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sábado, 2 de agosto de 2008

Padrinhos

Quando nos soubemos grávidos, fomos avisando à família e aos amigos. De preferência, pessoalmente. Estávamos tão felizes que parecia que, via telefone, não conseguríamos transmitir direito. Meu marido ligou para um casal amigo muito querido:‘Vocês vão ficar em casa ? Temos novidades...Podemos passar aí’. Eu ainda reclamei :’Assim, eles ficam sabendo antes da gente contar. Dá para ser menos óbvio?’. Pois bem. Fomos para a casa deles. Na sala de estar, contamos. Saímos para jantar. Estava bem no comecinho da gravidez. Só sabíamos que eram gêmeos. No meio do jantar, meu marido os convidou para serem padrinhos de um dos bebês. Ficaram sensibilizados, mas quase declinaram do convite. Tinham tido uma experiência anterior ruim. Contaram. Não lembro os detalhes. Só o que sei é que fico imensamente grata por terem aceitado o convite. Em algum momento da gravidez, eu e meu marido decidimos que eles seriam os padrinhos do bebê que nascesse primeiro. E assim foi. Padrinhos carinhosos e presentes. Não só nas datas especiais. No dia a dia. Amigos de baladinhas. Para toda a hora. Sempre que eu e meu marido descobríamos um barzinho ou restaurante novo, já ligávamos para marcar um retorno. E vice-versa. Eles, com filhos adolescentes, estavam sempre disponíveis. Infelizmente, ele não está mais conosco. Sentimos muito sua falta. Pessoa íntegra, coração enorme. Continuamos freqüentando sua casa. As meninas dormem lá, de vez em quando. Minha comadre é uma pessoa especial. Estou devendo um almoço para ela... Comadre, como anda sua agenda ? Vamos marcar ?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sem reclamações

Tenho uma amiga desde os tempos da facul. Mantivemos a amizade, fomos sócias, as crianças estudam na mesma escola. Moramos em bairros próximos. Lembro que na época que eu estava tentando engravidar, ela também estava. Ela morava no exterior. O marido havia sido transferido. A gente se falava por telefone ou por email. Ela acompanhava minhas tentativas e vice-versa. Em um desses telefonemas, ambas grávidas, com uns 5 meses de diferença, a gente fez uma promessa. Assim que tivéssemos nossos filhos, a gente não ia reclamar. Não íamos reclamar se eles não se comportassem direito. Se fizessem muita bagunça. Se não quisessem escovar os dentes. Se fossem teimosos. Se não quisessem comer. Não íamos reclamar. Bom, os filhos vieram. Eu tenho duas meninas. Ela tem dois meninos. As minhas são gêmeas. Os dela são quase gêmeos. Apenas um ano de diferença. O mais velho estuda na classe de uma das minhas filhas. Eu e minha amiga nos encontramos frequentemente. Ora na porta da escola, ora marcamos um almoço. Nessas ocasiões, entre vários assuntos, conversamos sobre as crianças, também. Começamos a reclamar e uma lembra a outra da promessa. Queríamos tanto tê-los... Ei-los. Vamos curtir. Além do mais, os maridos continuam sendo nosso alvo predileto. Sem quebra de promessas.

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