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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Incompleto…

 

Todos os anos, eu e minhas amigas, produzimos uma Pré-Ceia de Natal, onde nos reunimos para celebrar a nossa amizade e o Natal. Estendemos esse convite a nossa família, também. E, como eu tenho, por hobby, criar convitinhos, desta vez, resolvi criar um para a ocasião. Peguei uma imagem de árvore de natal na net, incorporei as fotos das crianças nas bolinhas da árvore e escrevi um texto. Tudo simples, mas bonitinho. Submeti uma prova para as minhas amiguinhas, que, muito gentis, não quiseram alterar nada, dizendo que adoraram. Então, enviei um email aos nossos convidados, com o convite anexado. E ao encontrar com um amigo, marido de uma das anfitriãs da Pré-Ceia em uma festa, ele elogiou o convite. Fiquei feliz. Afinal, ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’. No dia seguinte, recebi um email de um outro amigo, marido da outra anfitriã da Pré-Ceia, dizendo que tinha achado o convite maravilhoso. Fiquei mais feliz ainda, só que não tão certa de que ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’.


De:

Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:47
Para: Amigos
Assunto: Re: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Esta festa está muito chic, até com convite, que, inclusive, está maravilhoso.


E lembrei do meu marido. Ele não me disse n-a-d-a. Nem elogios, nem críticas. Resolvi colocar panos quentes, já meio confusa com essa história de

‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’

e pensar que, como sempre, ele não prestou atenção ao email e não percebeu que havia um anexo, no caso, o meu convitinho. Nem fiquei brava, digamos que um pouco chateada.


De:
Kátia
Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:45
Para: Amigos

Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Que bom que você gostou ! Encontrei com o nosso amigo na sexta e ele me disse que achou o convite bem legal. Só meu marido, com quem me encontro todos os dias, não me disse nada... Acho que ele nem percebeu o anexo !


Ele podia estar no bar, jogando, se esbaldando, mas estava trabalhando, coitado, tentando arranjar dinheiro para as minhas viagens a NY, apostas em bingo, comprinhas no shopping, etc. Como poderia notar um anexo, de nome Convite_Pre_Ceia ? Exigir demais, né ? Daí, o marido respondeu:

De:
Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 19:05
Para: Amigos
Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12

Desculpem, não mesmo.



Olha, juro que eu quase olhei nas costas do monitor para ver se o resto da mensagem, porventura, não estaria lá. Porque essa não poderia ser a mensagem completa! Onde estava “mas nem preciso olhar o convite para saber que tudo que minha esposinha faz é lindo” ou “mesmo que vocês não tivessem gostado, eu, mesmo sem ver, adoraria” ? OK. Aceitaria até uma versão minimalista: “Assim que der, vou abrir o anexo. Mas, já adianto, que vou amar”.



monitorAgora me ocorreu que, pode ser que tenha havido um blackout (tão comum ultimamente…) e a mensagem tenha chegado incompleta. É… Faz sentido… Vou enviar um email para ele avisando sobre isso. Porque, vocês sabem, ele não vai perceber que ficaram faltando as últimas dez linhas do email dele, né ? Quando ele reenviar o email completo, eu coloco aqui, tá ?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sem mesa, com pizza

Minha amiguinha, lá do interior, me mandou um email no meio da semana. Contou sobre a sua viagem e perguntou da possibilidade de marcarmos uma reuniãozinha aqui em SP, no sábado. Respondi dizendo que não tinhamos compromisso. Adoraríamos. Ficamos esperando a resposta da terceira componente do trio. Como esperado (ela é high-top-level-quase-dona-da-empresa-onde-trabalha e nunca consegue responder a tempo, quando o faz) , não recebemos nenhum email dela. Well, como não houve mais manifestação da amiga do interior, desencanei (parece que só euzinha mesma adoro a praticidade dos emails). Mas, no sábado, amiga liga e pergunta a que horas e aonde nos reuniríamos. Peguei o celular e liguei para a amiga que não responde aos emails. Ela atendeu e combinamos tudo no ato. Por telefone mesmo (email ? para quê ?). Encontrinho, às 18h, na casa dela, visto que, atualmente, minha casa encontra-se sem mesa na sala de jantar, ou melhor, sem sala de jantar. Beleza. Pouco antes das 18h, liga a anfitriã: ‘Podemos remarcar para as 20h ?’, perguntou. ‘ Sem problemas’, respondi, já ligando para avisar a outra amiga, que, por sua vez, já se encontrava em SP e me disse que estava indo para a minha casa, então, para esperar. ‘OK’. Resolvi simplificar e ligar (já estou até pensando em sugerir que nós três compremos um rádio …) para a ex-anfitriã para informar que a anfitriã seria eu. Todo mundo para minha casa sem-mesa. Alguém se importou em comer pizza com o prato no colo ? Não. Alguém lembrou de reclamar sobre o porquê da nossa troca de emails nunca dar certo ? Não (quer dizer, eu reclamei um pouquinho, só para constar). E, no final, o que importa mesmo é a diversão, não ? Matamos as saudades, vimos fotos da viagem da amiga, ganhamos presentinhos, lembrei de reclamar sobre a não-leitura do meu blog (sem ser pedinte!), bebemos vinho, e, até, pasmem, à meia-noite desejamos ‘Feliz Dia dos Pais’ para os pais presentes, que quase começaram um manifesto pró ‘pai-no-dia-dos-pais-merece-uma-folga-e-só-brinca-com-o-filho-já-tomado-banho-alimentado-e-caso-chore-tem-o-direito-de-devolver-para-a-mãe-sem-sofrer-nenhum-tipo-de-ameaça’. Bastou apenas um triplo olhar em direção a eles e não precisamos nem nos dar ao trabalho de responder. Oi ?  Acharam que a reunião era só com as mulheres ? Nãããooo. É que os maridos apenas acatam o que nós três combinamos. Simples assim. Às vezes, até lembramos de mandar cópia de email para eles. Mas, ultimamente, como tudo tem sido resolvido por telefone, nem isso. Só, gentilmente, como nos é peculiar, informamos a data e o local. O amor é lindo, não ?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Filhas da PUC

Sexta-feira à noite teve encontrinho com as minhas amigas de faculdade. Somos todas filhas da PUC. Nosso grupinho era formado por cinco, todas presentes. Além dos respectivos maridos e filhos. Fazia pelo menos uns cinco anos que não nos encontrávamos. Fiquei muito feliz. Mais ainda por as ter reconhecido sem a necessidade de crachá de identificação, o que prova que eu não estou tão senil assim e/ou que elas continuam com o rostinho de outrora. Não vou nem perguntar se elas tiveram algum problema em me reconhecer. A ignorância, por vezes, é uma benção.

Uma delas mora há muito tempo fora do país e chegou ao Brasil, de férias, na semana passada. Daí, reativou o círculo e pronto. O encontro se fez. Foi no apartamento novo novíssimo de uma das amigas do grupo. Eu avisei que era melhor nos encontrarmos em algum lugar público, visando a manutenção da amizade, do sofá novo, do tapete, das louças, etc. Ela me ouviu ? Não. Resultado: uma taça de vinho (tinto!) derrubado no seu tapete novo novíssimo por uma das minhas meninas. Não, elas, as meninas, ainda não bebem vinho. Mas, passou próxima da mesa... Instinto materno não falha. Eu já tinha previsto algum desastre. Well, um pano úmido fez com que o vinho sumisse do tapete. E eu dei um jeito de sumir daquela área da casa. E não sei se serei convidada novamente...

Fora isso, a reunião correu às mil maravilhas. As crianças (8!), apesar das diferenças de idioma e de idade (entre 1,5 e 10 anos), se deram super bem. Correram pelo apartamento, brincaram de esconde-esconde, desenharam, jogaram e, pasmem, até se sentaram para assisitir a um DVD (ok, não ficaram o tempo todo assistindo, mas, já foi um começo). A anfitriã parecia um pouco pálida quando me despedi, mas, pode ter sido só uma impressão minha.

Fofocamos, contamos as novidades e prometemos tentar nos reencontrar em um intervalo menor de tempo, como fazíamos antes. Vamos ver se conseguimos, né ? Amiga anfitriã, se você estiver lendo esse post, não tema. O próximo encontro não será no seu apartamento, tá ?

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