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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No fundo

Meu marido acha que a única razão pela qual eu criei este blog foi para falar mal dele. Não é verdade. Como vocês bem sabem, escrevo sobre os acontecimentos do dia a dia. Se o meu marido me abastece com fatos pitorescos, não é minha culpa, concordam ? No sábado, fomos para o Guarujá para nos encontrarmos com uns parentes do interior que vieram passar o final de semana no litoral. Ficamos um pouco na praia e depois fomos para a piscina.

Já à noitinha, marido perguntou onde estavam seus óculos. Ninguém soube informar. Todo mundo procurando e nada de encontrá-los. Aí, segui meu instinto:

kdk_1495 kdk_1496No fundo da piscina estavam os óculos. Ele mergulhou com eles e não percebeu…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nosso carnaval

Fomos passar o Carnaval lá no interiooor. Como sempre, muita comida, parentes, calor, piscina, fofocas, não necessariamente nesta ordem. A viagem de ida foi demorada; pegamos muito trânsito e chuva na estrada. A volta foi mais tranquila.

Chegamos lá na sexta, por volta das 11:30h da noite, deixamos as meninas na casa do primo e fomos dormir. Dia seguinte, almoço na casa de um, piscina na casa do outro e pulamos carnaval até o sol raiar dormir. Outro dia, churrasco-piscina.
kdk_1237kdk_1230 kdk_1228kdk_1241 À noite, abandonados pelos parentes, em pleno domingo de carnaval:


-‘Vamos sair de baladinha hoje ?’, perguntei pro marido
-‘Legal. Vou te mostrar a vida noturna da minha cidade! Preparada ?’, respondeu o marido
-‘Vamos nessa! Quero ir a um lugar beeeem legal! Beber todas.’, respondi animada

Tomamos banho e fomos pra night. Enquanto nos dirigíamos para o centro, no carro, achei a cidade meio deserta. Marido concluiu que todo mundo estava se arrumando para cair na gandaia, já que não eram nem dez da noite. Eu achei que todo mundo já estava era dormindo, mas fiquei bem quietinha. Marido me levou para o primeiro point: fechado. Para o segundo: fechado. E, acabaram os points que existiam ele conhecia.

-‘É, Kátia. Parece que tá meio desanimado… Não está parecendo tão megalópole assim. Tenho que admitir.’
-‘Tô com fome. Podemos comer um cachorro-quente pelo menos ?’
-‘Também não precisa avacalhar! Cachorro-quente, não! Tá pensando o que ? Vamos ao outro lado da cidade.’

Eu preferi não responder. Mas, pensei, bem no fundo do meu ser :’ Que outro lado, gente ?’
Depois de um tempo rodando, vi o que parecia ser o único bar-restaurante-lanchonete-padaria aberto por ali.

-‘Pára o carro ! Vamos aqui mesmo. Estou com fome.’, gritei

Era tipo um bar, bem aberto. Devia ter umas vinte mesas de madeira de uma lado, coberto e outras tantas mesas de plástico, do outro lado, descoberto. Perguntei para o marido o porquê desses dois ambientes. E ele me respondeu que um deveria ser tipo bar, só para petiscos e o outro, tipo restaurante. Coisa chique. Marido foi se encaminhando para os lados das mesas e cadeiras de plástico. Eu logo fui dizendo que queria sentar nas cadeiras de madeira. Fomos. O menu tinha petiscos, carnes, massas, etc, além de pizza. Escolhemos um filé a parmegiana. Cinco minutos depois, volta o garçom dizendo que a carne havia acabado. Eu não falei nada, só lancei um olhar ‘cadê-a-megalópole-que-estava-aqui’ para o marido. Pedimos pizza. Aproveitei e perguntei para o garçom qual era a diferença entre os dois lados do recinto. Resposta óbvia: fumantes e não fumantes.

Dia seguinte: sítio+almoço+piscina+bolinho de chuva.
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Sempre que vou ao sítio, volto menos ignorante. Já aprendi a diferença entre galo e galinha. Desta vez, demorei para perceber o que era, quando me mostraram isso:


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Cheguei mais perto:


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E, finalmente, entendi o que era, mas não compreendi o motivo:
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Ovo no toco. Você já conhecia ? Eu, não. Começaram a me explicar e eu achei que estavam me gozando (eles sempre fazem isso).

-‘ Tem um ovo aqui neste toco !’, gritei para a minha cunhada
-‘ Eu sei. Fui eu quem colocou aí.’,ela respondeu
-‘ Oi?!’
-‘ É para espantar a chuva… Você não sabe disso ? É uma simpatia.’
Pausa:Eu achei que ela me olhou com cara de 'tanta mulher no mundo e meu irmão foi escolher justamente essa ?'Despausa
-‘ Você tá brincando, né?’
-‘ Não. É sério. Você não percebeu que ameaçou chover e não choveu ? Foi o ovo no toco … Certeza!’, ela me disse convicta

Tenho que admitir que existiam umas nuvens gigantescas, mas que só garoou, super rápido. Mas, daí a pensar que o ovo no toco tem alguma coisa a ver com isso…

-‘Quer dizer que, se eu colocar um ovo lá em cima do meu prédio, em SP, não vai mais chover, nem ter aqueles alagamentos na cidade ?’, eu perguntei
-‘Kátia, não exagera. É lógico que não vai parar a chuva em SP. Dãããã ! Só nos arredores do prédio, né ?’, respondeu meu marido
-‘Ah, tá. Vou testar, então.'

Ontem choveu muuuito por aqui em SP e eu esqueci de ir lá na cobertura para testar o ovo no toco. De hoje, não passa.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

Fomos passar o Natal láááá no interior, a 500 km de São Paulo. A viagem foi rapidinha, já nos valendo do meu presente antecipado de Natal: um GPS. Bem legal para avisar sobre os radares na estrada. No entanto, ainda não está muito claro que este GPS é meu de fato, pois marido já começou a argumentar que dirige muito mais que eu, blá, blá, blá. Eu me fingi de surda e ando com dito cujo na minha bolsa, para evitar sumiços. Chegamos lá à tarde, na véspera, mas ainda em tempo. Calorzão básico. Como sempre, foi muito divertido. Como fazia muito tempo que não íamos, havia muita fofoca para colocar em dia. Quase não dá tempo ! Separações, gestações, revelações, aniversários, novos universitários… Mil e uma novidades. Não posso passar tanto tempo sem ir, porque é muita coisa para absorver. Sem contar que o blog bombou de acessos ! Marido resolveu dizer que eu havia escrito um post falando mal do pessoal de lá. Pronto ! A propaganda é a alma do negócio. Depois vieram reclamar que leram tudo e não acharam nada sobre eles!

As crianças, como sempre, nem lembraram que tinham pai e mãe presentes. Impressionante como se dão bem com todos os primos e primas, das mais variadas faixas etárias, mesmo tendo pouco contato no dia a dia.
Piscina_Araçatuba1Praticamente passaram os dias de biquini, submersas na piscina. Já anunciei que, em janeiro, voltamos lá para mais uma semaninha. Não sei se os parentes ficaram muito contentes… Juro que ouvi alguém dizer: ‘Que ruim, hein !’
Piscina_Araçatuba3

sábado, 25 de julho de 2009

Voltando ...

Chegamos agora há pouco lá do interior. Na ida, muuuita chuva, no trajeto todo. Na volta, alguma garoa e bastante neblina. De maneira geral, a viagem foi tranquila. Lá, estava bem frio. E a gente estranha muito, porque é uma cidade muito quente. No final do ano, chega a beirar o insuportável.

No mais, muita comilança e algumas comprinhas. Em uma das lojas, das mais antigas da cidade (que vende tecidos, artigos de cama, mesa e banho e roupas infantis/adultas), comprei umas coisas para as meninas e, no caixa, me foi perguntado se eu iria pagar. Oi 1? Como assim ? Perguntei se havia a opção de levar a mercadoria sem pagar, porque, neste caso, eu iria pegar mais algumas cositas. A moça do caixa riu e me explicou que havia a possibilidade de 'marcar', ao invés de pagar. Oi 2 ? Imagino que seja assim: eu vou lá, faço a compra, ela marca em um caderninho meu nome, o valor a pagar e eu saio de lá com as compritchas. Em alguma data pré-marcada, eu volto lá e pago. Simples assim. Bom, não 'marquei' e paguei. Saí da loja e fui ao sapateiro (levei de SP umas botas que precisavam de uns saltinhos e como lá é mais barato...). Perguntei se ele conseguiria me entregar no dia seguinte. Ele disse que ia dar um jeito. Em cada par, colou uma fita adesiva com meu nome e me disse para passar no dia seguinte. Já estava na rua, quando me lembrei que ele não havia me dado nenhum papelzinho, comprovando que eu havia deixado as botas lá. Falei com meu marido para voltarmos e ele me sossegou: Aqui, não precisa disso, não. Relaxa. Dito e feito. Voltei com as minhas botas para SP.

Adoro !

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Urbana demais

Fim de semana passado, no interior, no sítio do meu cunhado. Lá pelas tantas, no meio da tarde, estávamos na varanda, com barriga cheia de churrasco. Aí apareceu um bípede, ciscando.

Mico 1:
Olhei pro sobrinho de 1 aninho e disse:
-"Olha, lá, Enzo. A galinha. Chama, que ela vem"
-"É um galo !", gentilmente, me corrigiram.
Como é que eu ia saber ? Sou urbana, né ? Parece tudo igual. Pena, dois pés (patas ?)...

Mico 2:
Ainda na varanda. Minha cunhada apareceu perguntando quem sabia a receita de bolinho de chuva (não estava chovendo). Ninguém sabia de cor. Alguém ligou para alguém e conseguiu a receita (e viva o celular). Lá foi a cunhada para a cozinha preparar o quitute. Daqui a pouco, volta ela, toda desiludida:
-"Não tem ovos. Não vai dar para fazer!" - reclamou ela
-"Vai no galinheiro e pega, ué !" - disse eu, brincando
-"Já fui. Não tem nenhum ovo ! As galinhas estão pondo no meio do canavial. Alguém quer ir procurar os ovos lá?"

Ninguém se prontificou. E ficamos sem os bolinhos. E eu, que, ingenuamente, achei que estava fazendo uma piadinha... Well, estando em um sítio, foi como se eu dissesse para alguém, na cidade: 'Pega na geladeira'. Ou seja, óbvio ululante. Sítio='ovos no galinheiro' / Cidade='ovos na geladeira' / Sítio='Alguém quer ir procurar os ovos lá no canavial ?' / Cidade='Alguém quer ir comprar ovos no mercado ?' Vivendo e aprendendo.

E agora lembrei do meu pai. Ele vivia me testando:
-"Kátia, e a melancia ? Nasce como ?"
-"Na árvore ?", eu, insegura
-"Não, filha !", ele me ensinava, rindo, 'No chão!"
-"E o limão ?"
-"Na árvore ?", eu, meio relutante
-"Isso. Em uma árvore pequena, o limoeiro."
-"Última. E a jaca ?"
-"Fácil. Igual à melancia. Pesada. No chão.", respondia segura
-"Não, não. Na árvore, Kátia. Você não tem jeito...", e ria, ria.

E ele adorava essa brincadeira. Se divirtia. Posso ouvir as risadas dele. Minha mãe deve lembrar, porque ela também conhecia tudo e ria junto. Já, eu... Desastre. E, o pior, é que eu não fazia tipo, não. Eu, de fato, tinha/tenho a maior dificuldade de saber o que nascia aonde ou identificar qual árvore dá o quê.
Eu, até que tento, dar uma de entendida do assunto. Às vezes, na estrada, através do vidro do carro, eu mostro pro marido:
-"Olha, acho que aquelas árvores são café, né ?"
-"Não, Ká. É um laranjal.", ele responde, mal virando a cabeça para ver as ditas cujas
-"Ah! O carro em movimento me confundiu um pouco...", argumento, já querendo sumir
Por isso, acho, tenho a maior admiração para aqueles que olham para a árvore e já identificam qual o tipo. Meu irmão sabe até o nome científico. Meu marido, vira e mexe:
-"Olha, que goiabeira bonita !"
-"Como você sabe ?", eu olho e não vejo goiaba nenhuma (obviamente, a única maneira de se identificar a árvore).
-"Pelas folhas. Pelo jeito. Pelo formato. Pelo cheiro."

Fico boquiaberta. Admiro messsssmo.

Indo...

Agora, no final da tarde, se marido conseguir, de madrugada (se eu conseguir acordar), lá vamos nós, again. Mais 500 Km para ir buscar as meninas. E elas estão muito bem, como era o esperado. Durante a estadia delas por lá, temos nos comunicado, de dia, via mensagens no celular. À noite, dou aquela ligadinha básica para um boa noite ao vivo. Tenho achado bem prático essa troca de mensagens (tirando o fato de eu 'ficar catando milho' no teclado do celular), embora ainda não tenha me acostumado às tantas palavras abreviadas que elas estão habituadas a usar. E fico me perguntando se, em algum momento, elas não desaprenderão a escrever da maneira correta. Eu escrevo: ”Bom dia. Tudo bem por aí ?” e elas respondem: “Ta mto legal aki”. A síntese, também, é algo corrente. Eu pergunto:”Oi! Foram ao cinema ?” e elas respondem: “Sim”. E ai eu tenho que perguntar o que, para mim, já estava implícito na pergunta anterior: “Gostaram ?” e por aí vai. Talvez, no meu caso, para diminuir o estranhamento, ainda seja melhor a linguagem falada.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Metade

Fomos na sexta-feira e voltamos ontem à noite láááá do interiorrrr. Metade de nós. A outra metade, as meninas, resolveu ficar por lá, na casa do primo. Adoram. Durante o dia fazia calor, mas à noite dava aquela esfriada básica. Bem agradável.
Informo que voltei uns dois ou três quilos mais gorda, já que não se faz mais nada a não ser visitar os parentes e comer. Às vezes, os parentes é que aparecem e, pasmem, a gente acaba comendo mais um bocadinho. Sigam a nossa programação. Na sexta à noite fomos levar as meninas para a casa do primo, onde aproveitamos para estourar um champagne para a inauguração oficial do novo apartamento deles. E comemos. Pizza feita em casa. No sábado, almoço na casa da minha sogra. À noite, lanche na casa de um dos primos. No domingo, churrasco no sítio. E ainda bolo de aniversário por causa do niver do meu cunhado. Diz se dá para se manter firme na dieta ? Impossível.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Do interior

Meu marido é de uma cidade do interior, que fica a uns 500 e tantos quilômetros daqui. Segundo ele, é uma megalópole. Bom, há controvérsias... Deve ter uns 120 mil habitantes. Adoro ir para lá, as meninas também (já falei aqui e aqui), apesar do calor insuportável. Meu cunhado trabalha como consultor na área de sistemas de transportes em vários lugares do mundo. Atualmente está na China. Na semana passada, ele apareceu em uma reportagem na Record, sobre as Olímpiadas. Ele falou um pouquinho sobre o trânsito chinês. Ficamos sabendo, porque algumas pessoas comentaram com o meu marido. Fui atrás e descobri o link da matéria. Enviei um email para o meu cunhado e para um sobrinho dele, que mora lá na cidade do interior. O sobrinho me respondeu.

De: XXXXXXXXXXX
Enviada em: segunda-feira, 4 de agosto de 2008 18:19
Para: Kátia
Assunto: RE: Na TV

Oi Kátia, eu vi agora !!

Voce nem imagina como fiquei sabendo.. tem um barbeiro aqui , onde eu o levei uma vez para cortar o cabelo, sexta-feira fui lá, e quando entrei, foi a 1a. coisa que ele me falow.. voce viu seu tio na televisão..kkkk
O duro que não foi nem ele quem viu.. foi um outro cliente que contou para ele.
PS:- Barbeiro aqui sabe de tudooooooooooooooo!!
Beijo ate +

Depois meu marido reclama que eu fico falando da cidade dele. Mas, gente, isso só podia acontecer lá mesmo. Fala sério !

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