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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

Fomos passar o Natal láááá no interior, a 500 km de São Paulo. A viagem foi rapidinha, já nos valendo do meu presente antecipado de Natal: um GPS. Bem legal para avisar sobre os radares na estrada. No entanto, ainda não está muito claro que este GPS é meu de fato, pois marido já começou a argumentar que dirige muito mais que eu, blá, blá, blá. Eu me fingi de surda e ando com dito cujo na minha bolsa, para evitar sumiços. Chegamos lá à tarde, na véspera, mas ainda em tempo. Calorzão básico. Como sempre, foi muito divertido. Como fazia muito tempo que não íamos, havia muita fofoca para colocar em dia. Quase não dá tempo ! Separações, gestações, revelações, aniversários, novos universitários… Mil e uma novidades. Não posso passar tanto tempo sem ir, porque é muita coisa para absorver. Sem contar que o blog bombou de acessos ! Marido resolveu dizer que eu havia escrito um post falando mal do pessoal de lá. Pronto ! A propaganda é a alma do negócio. Depois vieram reclamar que leram tudo e não acharam nada sobre eles!

As crianças, como sempre, nem lembraram que tinham pai e mãe presentes. Impressionante como se dão bem com todos os primos e primas, das mais variadas faixas etárias, mesmo tendo pouco contato no dia a dia.
Piscina_Araçatuba1Praticamente passaram os dias de biquini, submersas na piscina. Já anunciei que, em janeiro, voltamos lá para mais uma semaninha. Não sei se os parentes ficaram muito contentes… Juro que ouvi alguém dizer: ‘Que ruim, hein !’
Piscina_Araçatuba3

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Incompleto…

 

Todos os anos, eu e minhas amigas, produzimos uma Pré-Ceia de Natal, onde nos reunimos para celebrar a nossa amizade e o Natal. Estendemos esse convite a nossa família, também. E, como eu tenho, por hobby, criar convitinhos, desta vez, resolvi criar um para a ocasião. Peguei uma imagem de árvore de natal na net, incorporei as fotos das crianças nas bolinhas da árvore e escrevi um texto. Tudo simples, mas bonitinho. Submeti uma prova para as minhas amiguinhas, que, muito gentis, não quiseram alterar nada, dizendo que adoraram. Então, enviei um email aos nossos convidados, com o convite anexado. E ao encontrar com um amigo, marido de uma das anfitriãs da Pré-Ceia em uma festa, ele elogiou o convite. Fiquei feliz. Afinal, ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’. No dia seguinte, recebi um email de um outro amigo, marido da outra anfitriã da Pré-Ceia, dizendo que tinha achado o convite maravilhoso. Fiquei mais feliz ainda, só que não tão certa de que ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’.


De:

Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:47
Para: Amigos
Assunto: Re: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Esta festa está muito chic, até com convite, que, inclusive, está maravilhoso.


E lembrei do meu marido. Ele não me disse n-a-d-a. Nem elogios, nem críticas. Resolvi colocar panos quentes, já meio confusa com essa história de

‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’

e pensar que, como sempre, ele não prestou atenção ao email e não percebeu que havia um anexo, no caso, o meu convitinho. Nem fiquei brava, digamos que um pouco chateada.


De:
Kátia
Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:45
Para: Amigos

Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Que bom que você gostou ! Encontrei com o nosso amigo na sexta e ele me disse que achou o convite bem legal. Só meu marido, com quem me encontro todos os dias, não me disse nada... Acho que ele nem percebeu o anexo !


Ele podia estar no bar, jogando, se esbaldando, mas estava trabalhando, coitado, tentando arranjar dinheiro para as minhas viagens a NY, apostas em bingo, comprinhas no shopping, etc. Como poderia notar um anexo, de nome Convite_Pre_Ceia ? Exigir demais, né ? Daí, o marido respondeu:

De:
Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 19:05
Para: Amigos
Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12

Desculpem, não mesmo.



Olha, juro que eu quase olhei nas costas do monitor para ver se o resto da mensagem, porventura, não estaria lá. Porque essa não poderia ser a mensagem completa! Onde estava “mas nem preciso olhar o convite para saber que tudo que minha esposinha faz é lindo” ou “mesmo que vocês não tivessem gostado, eu, mesmo sem ver, adoraria” ? OK. Aceitaria até uma versão minimalista: “Assim que der, vou abrir o anexo. Mas, já adianto, que vou amar”.



monitorAgora me ocorreu que, pode ser que tenha havido um blackout (tão comum ultimamente…) e a mensagem tenha chegado incompleta. É… Faz sentido… Vou enviar um email para ele avisando sobre isso. Porque, vocês sabem, ele não vai perceber que ficaram faltando as últimas dez linhas do email dele, né ? Quando ele reenviar o email completo, eu coloco aqui, tá ?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Então é Natal

Então é Natal. E o que você fez ?
Sinto certa agonia. Tristeza, talvez ? Não sei. Tantas coisas que deveria ter feito e não fiz. Telefonemas que devia ter dado. Encontros não realizados. Essa é a sensação primeira que me vem. Depois, as de ordem prática. Presentes que tenho que comprar, correria em que todos vão ficar, trânsito que só vai piorar e 2008 que já se vai. Um misto de 'ter que se reunir porque é Natal' com o 'o porquê de não se reunir, já que não é Natal'...
Enquanto isso, as meninas na euforia de entrar em férias, ir para o interior, ganhar presentes...
E um poema que eu adoro, sempre gostei. Triste, mas bonito. Hoje, quando leio, lembro do meu pai. Antes, não.

Poema de Natal
Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

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