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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sem mesa, com pizza

Minha amiguinha, lá do interior, me mandou um email no meio da semana. Contou sobre a sua viagem e perguntou da possibilidade de marcarmos uma reuniãozinha aqui em SP, no sábado. Respondi dizendo que não tinhamos compromisso. Adoraríamos. Ficamos esperando a resposta da terceira componente do trio. Como esperado (ela é high-top-level-quase-dona-da-empresa-onde-trabalha e nunca consegue responder a tempo, quando o faz) , não recebemos nenhum email dela. Well, como não houve mais manifestação da amiga do interior, desencanei (parece que só euzinha mesma adoro a praticidade dos emails). Mas, no sábado, amiga liga e pergunta a que horas e aonde nos reuniríamos. Peguei o celular e liguei para a amiga que não responde aos emails. Ela atendeu e combinamos tudo no ato. Por telefone mesmo (email ? para quê ?). Encontrinho, às 18h, na casa dela, visto que, atualmente, minha casa encontra-se sem mesa na sala de jantar, ou melhor, sem sala de jantar. Beleza. Pouco antes das 18h, liga a anfitriã: ‘Podemos remarcar para as 20h ?’, perguntou. ‘ Sem problemas’, respondi, já ligando para avisar a outra amiga, que, por sua vez, já se encontrava em SP e me disse que estava indo para a minha casa, então, para esperar. ‘OK’. Resolvi simplificar e ligar (já estou até pensando em sugerir que nós três compremos um rádio …) para a ex-anfitriã para informar que a anfitriã seria eu. Todo mundo para minha casa sem-mesa. Alguém se importou em comer pizza com o prato no colo ? Não. Alguém lembrou de reclamar sobre o porquê da nossa troca de emails nunca dar certo ? Não (quer dizer, eu reclamei um pouquinho, só para constar). E, no final, o que importa mesmo é a diversão, não ? Matamos as saudades, vimos fotos da viagem da amiga, ganhamos presentinhos, lembrei de reclamar sobre a não-leitura do meu blog (sem ser pedinte!), bebemos vinho, e, até, pasmem, à meia-noite desejamos ‘Feliz Dia dos Pais’ para os pais presentes, que quase começaram um manifesto pró ‘pai-no-dia-dos-pais-merece-uma-folga-e-só-brinca-com-o-filho-já-tomado-banho-alimentado-e-caso-chore-tem-o-direito-de-devolver-para-a-mãe-sem-sofrer-nenhum-tipo-de-ameaça’. Bastou apenas um triplo olhar em direção a eles e não precisamos nem nos dar ao trabalho de responder. Oi ?  Acharam que a reunião era só com as mulheres ? Nãããooo. É que os maridos apenas acatam o que nós três combinamos. Simples assim. Às vezes, até lembramos de mandar cópia de email para eles. Mas, ultimamente, como tudo tem sido resolvido por telefone, nem isso. Só, gentilmente, como nos é peculiar, informamos a data e o local. O amor é lindo, não ?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Praticidade

Eu adoro a praticidade do email. Já falei disso aqui. Mas, infelizmente, nem todos concordam comigo. Quando, recentemente, anunciei a data da minha operação, via email, fui bombardeada por críticas: 'Onde já se viu ? Avisar por email ?', 'Que falta de consideração ! Absurdo','Uma notícia dessas e você me envia um email?' e por aí foi.

Sinceramente, não entendo, ainda mais considerando-se que o assunto do email não era de altíssima prioridade. Ao fazer um telefonema, posso ligar em um momento não adequado, no meio de uma reunião, etc. Atrapalhar. Com o email, não. A pessoa lê quando puder e responde, se quiser. Perfeito! Fora, a facilidade de se atingir um maior número de pessoas com uma única ação. O porquê das críticas, então ? Imagino que a verdadeira razão seja, ainda, a falsa impressão de que o email é dirigido à massa e faz com que a pessoa não se sinta reconhecida, amada e tudo o mais que Freud explica. Bobagem ! Ao fazer o tal 'anúncio', escolhi as pessoas que queria que soubessem. Não enviei para a minha Caixa de Contatos completa. Pensei que, para mim, seria importante que essas determinadas pessoas, somente elas, soubessem da data do desfecho. Queria e precisava contar com o apoio delas. E, embora com críticas, foi isso que aconteceu. Todos me responderam. Via email ou telefone. E eu fiquei chateada com quem me enviou email ? Não ! Então, utilizemos a tecnologia a nosso favor. Sem conservadorismos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Tempos modernos

Reunir os amigos. Tudo de bom, não ? Antigamente, a gente ligava para um, escolhia uma data. Ligava para o outro. Passava a data. E assim por diante. Depois de uns vinte telefonemas, dependendo do tamanho do grupo, a reunião se realizava. Hoje em dia, tudo ficou mais fácil. A gente passa um email. Para todos de uma vez. As pessoas vão respondendo, reajustando as datas... E pronto. A reunião... Nem sempre acontece. Porque, se um esquece de responder ou deixa de checar a caixa postal, a dinâmica, essência do email, se desfaz. E eu entendo que, para mim, que trabalho na área de informática, talvez seja mais fácil ficar 'ligada' ao email. Compreendo, também, que, dependendo da natureza do seu trabalho, são tantos os emails recebidos diariamente, que fica difícil responder a todos (ou ter paciência para tal). Mas, fico pensando, que, de repente, criar uma regra no email (e há ferramentas fáceis para isso) facilitaria a vida. Tipo: sempre que chegar email da Kátia, deletar sem ler colocar na pastinha 'Amigos'. Aí, quando a pastinha 'Amigos' tivesse uma mensagem nova, haveria um motivo para checar, né ? As ferramentas estão aí para serem usadas. Mas, enquanto isso não acontece...
-'Dá licença, leitores. Tenho uns telefonemas a fazer...'

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