto ? Sim, já estava morta. Mas, pegar uma vassoura e varrê-la para fora do quarto, é outro passo difícil para mim. Sem frescuras. Bom, ficamos mais um tempão em cima da cama (é ridículo, eu sei). Pensando no que fazer. Com muita dificuldade, consegui pegar uma vassoura e fazer o que tinha que ser feito.

Repito: é um sofrimento. As pessoas riem, acham que é exagero, desdenham. Mas, as coisas são como são. Não consigo mudar isso. Embora, quisesse. De verdade.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reações Diversas

Por telefone 1:
-'Ká, mas jáááá ? '

Por telefone 2:
-'Ká, acabei de receber seu email ... Como assim operação no sábado ? Estou com medo...'
-'Hello ??? Eu que vou ser operada! Eu que estou com medo ! Você tem que me ligar e dizer que vai tudo correr bem, entendeu ?'
-'Ah, tá ! Ká, vai tudo ficar superr bemmmm !!! Operação ? Uh-Hu! Que legal !!! ', pausa, 'Assim tá bom ?'

Por telefone 3:
-'Oi, Ká ! Li seu email. Vai ter que tirar o mioma, né ?'
-'Oi. Não. Vou tirar o útero, mesmo.'
-'Ah! Sei.', depois de um silêncio na linha, 'Então, não se preocupa, não. Vai ser fichinha. Você sabe que operação é comigo mesmo. Já passei por várias. Bom, nenhuma igual a essa sua. Mas, eu sei que tudo vai ficar bem. Pode confiar.'

Por email 1:
'Nossa, estava pensando em você, quando recebi seu email. Você tem os detalhes: se pode visitar, qual tipo de anestesia, quanto tempo de internação, etc ? Mas, olha, vai dar tudo certo. Fique firme, vc vai ver, é mais fácil que tirar uma unha encravada!!! Quando você acordar da anestesia, pronto. Tudo resolvido.'

Por email 2:
'Bom, não vai dar nenhum pau no sistema enquanto isso, né ?'

Por email 3:
'Boa sorte ! Vai dar tudo certo ! E o Einstein é um hotel 5 estrelas, né ?'

Por email 4:
'Depois da tempestade vem a bonança, vais se achar tolinha, por ter sofrido tanto de medo'

Por email 5:
'Fé em Deus e boa sorte. Tudo vai dar certo!'

Sábado

Então, acabei de ficar sabendo: a cirurgia vai ser neste sábado, às 13 horas. Que domingo chegue logo !

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tática

Já me conformei com a operação. Já escolhi o médico. Já optei pelo hospital. Já conversei com mulheres que passaram por isso. Já estou fazendo os exames pré-operatórios. Estando tudo bem, vamos à cirurgia. Semana que vem, talvez. Já sublimei. Não penso na intervenção em si. Penso na SituaçãoAtual X SituaçãoPosterior. Que há de ser melhor. Muito melhor. Eliminei o durante. Não penso em possíveis complicações. Só nas prováveis soluções. Captaram a minha tática ? Pronto. De modo que estou preparada. Acho...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Desligado ? Eu ?

Não posso deixar de constatar: meu marido é muuuuuito desligado. Estou para conhecer alguém tããão aéreo quanto ele. Quem o conhece, sabe que não estou exagerando. Agora há pouco, ele chega aqui em casa, todo esbaforido (para variar, havia esquecido o celular aqui em casa, desde de manhã):
-'Rápido, um telefone!'
-'Gente, que acontece ? Não fala mais nem oi ?'
-'Eu trouxe o carro errado...'
-'Como ?'
-'Peguei um carro no estacionamento que não é o meu! Vim com o carro de outra pessoa! Veja aqui se tem o telefone do estacionamento...'
No boleto do estacionamento, lááá do centro da cidade, não tinha o telefone. Corri para o computador e procurei na internet. Por sorte, achei. Ele ligou, explicou a situação e descobriu que o dono ainda não havia chegado para buscar o carro. Foi para lá correndo para destrocar os carros. Não voltou ainda.
-'Mas, você não percebeu nada de diferente ? Nem as músicas do rádio ?'
-'Não, Kátia. Mesma cor, mesmo modelo. Notei umas músicas diferentes ... Mas achei que você tivesse trocado os cds e nem dei importância...'
-'E como você chegou à conclusão de que o carro não era o seu ?'
-'Quando cheguei aqui, o cara do estacionamento perguntou se eu ia sair cedo. Disse que não ia sair muito cedo, não. E aí ele me avisou que amanhã era o rodízio. Eu respondi que não. Que o rodízio do meu carro era hoje. O cara insistiu. Aí que eu fui ver a placa do carro e só então percebi ...'
Imagina se as placas tivessem o mesmo final... Imagina se o cara do estacionamento não falasse do rodízio ? Amanhã ia ter que visitar marido na prisão...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Olfato

Já comi mais chocolate do que deveria. Ontem, para piorar, ganhei um ovo de páscoa d-e-l-i-c-i-o-s-o do maridão. Daqueles ovos bons, sabe ? Hum... Comi um monte. Somado ao inchaço provocado pelos remédios que estou tomando, já devo estar com uns cinco quilos a mais ... Who cares ? EU. Mas, como resistir ? Vivo com esse sentimento de amor e ódio ao chocolate .....

Então, hoje não se come carne. Nem frango. Mas, eu não como peixe. And so ? As lembranças que me vêm, quando penso na sexta-feira santa, são aquele cheiro insuportável pela casa, eu me sentando o mais longe possível do meu pai, da minha mãe e da travessa de bacalhau à mesa. Comendo meu purê de batata e ovo frito ou macarrão com molho branco. Lembro, também de me recusar a lavar a louça, visto que tudo estaria impregnado de bacalhau. Argumento aceito pela minha mãe, coitada.

Ontem meu marido comprou, adivinhem ? Bacalhau. E camarão. Para minha mãe fazer. Como ele ficou com preguiça de levar ontem à noite para a casa dela, teve que ficar ‘dessalgando’ o dito cujo. Mandei ele colocar o bicho lá no tanque e resolver isso sozinho. Nada de cheiro na minha cozinha. E assim maridinho fez.

Agora, estamos indo para a casa da minha mãe. Levando as compras. Mais uma sexta-feira ao aroma de bacalhau! Que sábado chegue logo !

Saga

Ontem, fui a dois médicos. De manhã,voltei ao hematologista, já com meu Hb=12.2. E ele me deu parabéns ! Só faltou o pirulito. Achei tão engraçado... Como se eu tivesse me comportado muito bem. Mas, o fato é que eu não fiz nada, pelo menos, de caso pensado, para que as hemoglobinas sumissem. Assim, como, também, não fiz nada, para que elas voltassem. Quer dizer, tomei uns remédios que me foram prescritos e pronto. O milagre se fez. Então, parabéns ao médico, à medicina, às empresas farmacêuticas que resolveram o problema de como trazer as hemoglobinas de volta a um organismo. Ele me disse que devo continuar a tomar meus comprimidos de ferro e voltar daqui a um mês. Então, tá.

Continuando minha saga, à tarde, fui a um outro ginecologista. Pedir uma segunda opinião. Diagnóstico: retirada do útero. OK. Argumento aceito. Rumo à operação. Agora, cabe a mim marcar o dia, escolher o médico e vamo-que-vamo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nuances

Outro dia uma amiga perguntou se eu não queria tentar fazer uma operação espiritual. Do mioma. Ela me acompanharia ao centro espírita. O máximo que poderia acontecer seria não acontecer nada. Ficar tudo na mesma. Alguém de lá faria alguma reza, me benzeria e eu iria para casa. E as coisas se resolveriam por si só. O mioma sumiria, talvez. Foi isso que aconteceu com uma pessoa que nós duas conhecemos. ‘Mas, eu não sou espírita, não acredito nisso’, argumentei. E ela me respondeu: ‘ Não precisa ser.’ E eu fiquei pensando nisso. Na minha não espiritualidade. No meu medo de ir e, de repente, o mioma sumir. Como lidar com isso depois ? Como explicar ?

Eu sou muito cética. Tenho que ver para crer, sabe como ? Só preto ou branco ? Com dificuldades de enxergar os gris, as nuances de cinzas ? Sempre fui assim e, conforme o tempo vai passando, percebo que não levo nenhuma vantagem nisso...

Lembro que, certa vez, desci com as meninas para brincar. Elas eram bem pequenas. Deviam ter uns 2 anos. Fomos para a quadra, local em que elas estavam acostumadas a brincar.Neste dia, no entanto, uma delas não quis entrar de jeito nenhum na quadra. Começou a chorar e eu insistindo e o berreiro aumentando. Bom, desisti, tamanho o escândalo. Comentei com uma amiga o que tinha acontecido. E ela me explicou que acreditava que as crianças vêem coisas que nós não vemos. Eu, racionalmente,não consigo vislumbrar isso. Mas, para a cena que eu havia presenciado na quadra, parecia fazer sentido. Mesmo porque, no dia seguinte ela brincou na quadra normalmente...

De outra vez, fazia alguns dias que meu pai havia falecido. Sonhei com ele. Um sonho tão bom! Ele vinha se despedir e dizer que estava bem. E me deu um beijo. E eu acordei. Demorou para eu perceber que tinha sido um sonho, tamanha a sensação boa que me tomava. Era como se ele estivesse estado ali, do lado da minha cama e tivesse, de fato, me beijado. Eu, racionalmente, não creio que isso seja possível. Mas,no entanto, queria me permitir acreditar. O sentimento bom daquela despedida permaneceu. Por muito tempo.

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta

Achei tão legal essa idéia de se apagar as luzes, por uma hora, em vários países ao redor do mundo...Algumas semanas atrás, quando ficamos sabendo, conversamos com as meninas, explicamos o porquê que seria importante, falamos da conscientização e topamos participar. Nós quatro. Mesmo ficando sem internet e sem TV. Dia 28/03, às 20:30h. Ocorre que, na minha cabeça, sabe-se lá porque, dia 28 seria domingo. Donde se conclui que nós não participamos, infelizmente, conforme planejado. Shame on me ! O pior de tudo é que eu não posso nem culpar a falta de hemoglobinas ! Deve ser a idade mesmo. Sorry, planeta. Estivemos com você em planejamento, ok ? Há, ainda, um atenuante. Como voltamos do Guarujá por volta das 21 h, nosso apartamento esteve apagado por meia hora, pelo menos, juntamente com todos os cidadãos conscientes do mundo todo. Meio que vale, né ?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Chegou: Hb=12.2

Pronto! Alcancei a taxa mínima das hemoglobinas ! Agora, só manter ...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Com sua licença ...

Peço licença aos meus queridos leitores.
Abre parênteses: Meu irmão é o irmão mais ciumento do mundo.Ever. Fecha parênteses. Prontofalei !

quarta-feira, 11 de março de 2009

Segunda opinião

Fui em um hematologista renomado do Einstein. Pedir uma segunda opinião. Ele falou que todo o procedimento feito no meu caso foi correto. Disse, ainda, que se 100 mulheres entrassem em seu consultório, ele acertaria, sem nenhum tipo de exame, a causa da anemia de 99 das 100: perda menstrual. E que se, 100 homens entrassem em seu consultório, ele acertaria, sem nenhum tipo de exame, a causa da anemia de 99 dos 100: perda digestiva. Sugeriu que eu trocasse as injeções de ferro por comprimidos. Duas vezes ao dia, todos os dias da semana. Salientou que, por puro preciosismo, teria pedido um exame de sangue oculto. E que, teria pedido, ainda, alguns exames complementares para saber a quantidade de ferro no meu organismo. Que teria dado muito baixo, mas que ficaria documentado. Gostei muito dele. Deu para tirar todas as dúvidas e ficar tranquila em relação ao tratamento vigente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Devagar e sempre: Hb=9.7 !


terça-feira, 3 de março de 2009

Consulta pós 7.0

Então, voltei ao hematologista, já como uma pessoa 7.0 de hemoglobinas. Ele adorou ! Disse que estava ótimo, que com isso estávamos repondo o estoque de ferro no meu organismo. E que o processo era esse mesmo, quando eu reclamei que achei que poderia ter aumentado mais. Já saí da faixa de ter que fazer transfusão de sangue (para taxas < 7). Disse, também, que o fato de eu ter estado com uma taxa tão baixa foi muuuito grave. Poderia ter tido um desmaio, um infarto, faltar oxigenação no cérebro, enfim, estava correndo perigo. Por sorte, não tive nada e vamo que vamo! Não preciso mais ficar em repouso absoluto, mas, no entanto, não devo, ainda, fazer esforços físicos. Devo continuar com as aplicações de ferro (faltam três) e voltar lá no final do mês, quando farei um novo hemograma. Mas, o maaais legal, foi ele ter dito que eu devo ter uma alimentação normal, não sendo necessário, por exemplo, comer fígado !!! I love esse médico...

Ontem, fui à ginecologista. O mioma aumentou bastante, assim como o volume uterino (de 119 cc passou para 533 cc). Ou seja, é cirúrgico mesmo. A não ser que eu resolva ficar tomando medicamento (hormônios) enquanto meu organismo não chiar... De qualquer maneira, só posso pensar em cirurgia quando a taxa de hemoglobinas estiver normalizada. Tenho esse tempo para pensar ...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Devagar e sempre: Hb=7,0 !

Fiz hoje o hemograma. Não aguentei esperar até amanhã. As hemoglobinas estão voltando, lentamente. Bemvindas, amiguinhas ! Não tenham medo ! Sintam-se em casa...


Passei de 'microcitose acentuada' para 'microcitose moderada'. Suponho que seja uma coisa positiva. Ser moderado é sempre bom, não? Com as células não deve ser diferente...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Tá sem tempo ?

O Tempo
Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Véspera dos 10 anos

Amanhã, as meninas fazem 10 anos !!! Uau ! Aquele clichê: o tempo passa muito rápido. Lembro muuuito da minha gravidez, que foi super tranquila, apesar de gemelar. Lembro dos 17 quilos que eu engordei. Lembro da angústia e alegria ao saber que eram dois bebês. Depois, que eram duas meninas. Lembro da minha insistência em que o maridão tirasse fotos da minha barriga, bem no início da gestação. E ele dizendo que não havia barriga, ainda. Lembro de reclamar sobre isso com o meu médico: cadê essa barriga ? E de ele me responder que eu tivesse calma, porque quando ela surgisse, ia crescer muito depressa. Lembro das meninas se mexendo na barriga. Lembro de ter o braço engessado no meio da gravidez, por conta de uma tendinite. Lembro da agonia ao perceber que a loja havia entregue apenas um dos berços. 'Mas, moça, e se as minhas filhas nascerem prematuras ? Como faço ?'. Lembro da lista infinita de nomes a serem escolhidos. Lembro de ficar entrando no quarto delas, olhando os móveis, mexendo nas roupinhas. Só esperando por elas. Lembro do dia 26/Fev/99. Do nervosismo. Da sala de parto. Do marido do meu lado. Dos médicos discutindo sobre modelos de carro. Do meu batimento cardíaco indo às alturas. Do anestesista pedindo que os médicos iniciassem logo o procedimento. E lembro, com uma nitidez impressionante, de não sentir as minhas pernas. De querer movê-las e de não conseguir. Lembro da enfermeira colocando-as na posição desejada. Como se já não me pertencessem. E lembro do chorinho. O primeiro chorinho. Da Camila. Levaram-na, deram uma limpadinha rápida e a colocaram bem pertinho de mim. E nós choramos. Depois, lembro de ouvir um médico falando para o outro: 'Empurra'. E de um deles empurrar a parte de cima da minha barriga para baixo. E aí ouvi outro chorinho. Da Sabrina. Também levaram-na. Quando ela voltou, tinha um gorrinho na cabeça. E eu lembro de ter achado que ela era tão pequenina. E puseram-na bem pertinho de mim. Continuamos chorando. Lembro de ter visto meu pai, minha mãe e minha irmã na janelinha. Nesta sala, é possível que os familiares assistam ao parto através dessa janelinha. Depois, fui encaminhada para uma sala de repouso. Depois do que pareceu uma eternidade, fui levada ao quarto. Pessoas queridas me esperavam. Meu marido, minha mãe, meu pai, minha irmã, minha comadre, meu compadre ... Depois de um século, trouxeram as meninas. Tão quietinhas. Tão pequenas. Seria eu capaz de cuidar delas ? A primeira vez amamentando. Eu aprendendo. Elas também.
E hoje, cá estamos. Na véspera do aniversário. Jantamos no Fridays, tomaram sorvete e combinamos de ficarmos acordados até a meia-noite. Para comemorarmos desde o primeiro minuto do dia 26. Amanhã, elas decidirão se irão para a escola. E o que mais quererão fazer.

UPDATE: Eu, Kátia, nascida e domiciliada na cidade de SP, casada, um marido, duas filhas, declaro, para os devidos fins, que meu irmão, nascido em SP e domiciliado em uma cidade próxima de SP, casado, uma esposa, três filhos, esteve na maternidade, no dia 26/Fev/99, visitando a mim e às suas sobrinhas recém nascidas. Ele não assistiu ao parto, nem estava no quarto quando eu voltei da sala de recuperação, chegando, no entanto, no mesmo dia, mais tarde.

Resumo Carnavalesco

Nunca gostei de Carnaval. Nem na época em que moramos em Recife. De maneira que, ficar este feriado em casa, quietinha, não foi nenhum sacrifício. Descansei bastante. Aluguei 5(!) filmes. Todos bons. No sábado, fomos para a casa do meu irmão, a cerca de 1h de SP. Passamos a tarde com eles. Voltamos à noitinha, mas as meninas e a minha mãe ficaram para dormir por lá. No domingo, preparei um almoço bem 'ferroso'. De entrada, 'Creme de Beterraba' (receita maravilhosa, porque eu não gosto de beterraba e amei, assim como maridão) e, prato principal, 'Risoto de Tomate Seco' plus um bifinho (e dá-lhe ferro!). Sem modéstias, o almoço estava muuuito bom !!! Na segunda, terminamos de assistir aos filmes alugados e à noite fomos na casa da filha do maridão. O Felipe (5 meses) está tão fofo! Relembrei os velhos tempos: dei mamadeira e ainda consegui fazer ele dormir. Na terça, levamos as meninas e uma amiguinha ao cinema para assistir 'Coraline', em 3D. Bonitinho. Hoje acordei antes das 6 da manhã para ir ao laboratório, continuar com minha rotina de exames. Desta vez, no cardápio, ultrassons mil e mamografia (fala sério, com tanta tecnologia à disposição, como ainda não descobriram um método menos dolorido de se fazer esse exame???).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Melhor, impossível

Meu irmão acabou de me ligar perguntando se eu estava bem depois do desmaio...
-Oi ? Desmaio ? Eu ? Mas, quando que eu desmaiei, minha gente ?
-Kátia, acabei de ler no seu blog! Assim você me deixa muito preocupado...
-Eu escrevi isso ? Eu desmaiei ?, perguntei para ele e fiquei pensando: Será que a ausência dessas células já está afetando minha memória, será que já estou trocando as bolas ? Hemoglobina, hello, volta para mim !
-Você escreveu sim. Está aqui no seu útimo post: “Ontem à noite, senti um pouco de tontura, próximo da hora de deitar.”
-Querido irmão, posso estar sem hemoglobinas, mas eu diria, com alguma certeza, que ‘desmaio’ não é sinônimo de ‘tontura’. Ou será que com as novas regras ortográficas, isso também mudou ?
-Ah, tá. Mas, você está bem, né ?
-Ótima. Deitada o dia inteiro. Mimada pelo marido. Levando umas picadas de quando em vez. Telefonemas do Brasil todo. Melhor, impossível!
-Se cuida, então. Beijos.
-Só o que eu faço, brother. Ultimamamente, é só o que eu faço! Beijos.

Lado Polyanna de ser

Minha amiga me ligou, segundos depois de ler o email que eu havia enviado, contando das novidades.
-Kátia, você tá bem ?
-Estou, sim. Está tudo sob controle.
-Olha, deixa eu te explicar uma coisa. Novidade é quando você fica grávida, compra um apartamento, troca de emprego. Entendeu ? Não quando está à beira da morte. Quase tive um enfarte ao ler seu email...
-Não exagera. Não deixa de ser uma novidade. Não das muito boas, mas... Vejamos pelo lado Polyanna: descobrimos tudo antes de eu ter um enfarte. Não é bom ?
-É. Sob esse ângulo, é ótimo. Se cuida, hein ! Beijos.
-OK. É o que mais faço ultimamente. Beijos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Frescura ?

Ontem à noite, senti um pouco de tontura, próximo da hora de deitar. Havíamos acabado de assistir a um DVD. O marido ficou muito preocupado, já queria me levar ao hospital. Consegui demovê-lo da idéia, mas, ele resolveu desmarcar uma reunião que teria hoje pela manhã, fora de São Paulo. Só para me acompanhar ao médico. E assim vou indo, além de ter ficado mais limitada, tenho limitado os outros também. Durante essa semana, minha amiga tem vindo pegar as meninas para levá-las na escola. Detalhe: ela mora do lado do colégio. E agora tem que dar essa volta para me ajudar. O maridão, além da preocupação, tem tentado se equilibrar entre o trabalho, buscar criança na escola e idas ao médico para me acompanhar. Mas, o mais interessante disso tudo é que, por causa da ausência de sintomas, fico me sentindo meio inútil. Como se fosse frescura da minha parte. Sei que não é, mas assim me sinto. Fico aqui torcendo para as hemoglobinas perceberem meu estado de espírito e aparecerem de vez neste corpitcho. Tipo um overflow hemoglobinal. Acho que hoje devo fazer, de novo, outro hemograma para ver a quantas anda essa taxa...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Na minha idade ?

-Muito complicado receitar qualquer coisa no seu caso... Na sua idade...Ainda mais no Pronto Socorro...
- Oi ? Como assim ‘na minha idade’ ? Hello ? Só tenho 41 !!, pensei. Maaas, tendo em vista as circunstâncias, mantive o sorriso no rosto e continuei ouvindo a médica
- Pode dar AVC, trombose. Depois, não vamos continuar te acompanhando... Muito difícil no seu caso... 41 anos ...
-Ei ! Eu sei a minha idade ! Não precisa ficar falando desse jeito!, pensei novamente. Suspiro light. Sorriso mantido. Continuo a ouvi-la, atentamente.
-Olha, eu vou consultar o meu colega. Ele é o chefe do departamento. Vamos ver se ele tem uma outra opinião. Aguarda um pouquinho.


Fiquei aguardando. E pensando. Desde quando a minha idade seria empecilho para alguma coisa ? Eu me sinto bem, não uso bengala, consigo utilizar o banheiro sozinha, levo as crianças na escola, trabalho, não tomo remédios (bom, pelo menos até a semana passada, antes das minhas hemoglobinas resolverem entrar em greve). A médica volta e interrompe meus pensamentos.

-Então, ele viu seu caso e falou que não tinha nada a fazer, mesmo.
-Simples assim ? Já posso ir escolher a cor e o tipo do meu caixão ? Fazer um testamento ?
-Calma. Seguinte: vou te receitar um antiinflamatório, que deve diminuir o fluxo, não bloqueá-lo. Já não dá mais tempo neste ciclo. Você toma, vai no seu ginecologista e veja o que ele vai te sugerir.
-Então, tá, doutora. Obrigada pela atenção.


Então é isso. Ultimamente tenho aprendido muito sobre ter 41 anos, retirar um mioma, ou retirar o útero ou fazer uma ablação endometrial ou uma embolização. Mil possibilidades. Vivendo e aprendendo. Em paralelo, continuo tomando ferro na veia e visitando médicos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O corpo tem sempre razão

Sou Analista de Sistemas. E desde há muito tempo, aprendi que o computador tem sempre razão. Não adianta discutir. Se não está dando certo, alguma coisa errada o operador fez. Simples assim. Hoje eu aprendi que o nosso corpo também tem sempre razão. Ele até tenta se virar com os problemas impostos/criados por você, operador, mas também há limites.

Voltei ao médico cardiologista hoje. Tinha que entregar o resultado dos exames solicitados.Depois do ‘Bom dia’, a primeira coisa que ele me falou foi:

-Nossa, você tá muito amarela !
- Então, doutor, o senhor já tinha notado isso na consulta anterior. Acho que por isso me pediu o hemograma completo... Lembra que falamos sobre o possível excesso de betacaroteno ?
-Sei, sei. Mas, parece que está mais amarela hoje... Bom, vamos ver... Deixa eu começar pelo hemograma... 5.3 de hemoglobina... CINCO PONTO TRÊS !!!!! Como você está aqui hoje ???? Deveria estar de cama, com dificuldade para respirar, com um cansaço absurdo !!!! Você NÃO sente nada ?????
-Não, doutor. Nada. Tenho feito minhas coisas normalmente...
-Muito estranho !!! Olha, vou ser direto. O mínimo desejável é 13. Você está com 5.3. É caso para transfusão de sangue. Desculpa, não tem como falar de outro jeito...
-Transfusão ???? Oh, oh ... Mas eu não sinto nada ...
-Essa falta de sintomas é mais preocupante ainda. Tem que procurar um hematologista. Hoje.
-Doutor, tem mais o exame do coração. Deu tudo normal, parece...
-Vejamos. É. A estrutura do seu coração está normal.
-Eu achei que o senhor ia pedir um ergométrico...
-Ainda bem que eu não solicitei !!! Com essa taxa de hemoglobina, você ia desmaiar na esteira...Olha,Kátia, o que interessa, no momento, é recuperar essa taxa. Sai daqui e vai para um hematologista agora. Não enrola. Só volta quando estiver tudo normal com o seu hemograma.


O maridão estava comigo. Voltamos meio em silêncio para casa. Cheguei e já comecei a tentar marcar uma consulta. Só consegui para março, mesmo avisando sobre o pedido de urgência. Diante disso, meu marido, muito esperto, falou:

- Vamos para a clínica de Hematologia que ele indicou e vamos tentar um encaixe.
-Mas, já liguei lá. Não tem essa possibilidade. Já perguntei...
-Kátia, vamos agora. Lá você mostra o hemograma e o pedido de urgência. Vamos ver no que vai dar.


Dito e feito. Conseguimos um encaixe. O hematologista pediu que eu refizesse o exame de sangue, lá mesmo. O resultado saiu em uma hora: de 5.3 no dia 02/Fev, passou para 6.0. O médico falou que ia tentar de tudo para evitar a transfusão de sangue, mas, para isso, eu tinha que prometer ficar de repouso absoluto (tipo da cama para o sofá e vice-versa), tomar uma dose cavalar de ferro na veia, uma vez por semana, pelas próximas seis semanas. E, além disso, pediu para que eu passasse no ginecologista para que ele me receitasse alguma droga para a suspensão da menstruação. Segundo ele, qualquer perda de sangue vai fazer com que a taxa diminua novamente, o que é inaceitável.

-Ok, doutor. Faço tudo isso para não ter que passar por uma transfusão. Só uma pergunta: porque eu não apresento nenhum sintoma indicativo ?
-Olha, você tem um mioma. Há mais de dois anos. Então, isso deve estar acontecendo paulatinamente ao longo dos meses ou anos. Não é uma coisa de ontem para hoje. O organismo vai se adaptando às condições. Provavelmente esse é o motivo pelo qual, aparentemente, você não apresenta nenhuma sintomalogia.

Fui lá ser furada mais uma vez. Tomei o tal do ferro na veia. Depois fui para casa, pensando em quão impressionante é o nosso organismo. E vamo que vamo, Brasil. Nas próximas semanas, muito sulfato ferroso neste corpitcho !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Checkup. Só Isso. Entendeu ?


Início de janeiro. À beira dos 41, resolvi marcar, pela primeira vez, uma consulta com o cardiologista. Chegando lá, ele me perguntou o motivo da minha ida e eu expliquei que eu queria fazer um checkup, por causa da idade. Ele perguntou mais umas coisas e iniciou o exame, auscultando o meu coração. Depois de um tempo, ele me disse que percebeu uma leve arritmia e um sopro. Oi ? Arritmia ? Sopro ? Eu ? Quis dizer para ele que estava ali SÓ para um checkup. Para um pedido de teste ergométrico. Sei lá. Esse tipo de coisa. E não para ouvir que tinha poucos meses de vida... Mas, não falei nada. Ele ainda complementou dizendo que não era para eu ficar preocupada. Podia não ser nada. Em seguida, colocou uns eletrodos em mim para fazer um eletro. A tal da arritmia não apareceu. Mas, ele, carrasco total, me disse que isso não significava que eu não tivesse arritmia. Precisava investigar. Saí de lá com o pedido para fazer ecocolordopplercardiograma, além de hemograma, colesterol, etc e tal. Passado quase um mês, fiz os tais exames. O ecoblablacardiograma é tipo um ultrassom, para ver ver a estrutura do coração. Resultado: coração perfeito ! O colesterol está OK, assim como o triglicérides e a glicose. A única coisa foi o hemograma que aponta para uma anemia (acho!). Tenho consulta de novo na semana que vem. E se esse médico aparecer com mais algum diagnóstico de poucos meses de vida, não volta mais lá, não.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Obrigada!

Obrigada a todos que apareceram, telefonaram, lembraram ... Thanks a lot ! A idade vai aumentando e eu vou achando que não ligo mais... Mentira! Quero soprar velinha, quero amigos e familia reunidos, quero beijinhos, quero presentes, quero mimos, quero café na cama, quero 24 horas de desejos atendidos (né Cami, Sá e maridão ?)... Bom demais !
Valeu !Até ano que vem !

sábado, 15 de novembro de 2008

35 anos

Ontem fomos a um encontro com a turma da faculdade do meu marido. 35 anos de formado !!!
Ele chegou em casa, perguntou sobre qual roupa deveria ir, eu opinei, ele retrucou que achava que não deveria ir de calça social, deveria ir mais simples, eu concordei. Ele foi tomar banho e eu fui terminar de me trocar. Quando me julguei completamente pronta, linda de viver, perguntei para ele o que achava.
Respondeu que não havia gostado. Simples assim, direto assim.

- Oi (1)???? Porque não gostou ? Vestido novo, sandália de salto, maquiagem caprichada, cabelo preso ...
- Sei lá. Não gostei do vestido. Muito simples ...
- Oi (2)???? Como assim 'muito simples' ? Você não acabou de dizer que não iria de calça social ?
- Ah, sei lá! As mulheres vão mais arrumadas, né ?
- Oi (3) ???? Você tá falando que eu estou desarrumada ? Depois de toda essa produção ?
- Não, Ká. Deixa pra lá. Eu não entendo disso. Só achei o vestido muito simples... Mas, se você acha que está legal, vai assim mesmo...
- Oi (4) ???? De fato, estava me achando o máximo. Agora, estou me achando o mínimo...

Fui procurar consolo. Liguei para minha irmã. Contei tudo o que o meu marido falou. Ela quis falar com ele. Daí ele entendeu que deveria ter dito que eu estava linda, maravilhosa, fechando o trânsito. Mas, que talvez, eu ficaria mais super linda, mais super maravilhosa, se colocasse um vestido mais chique...

Bom, enquanto eles se falavam, eu me trocava. Desisti de ir com meu vestidinho preto, básico, novo. Pus um vestido com brilhinho e lá fomos nós. Meu marido encontrou os coleguinhas, ficou felizinho, eu já conhecia alguns, conversei um pouquinho. Dei um look nas (poucas) mulheres presentes. Meu vestidinho preto, simples, não ia fazer feio, não! Todas estavam básicas... Próxima vez, não pergunto a opinião dele. Homem não entende nada da alma feminina! E é tão simples...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Só comigo

Só comigo. Estava eu, calmamente, esperando o trânsito dar uma brecha para eu poder sair da garagem do escritório do meu cliente. Lá em Diadema city. Uma rua super movimentada...Eu estava bem light, ouvindo uma musiquinha. Sem neuras. De repente, ouço um barulho. Demorei alguns segundos para perceber. O portão automático estava tentando fechar. Eu, pessoalmente, não ligo a mínima para quantas vezes esse portão tem que fazer esse movimento de abrir e fechar. Por mim, poderia ficar em um loop, quantas vezes quisesse. Só pediria que esse portão fizesse isso quando o meu carro não estivesse no meio. Tipo recheio de sanduiche, sabe ? Pois, é. Aconteceu. Comecei a buzinar feito doida e aí o portão retrocedeu. Desci do carro, fui ver o estrago (já está ficando meio constante). Desta vez, no entanto, foi na porta do motorista, mesmo. Daí apareceu o segurança, que, na hora do acontecido, estava conversando na esquina, ao invés de estar no seu posto. Enfim, dei ré para que um carro que estava chegando pudesse entrar na garagem. Só então (sou muito devagarzinha...) percebi o que tinha acontecido. O motorista desse carro apertou o controle remoto para abrir a garagem, sem, antes, olhar para ver se, por um acaso, não haveria algum carro, cuja motorista se chamasse Kátia, no meio do caminho. O portão recebeu o comando e, como já estava aberto, resolveu fechar. No meu carro.
Sabe aquele ditado de estar no lugar errado, na hora errada. Euzinha!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Então é Natal

Então é Natal. E o que você fez ?
Sinto certa agonia. Tristeza, talvez ? Não sei. Tantas coisas que deveria ter feito e não fiz. Telefonemas que devia ter dado. Encontros não realizados. Essa é a sensação primeira que me vem. Depois, as de ordem prática. Presentes que tenho que comprar, correria em que todos vão ficar, trânsito que só vai piorar e 2008 que já se vai. Um misto de 'ter que se reunir porque é Natal' com o 'o porquê de não se reunir, já que não é Natal'...
Enquanto isso, as meninas na euforia de entrar em férias, ir para o interior, ganhar presentes...
E um poema que eu adoro, sempre gostei. Triste, mas bonito. Hoje, quando leio, lembro do meu pai. Antes, não.

Poema de Natal
Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Olho vermelho...



Na segunda, a Camila, começou a reclamar de dor de garganta. Na terça, ficou com febre. Ontem, já não tinha febre, mas amanheceu com o olho avermelhado e um pouco inchado. Fiz compressa e ela foi para a escola. Não havia coceira nem secreção. Hoje de manhã o olho continuava vermelho. Resolvi levar no pronto socorro. Diagnóstico: conjuntivite viral. Mais light. Melhor do que se fosse a bacteriana. Menos mal! Cinco dias sem ir à escola. O pediatra prescreveu um colírio para ser aplicado de 2 em 2 horas, de maneira a deixar o olho bem hidratado. Só. É aguardar agora.... Se não melhorar, ir ao oftalmo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama, boa sorte !


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nem aí

Ontem cortei o cabelo. Só as pontinhas. Queria algo mais radical, mas a cabeleireira achou melhor não. Foi educada, mas, resumindo quis dizer que se já é ruim neste comprimento, imagina mais curto... Como era a primeira vez que estava cortando com ela, achei melhor não insistir. Depois, fiz uma escova. Cabelos lisos e soltos ao vento. Ao buscar as meninas na escola, notaram o cabelo no ato. Já em casa... Até agora, nenhum comentário do marido. Zero. Mas, já estou acostumada. Antes, eu brigava, dizia que ele não ligava para mim, blá, blá... Atualmente, comporto-me como uma lady. Nada como a sabedoria adquirida ao longo dos anos !
UPDATE: O filho do meu marido, que mora conosco, me disse:
-Tem alguma festa hoje, Ká ?
-Festa? Não. Porque ?
-Você tá com o cabelo todo arrumado...
-Faz dois dias, já...
-Ah! Vai ver que você estava com o cabelo preso e eu não notei...
-Deixa pra lá. Sem comentários!
Genótipo ou Fenótipo ?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween


Hoje é Halloween. Alguns implicam com a comemoração dessa data aqui no Brasil. Eu acho que não tem nada a ver. É só mais uma brincadeira light entre as crianças. Elas gostam e se divertem. Que mal há nisso ? Algumas escolas, ao invés de comemorarem o Dia das Bruxas, comemoram o Dia do Folclore, para 'abrasileirar'. Acho interessante também. As meninas foram fantasiadas de bruxas para a escola e voltaram cheias de doces e brindezinhos. Adoraram. Mais tarde, elas e mais sete crianças do prédio foram de apartamento em apartamento para dizer : 'Doces ou Travessuras ?' Não precisa falar que vieram abarrotadas de guloseimas. Todas felizes. Na semana passada, elas e uma amiguinha do prédio redigiram um pequeno texto e colaram nos elevadores, lembrando aos moradores do dia de hoje. Funcionou! Lots of candies!

Braço Quebrado


Gente, o Mateus, meu afilhadinho, 5 anos, quebrou o braço ! Jogando futebol ! Seguindo o caminho do pai, meu irmão, que quebrou, luxou e se esturricou várias vezes na infância. Não se vai contra a genética, né ? E eu me sinto tão out, sem nunca ter quebrado nada...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cadê?

Outro dia, o maridão me disse que havia recebido um convite de casamento, de alguém do escritório.

-Que legal! Quem ?
-Então, estou tentando lembrar ...
-Mas, você não recebeu o convite hoje ?
-Recebi. Acho que foi hoje... Terá sido o João ? É isso. O filho do João!
-O filho ? Mas, ele já não é casado ?
-É ? Será da filha ? Ai, Ká, não sei. Deixa eu achar o convite.

Dias depois:

-Ká, achei o convite. É do filho do João mesmo. Viu, que eu não estou tão mal assim ?
-É. Quando vai ser ? Tem lista de presentes ?
-Dia 06/Dez...
-Tá. Traz o convite, então, para eu ver os outros detalhes...

Alguns dias depois, ele me aparece com um convite em casa. Envelope azul claro. Achei meio diferente. Abri. Devolvi.

- Esse convite é de um evento beneficiente. Pra semana passada.
- Sério ? Só achei esse aí. Vou procurar de novo.

Até hoje, ele não trouxe o convite. Não. Ele não esqueceu. Perdeu. O convite evaporou na sala dele. Agora, eu só sei que o filho do João vai casar no dia 06/Dez em alguma igreja da cidade de São Paulo. Ou não. Pode ser que o casamento seja realizado no próprio buffet, né ? Posso até comprar um presente, mesmo sem saber se há lista de presentes. Mas, mandar entregar aonde ? Não sei o endereço... Também não sei o horário. Se fosse lá na cidade do meu marido, bastava eu perguntar para qualquer morador, e eu teria todas as respostas. Já, aqui... Super saia justa. Sugeri que o meu marido tirasse xerox de algum convite de outro colega do trabalho. Não deixa de ser chato, né ? Mas é melhor do que pedir uma segunda via para o pai do noivo, concordam ?
Já meu marido, super prático, sugere que a gente não vá. Pronto. Resolvido o caso do convite desaparecido.
UPDATE: O que um post não faz ... Depois do maridão reclamar que eu fico contando as histórias (urru, ele leu o meu blog sem ser obrigado !!!!) dele por aqui, encontrou o convite, meio que por acaso, mas encontrou !

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

HSM3

Você tem filhos entre 8 e 15 anos ? Não ? Então esse post não é para você. Aposto que nunca ouviu falar do Troy, da Gabriella e da Sharpey. Pois é. São os astros do High School Musical, fenômeno da Disney. Hoje estreou o terceiro filme da série. Fui comprar os ingressos às 14 horas, sem as meninas, e quase não consegui. A sessão das 16 h estava praticamente lotada. Perguntei da próxima e a moça me disse que estava pior. Fiquei com a das 16 h, mesmo os lugares não sendo os melhores (neste cinema, o Kinoplex, podemos escolher as cadeiras, que são numeradas). Elas excitadíssimas, quase não aguentando esperar. Quando chegamos, cinema lotadéeeeesimo. Galera animadéeeeesima. Quando finalmente começou, aplausos e gritinhos. E o filme é bonitinho. Já havia assitido o 1 e o 2. Elas têm os DVDs, CDs, álbum de figurinhas, quebra-cabeça, jogo, etc. E esse achei melhor que o anterior. As meninas nem piscavam. Terminado o filme, mais aplausos. E elas me perguntaram se podiam assistir de novo... Falei que o papai iria com elas, então. Estão esperando. Já perguntaram do CD. E estão aguardando o lançamento do DVD (hello, tios e tias leitores!). Estão na fase. Acho engraçadinho. Ainda mais que elas permitem que eu vá com elas ao cinema. Mais um tempinho, sou carta fora do baralho... Melhor curtir com elas enquanto posso !

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

9 de Outubro

2005. Domingão ensolarado. Íamos a uma festa de aniversário no final da tarde. As meninas desceram para brincar um pouquinho. Dali a pouco, ouço o choro de uma delas. Pensei: 'Xi, caiu naquelas pedrinhas do chão.' Resolvi descer para ver quem havia ralado o joelho. Estava já na porta, toca o interfone. Eu atendi e já fui falando: 'Estou descendo'. Desliguei. Não cheguei a ouvir o que o porteiro tinha para dizer. No térreo, a Sabrina estava me esperando na porta do elevador:

-'Mãe, a Camila foi atropelada!!!!', ela me disse

Eu saí correndo. Ela estava na casa do zelador, sentada, bebendo água e chorando. Olhei para ela, não vi sangue, nada. Fiquei tão aliviada! Dei um abraço nela e passei a mão na perna dela:

-‘Cami, não foi nada. Foi só um susto’, eu falei

Aí, alguém me disse para olhar atrás da perna. Se fosse um filme, tinha entrado um comercial. Mas, infelizmente, era real. E com a minha filha. No nosso prédio.

Olhei e vi que era sério. Peguei-a no colo e subi para o apartamento:

-‘A Camila foi atropelada! Vamos para o hospital’, gritei para o meu marido, que assistia televisão.

Fomos correndo. Limparam os ferimentos, fizeram radiografia. Fratura na tíbia constatada, ficamos esperando pelo ortopedista. A Camila parecia mais calma. Eu, não.

Um aperto no coração. E eu ficava pensando o porquê de eu ter resolvido trocar a roupa que ela estava usando antes de descer. Talvez se eu tivesse deixado ela com a calça comprida, a meia e o tênis... Mas, estava muito quente e eu perguntei se ela queria pôr um shorts e uma sandália. Ela disse que sim. Coloquei um conjuntinho bonitinho, de saia e blusa, além da sandália. Talvez a calça e o tênis tivessem protegido a perna e o pé... Talvez, não... Nunca vou saber. Mas o remorso continua.

E se eu não tivesse deixado elas descerem ? Tínhamos um aniversário naquela tarde. Mas, eu deixei. E se ela não tivesse ido na casa da amiguinha ? Mas, ela foi. E se o carro não estivesse correndo acima do permitido ? Mas, estava.

Meus pensamentos são interrompidos pelo ortopedista. Ele disse que, como a perna tinha inchado muito, não daria para colocar o gesso. Iriam colocar uma tala e a Camila ficaria internada para acompanhamento. E ficamos. Por uma semana. Até o gesso poder ser colocado.

E a Camila surpreendeu. Sofreu muito. Porque, além da fratura, havia um ferimento grande, profundo (pensaram até que ia ser necessário enxerto...). E toda vez que tinha que limpar esse machucado, era uma tortura. Mas, ela, apesar de toda a dor, de todo o medo, foi uma guerreira. Aprendeu a lidar com a cadeira de rodas, a tomar banho de gato, a ir nas festinhas e não poder correr. Suportou a frustração de ter que adiar a retirada do gesso. Já sem ele, foi, inúmeras vezes, à praia, de biquini e meião, até o joelho, para proteger o ferimento, que não podia pegar sol para não manchar a pele. As pessoas olhavam, comentavam, chegavam a vir nos perguntar o motivo de tal 'vestimenta'. E ela, nem aí. Além de tudo isso, nunca demonstrou nenhum rancor em relação ao vizinho que a atroplelou.

No entanto, o trauma ficou (e não podia ser diferente), pois ela, lembra, todos os anos, da data do acidente. E hoje, faz três anos. E, se, em 2005, só havia lamentos, atualmente, só há agradecimentos. Porque há tantos 'ses': E se não tivesse sido a perna e sim a cabeça ou o peito ? E se fosse dia de semana e nós não estivéssemos em casa ? E se nós não tivéssemos como ir para um bom hospital ? E se nós não tivéssemos condições de pagar os honorários médicos ? E se nós não tivéssemos amigos ? E se não pudéssemos contar com a família ?

Por tudo isso, somos, hoje, só agradecimentos. Por termos uma filha tão especial, por termos tantos amigos, que sem nem percebermos como, já estavam do nosso lado, de termos uma família que sempre nos apóia e nos dá suporte ...







sábado, 20 de setembro de 2008

Sexta-feira típica

Ontem. Sexta-feira. Seis horas da tarde. Eu estava saindo da Imigrantes para pegar o acesso à Av. dos Bandeirantes. Tudo parado. Um super trânsito! Atrás do meu carro, um caminhão gigante. Do lado esquerdo, um carro e na frente, outro caminhão. Do lado direito, um espaço vazio. Não caberia nenhum outro carro ali. Estava distraída, ouvindo música, quando, do nada, surgem quatro adolescentes, do lado do passageiro. Gritando para que eu abrisse o carro. Um deles me mostrou uma arma. Pareceu ser de mentira. Decidi, acho que inconscientemente, não fazer nada. Parada eu estava, parada eu fiquei. Eles gritando do lado de fora e eu olhando. Não gritei, não chorei, não me mexi. Veio um para o meu lado do carro e tentou abrir a porta. Estava trancada. Começou a esmurrar o vidro. Nada aconteceu. Do lado do passageiro, começaram a chutar a lataria do carro. E socar, também. Algum carro buzinou. Saí do torpor em que me encontrava e buzinei também. Os vândalos sairam correndo. Os carros continuaram parados. Eu percebi que estava tremendo. Respirei fundo. Peguei o celular e liguei para o meu marido. Ele ficou assustado. Conversamos um pouco. Fiquei mais calma. Os carros começaram a andar. A alguns metros, um caminhão quebrado. Motivo provável do super trânsito. Mais uma sexta-feira típica paulistana. Ao olhar para o lado direito do carro, vê-se claramente onde eles esmurraram e chutaram. A lataria ficou amassada. Uma sexta-feira para esquecer. E se a arma fosse de verdade ? E se o meu vidro estivesse entreaberto ? E se as meninas estivessem comigo ? E se o vidro se quebrasse ? Melhor esquecer mesmo ...
UPDATE: Meu carro foi consertado. Pelo valor pago, meu marido me disse que teria sido melhor se eu tivesse aberto o vidro e entregado minha bolsa... Ia ficar mais barato... E ainda eu tenho que ouvir isso...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Felipe nasceu !!

O Felipe, netinho do meu marido chegou !!! Com ele, já são três ! O que nos leva à conclusão de que tenho mais um neto-enteado ? Neto-postiço ? Neto-torto ? Dêem o nome que quiserem, só sei que sou uma vodrasta (das boazinhas !) enxuta, ok ?

Nasceu de parto normal, com 3,115 Kg e 48 cm. Ele e a mãe passam bem !

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Feliz aniversário, GabiGabi !

Hoje é o aniversário do Gabriel, meu sobrinho primogênito (existe isso ?). Quando ele nasceu, há 8 anos atrás, fiquei muito feliz. Só que, nessa época, meu irmão e minha cunhada moravam em uma cidade do interior de Minas Gerais, há cerca de 12 horas de São Paulo. Então, não fomos visitá-los. Mas, lembro de ter ficado bem emocionada. Enviei um Sedex para eles com alguns macacõezinhos, mamadeira, chupeta e, uma cuequinha (desculpa o mico, Gabigabi, mas, na época, não pude resistir...). Depois, eles vieram morar em SP e a gente passou a conviver de perto com esse menino tão meigo, super inteligente (primeiro da classe, tá?) e muito carinhoso. Um beijo, Gabriel. A gente se vê no próximo final de semana.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Telefonemas

Semana passada. Toca o telefone:
-Alô, eu atendo
-Alô, respondem do outro lado da linha
-Oi ! Tudo bem ?, respondo, reconhecendo a voz do meu marido
-Oi, Ká. Tudo bem. Liguei para saber como você está !, ele me diz
Pára tudo ! Rufem os tambores !!! Ele nunca me liga no meio da tarde para saber como estou !!!
-Conta outra ! Não acredito ...
-Bom, o que acontece é que eu ia ligar para o Kimura e, sem querer, liguei para você ! Tudo começa com K, né ?
-Que bom que o cara não se chama Uemura, né ? Assim, a gente se fala um pouquinho...
Aí conversamos um pouco. E nos despedimos:
-Tchau. Até de noite. Um beijo!, eu disse
-Tchau. Um abraço !, ele disse
-Ei, como assim um abraço ? Sou eu, a Kátia, sua esposa. Não o Kimura !!!!
-Ai, Ká, desculpa !!!! Um beijo !!!!!
Bom, pelo menos eu sei que ele não se despede do Kimura com um beijo...

Ontem. Pedi para o maridão trocar de carro comigo, pois era rodízio do meu e eu tinha uma reunião às 8h da manhã. Ele, como sempre, concordou. Fofo. Eu ficaria com o carro dele e ele com o meu. Ambos estamos, atualmente, com o mesmo modelo de carro, só que em cores diferentes (bem diferentes!). Acordamos cedinho. Ele se despediu. Uns dez minutos depois, o telefone toca:
-Ká, esqueci. Tinha que ter vindo com o seu carro, né ?Acabei pegando o meu carro na garagem. Estou voltando!, maridão me disse
-Espera, aí. Mas, na garagem, estava o meu carro. Ou você trocou ontem à noite ?,eu respondi, sem entender nada
-Não, não troquei. Ah! Então esse é o seu carro ? Espera aí. É mesmo !! Nossa !! Como eu não percebi ? Então não preciso voltar ! Acho que eu estou ficando meio louco, né ?
-Sem comentários... Beijos!, respondi

domingo, 31 de agosto de 2008

Jantarzinho

Ontem, mais à noite, deixamos as meninas na casa da minha mãe e fomos jantar. Resolvemos achar um restaurante lá perto mesmo. Demos uma voltinha e paramos no Piccolo Bistrot. Não conhecíamos. Pequeno e aconchegante. Comida italiana. Comi um risoto de aspargos. Delícia. Não quis sobremesa, mas o maridão não resistiu. Tive que compartilhar... Apesar das muuuuitas calorias a mais. Valeu a pena. Chegamos em casa mais pesados, mas satisfeitos. Programinha gostoso. De vez em quando, é bom, né ?

sábado, 30 de agosto de 2008

Meninas

Fomos levar as meninas e uma amiguinha ao cinema. Compramos os ingressos, almoçamos e fomos dar uma voltinha pelo shopping, até dar a hora da sessão. As três andavam na frente e nós, uns passos atrás. Quem via, pensava que elas estavam sozinhas. E nada foi combinado. Só aconteceu. E aí eu fiquei pensando que, daqui a pouco, elas vão estar fazendo esses programinhas sem a gente mesmo. Sozinhas. Depois, mesmo sem querer, continuei pensando que, mais uns anos, e elas vão estar fazendo esses programinhas não com as amigas, mas com os namorados. O tempo passa muito depressa. Socorro !

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Laços de Família - Parte 2

Eu e meus irmãos sempre brincamos com o ‘ranking’ dos netos prediletos. Em abril, em um dia de semana, almocei com a minha vó, lá na casa dela, por causa do seu aniversário. Fui direto pro topo do ranking. Sem pit stop. Assim, como subi vertiginosamente, já devo estar meio no fim do ranking... Não basta subir, há de conseguir se manter no topo...No domingo, aproveitei para, também, encher a paciência da minha vó. -Então, vó, quem é o neto predileto ?
-Não tem preferido, não. Às vezes, tem um que telefona mais que o outro, né ?
-Viu, vó ? Sabia que tinha que ter um. Certamente, não sou eu...
-É. Você ia lá em casa sempre, quando morávamos perto. Depois, parou. Telefona pouco, também...


É verdade. Houve uma época, eu já adulta, em que meus avós moravam a uns quarteirões de casa. Ia visitá-los a pé. Depois mudaram para longe. Deixei de ir. Tenho carro, horários flexíveis. Só não tenho desculpas para não ir... De novo, faço um mea-culpa. Engraçado. Não lembro de ter passado fins de semana na casa da minha vó, quando criança. Só eu. Sem pai nem mãe. Não sei bem o porquê. Morávamos longe. Minha mãe trabalhava, minha vó também. Havia almoços aos domingos na casa dela. Todos os filhos e netos. Isso eu lembro. Mas, ficava nisso. Ela e o resto das mulheres adultas ficavam na cozinha, preparando o almoço. Nós, as crianças, ficávamos brincando pela casa. Brincávamos de trabalhar de escritório com as coisas do meu vó. Mexíamos nas bijuterias e nas roupas da minha vó... Minha tia inventava brincadeiras... Mas, não me lembro de haver muita interação vó-neta. Havia, também, os encontros em aniversários. Depois, mudamos para Recife e as comemorações eram feitas por telefone. Ou quando vinhamos de férias para São Paulo... Sei lá... Acho que, em algum momento, faltou a proximidade que vejo hoje entre as minhas filhas e a minha mãe. Não é falta de amor, não. Disso tenho certeza. Creio que há um pouco de falta de intimidade, talvez. Garçon, um pouco mais de análise, por favor !

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Laços de Família - Parte 1

No domingo, teve churrasco na casa do meu irmão, há cerca de uma hora de São Paulo. Comemoração do seu aniversário. Minha vó, minha tia e meu tio também foram. Além, da minha mãe, minha irmã, marido e meninas. Parte da família reunida. Fazia tempão que não acontecia. Aproveitamos para dar uma revisitada no passado. Adoro !
-Tia, confessa aí, você sempre preferiu os outros sobrinhos (filhos da outra irmã do meu pai), né? ?
-Que absurdo ! Sempre cuidei tão bem de vocês ...
-Tia, não tem problema você admitir. Já somos adultos. Aguentamos o tranco. Depois, já passou mesmo.
-Mentira!
-Tia, você era mais próxima deles. A gente morou muito tempo em Recife. Faz sentido. No hard feelings..

-Não é verdade. Talvez com a sua irmã mais nova, tenha sido mais ausente. Mas, com você e seu irmão, não !!
-Tia, você saia com a minha prima nas baladinhas. Ela conhecia suas amigas. Vocês eram mais cúmplices...
-É. Talvez ... Mas, sempre estive presente na vida de vocês...
-Sim, tia. Não estou falando isso. Só estou dizendo que esteve mais com eles do que conosco...
E assim foi o revival do passado. Cabe, aqui, fazer um parênteses. De fato, eu e meu irmão sempre achamos isso. Que minha tia era mais chegada nos sobrinhos do lado de lá, com os quais, aliás, nos damos bem. Mas, eu, particularmente, tenho pouca afinidade. Não basta nascer parente. Tem que criar os laços. Houve falha da minha parte aí. Gosto de todos eles. Mas, afinidade, cumplicidade, não há. Eu não telefono para saber como estão. Nem para contar como foi meu final de semana. Não existe esse elo. Nem creio que existirá mais. Eles, por sua vez, também não o fazem. Então, ficamos nesse ciclo. Quando nos encontramos, rola uma conversinha, risadas, etc. Mas, fica no encontro. Não evolui. Portanto, não sei avaliar se o problema foi ter morado fora de São Paulo, dos 8 aos 14 anos. Fase crítica. Pode ser. Mas, há a possibilidade, também, de isso não ter feito diferença nenhuma. Seria desse jeito de qualquer maneira. Who knows ? Estilos diferentes de vida. Eu sempre muito quieta. Avessa a badalações. Beirando a nerd. Minha prima, somente dois anos mais velha, muuuito mais baladeira do que eu, mais solta na vida, mais expansiva. Sei lá. E há de se dizer que eu sempre fui muito crica, meio antisocial, pedante, talvez. Mil coisas. Só fazendo análise. E olhe lá! Coitado do analista! O fato é que, ao nos reunirmos, tudo corre bem. Então, bola para frente. Sem crises!

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