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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Da maturidade

Semana passada, teve festinha de aniversário de 4 anos do netinho do marido. E, como sempre acontece nestas datas festivas, estavam presentes a família toda, incluindo as mães dos outros filhos do marido (sim, ao todo, ele contribuiu com cinco filhos para a humanidade). E, ainda hoje, dezoito anos depois de nos casarmos, as pessoas estranham a convivência pacífica entre filhos, enteados, exs, atuais (só eu, né amor ?!)... Há anos atrás, esses encontros me constrangiam e me incomodavam. Eu respeitava, mas não entendia como meu marido achava tão natural esses momentos. Eu ia porque sabia que era o correto, mas não apreciava. Hoje, no entanto, embora não sejamos amigas, convivemos bem. Creio que isso faça parte da segurança que só a maturidade traz (tá, de vez em quando eu me esqueço disso...). Deixei de achar que essa proximidade pudesse prejudicar meu casamento, mas, pelo contrário, só prova o quão estabelecido ele está. E, na festinha, ao tirarmos uma foto juntos, eu, marido, exs, filhos, netos, etc., e perceber a reação das pessoas ao redor, não pude deixar de achar engraçado, e cheguei a perguntar para ele, se não estava faltando nenhuma ex para a foto:

-Tem certeza que todas estão aqui ? Não falta nenhuma ?
-Acho que não, Ká. Deixa eu ver: uma, duas, três... Tá certo !
-Três exs??!!! Não eram só duas ?! Quem é essazinha que eu nunca soube ?!! (perceberam meu nivel de maturidade?)
-Não, Ká. Contei três com você !
-Como comigo ?! Virei ex agora ?
-Não, Ká. Três mulheres ao todo, entendeu ?
-Não. Não entendi. A conta é uma (EU) + duas, que é diferente de três, captou ?
-Aham. Ká, dá um sorriso para foto !

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mercados

Ontem, por volta das 8 da noite, liguei para o marido para saber se ele já estava saindo do escritório. Como sempre, ele me deu sua resposta padrão: 'Sim. Já.'´, o que nem sempre corresponde à realidade.

- Eu vou ao mercado com as meninas. Posso ir a pé, então ? Você nos pega lá ?
- Claro. Pode ir.
- Vou ao Pão de Açucar, tá ? As meninas querem comer por lá. Esperamos você para lancharmos juntos ?
- Pão de Açúcar ? Legal. Pode me esperar.

Este mercado fica a cerca de 500 m da minha casa. Chegamos lá, fizemos umas comprinhas e fomos para a lanchonete. Como marido estava demorando, as meninas começaram a comer. E eu disse para elas que eu apostava que ele tinha esquecido que estávamos lá e só iria perceber quando chegasse na garagem do prédio e visse o meu carro. Momentos depois, ele liga:

-Ká, já estou aqui. Você quer que eu suba ?
-Subir ? Você está em casa ?
-Não, Kátia ! Estou no McDonald's... Você não está no mercado ? Quer que suba e encontre vocês ?
-Em qual mercado você está ? Aqui onde eu estou é térreo e não tem McDonald's...
-No Extra.
-Estamos no Pão de Açúcar !!!

Embora façam parte do mesmo grupo empresarial, esses mercados ainda são lugares distintos, sendo que o Extra fica a pouco mais de 1 Km da minha casa. Bem, desfeito o mal entendido, marido chegou ao mercado correto.

- No Extra ? Eu não falei Pão de Açúcar ?
- Falou, mas, sei lá...
- Menos mal. Eu comentei com as meninas que achava que você ia esquecer e só lembraria quando chegasse em casa... Pelo menos, foi direto para um mercado, né ?
- Bem, na realidade, eu fui primeiro em casa, daí eu lembrei, fui para o Extra e agora estou aqui !
- Sem comentários !!
- Ó, mas foi só chegar em frente ao prédio e eu já dei meia volta... Um absurdo você achar que eu só me lembraria ao entrar na garagem...
- Sem comentários 2!!!

Copa

Eu não sou muito ligada em futebol, mas, durante a Copa, até assisto a uns joguinhos. Considerando-se que as apresentações não têm sido assim 'um show de bola', o que mais tem me chamado a atenção são as vuvuzelas (ódio master) e os (poucos) jogadores bonitos que, vez por outra, aparecem. E sem esquecer dos bolões, né. Eu não faço parte de nenhum, mas meu irmão e meu marido fazem. Ou seja, meio que sou obrigada a ficar sabendo de tudo o que rola nos jogos. Meu irmão, da última vez que esteve aqui em casa, deixou instruções expressas para que checássemos o bolão do qual ele está participando (com site atualizado a cada partida: chique!), para ficarmos sabendo a sua posição no ranking. E meu querido marido me liga no meio da tarde para que eu confira se ele acertou os palpites. E ainda levo bronca quando não sei qual foi o placar. No último jogo do Brasil, ele acertou em cheio o resultado: 3 X 1. Mas, eu e as meninas, ficávamos torcendo para o Brasil fazer mais gols, meio que óbvio, né ? E o marido, pedindo para pararmos de torcer, senão ele não faria a pontuação no bolão ...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Divisivel por 5

Final do mês, eu e marido fazemos 18 anos de casados ! Uhu ! E, apesar de meu marido ser mega fofo, amoroso, cute, etc, é sempre necessário lembrá-lo das datas comemorativas, já que ele não é muito ligado nestas questões. Então, assim como quem não quer nada, falei sobre a data (e ele fingiu que, obviamente, já sabia) e sugeri que ele organizasse uma viagem surpresa para nós dois. Tipo: ele finge que eu não sei de nada, eu finjo que eu não sei de nada e nós dois viajamos, felizes para sempre. Mas, ele me saiu com essa:

- 18 anos ? Não dá.


- Não entendi ..

.

 


- Kátia, segundo as regras de aniversários de casamento – e você sabe que disso eu entendo – só se aplicam viagens surpresas a anos redondos …


- Oi ?!


- Redondos: 5 anos, 10 anos, 15 anos, 20 anos… Entendeu ? Somente números divisíveis por 5.


- Sério ? Porque eu nunca ouvi falar nisto antes ? Vou procurar no google!


- Kátia, só esperar mais dois anos ! Regras são regras

!


E ele foi embora rapidamente !!! Não deu nem tempo de perguntar para ele desde quando nós seguimos regras…



Tem algum leitor aí especialista na questão ? Serve também algum matemático/físico que consiga provar, por meio de teoremas, que 18 é divisível por 5. Grata por quaisquer esclarecimentos adicionais.

sábado, 15 de maio de 2010

A trabalho

Marido viajou para Londrina na quinta à noite e voltou ontem de manhã. Quando ele me ligou na quinta à tarde, avisando da viagem, fiquei meio assim, digamos, cismada. Porque viajar à noite e, ainda, passar a sexta à noite fora de casa ? Pior ainda: não me convidar para ir junto ? No final, concordei com as explicações dadas, mas não me abstive de perguntar, quando ele me ligou do aeroporto, na ida, se ele estava sozinho... Vai que, num lapso, ele responde que não... Depois de me responder que, óbvio, estava viajando sozinho, ainda me lembrou que iria ficar hospedado na casa do tio... Sei lá, as pessoas são tão criativas, né ? Quando ele me ligou de lá, fiz questão de falar com os tios e primos. Uns dirão que foi para me certificar, mas, eu posso garantir que eu estava com saudades da família mesmo...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Inversão

A amiguinha das meninas vai comemorar o aniversário levando algumas amigas para passar um final de semana em um hotel, em uma cidade perto de SP. Menina phyna. Diálogo à mesa, enquanto nós quatro almoçávamos:

-‘Podíamos aproveitar e dar uma viajada também, né ? Vamos estar sozinhos …’, eu para o marido
-‘Boa ideia, Kátia. Vamos pensar…’, marido respondeu
-‘Melhor vocês ficarem em casa, mãe! Fico preocupada se vocês sairem…’, uma das meninas, protestando…
-‘É. Fiquem em casa e assistam a um filme. Muito melhor…', a outra, concordando

-‘????’, eu e marido, não acreditando

As meninas só têm 11 anos e já estão querendo que fiquemos em casa, quietinhos, assistindo sessão da tarde ! Sinal dos tempos ? Final do mundo ? Com que idade seremos enviados para o asilo ?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cor de rosa

Eu e as meninas acabamos de ganhar. Marido lembrou do Dia das Mulheres! Que fofo ! Para não estragar o clima, em um próximo post eu falo sobre as calorias …

Dia_das_Mulheres2

quinta-feira, 4 de março de 2010

Fumacinha

Passei os últimos dias sem carro. Meio sem carro. Uns dias andando de táxi, outros a pé e, por último, com o carro do marido. Na sexta-feira retrasada, o escapamento do meu carro soltou uma fumacinha, quando eu estava saindo da garagem do meu prédio. Anotei, mentalmente, para não esquecer de comentar o episódio com marido. Esqueci. No sábado à noite, saímos com o meu carro e eu afumaca_escapechei ter vislumbrado, novamente, a fumacinha. Contei para o marido, que me perguntou, de pronto, quando havia sido a última vez que eu havia trocado o óleo do carro. Pesquisei, mentalmente, minhas memórias a respeito disso. “Zero occurrences found”. Não tinha a mínima ideia. Procuramos aquele papelzinho que o moço do posto coloca (ou deveria) no console do carro. Nenhum sinal. Mini sermão sobre a importância de se verificar o óleo e chegamos ao nosso destino.
Domingo de manhã, marido pega o meu carro e sai com as meninas. Cinco minutos depois, toca o telefone:
-‘Kátia, estou no posto. O óleo do seu carro está sólido, completamente petrificado. Não é possível trocá-lo. Vão colocar um liquido para tentar diluir essa coisa e, só depois, tentar trocar o óleo. Torça para que não tenha fundido o motor!’, marido, com voz recriminadora


-‘Tá! Você quer que eu vá buscá-los ?’, eu, com voz apaziguadora


-‘Não. Enquanto eles fazem isso, eu vou a pé com as meninas até o mercado…’
-‘OK’.


Comecei a rodar um algoritmo mais avançado de buscas no meu cérebro a procura de um indício de que eu pudesse ter trocado o óleo do carro ou, ao menos, verificado. E lembrei que em dezembro o moço do posto disse que o óleo estava OK. Enfiou aquela varetinha, viu a cor ou o nível ou o que quer que eles vejam naquela coisa e liberou o meu carro. Bom, fiquei me sentindo um pouco menos culpada. Marido voltou com o carro. Óleo trocado, problema resolvido. No final do dia, fui buscar as meninas em uma festinha. Na volta, já pertinho de casa, o carro começou a soltar uma fumacinha que se transformou em um fumação. Parecia que o carro ia explodir. À medida que a fumaça aumenta, os outros carros iam se afastando mais e mais do meu. Instinto de sobrevivência. Parei no posto, liguei para o marido que me mandou levar o carro para casa. No dia seguinte, segunda-feira, meu carro foi guinchado. Na oficina, trocaram as velas e sei lá mais o que. Marido retornou à noite com o carro. Achei que não tinha sido dessa vez que conseguira fundir o motor do carro. Well, dia seguinte: fumaça total. Enquanto eu tentava, em vão, ignorar os sinais que os motoristas aflitos dos outros carros me faziam, fui parada duas vezes durante o percurso. Na primeira, o taxista me disse que eu estava poluindo o meio ambiente e que se os caras da CET me vissem, iriam apreender o meu carro. Com razão, ele salientou. Depois, um outro cara parou do meu lado e mandou eu trocar o óleo do carro. Eu respondi que havia feito isso na véspera. Ele olhou na minha cara e disse algo do tipo: ‘ Não mente. É fácil. Vai no posto e troca o óleo. Simples’. Consegui chegar em casa e guardei o carro na garagem. À noite, avisei para o marido que eu não iria mais sair com o meu carro. Contei todo o meu drama, com mini-lágrimas nos olhos. Marido me tranquilizou e disse que deveria ser um resto do óleo velho que estava queimando. Mantive a minha posição de rejeitar meu próprio carro. Marido, conformado, trocou de carro comigo. Só para resumir: o carro está ótimo, sem fumacinhas e sem motor fundido. Já que meu marido não pediu o divórcio, por justa causa, resolvi devolver o seu carro e aceitar o meu de volta. Já anotei, mentalmente, que devo verificar o óleo toda vez que for colocar gasolina. Mas, tenho que admitir que, talvez, just in case, seja melhor usar um post-it…

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No fundo

Meu marido acha que a única razão pela qual eu criei este blog foi para falar mal dele. Não é verdade. Como vocês bem sabem, escrevo sobre os acontecimentos do dia a dia. Se o meu marido me abastece com fatos pitorescos, não é minha culpa, concordam ? No sábado, fomos para o Guarujá para nos encontrarmos com uns parentes do interior que vieram passar o final de semana no litoral. Ficamos um pouco na praia e depois fomos para a piscina.

Já à noitinha, marido perguntou onde estavam seus óculos. Ninguém soube informar. Todo mundo procurando e nada de encontrá-los. Aí, segui meu instinto:

kdk_1495 kdk_1496No fundo da piscina estavam os óculos. Ele mergulhou com eles e não percebeu…

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pós-carnaval

Ao voltarmos do interior, na terça-feira à tarde, não fomos para casa. Resolvemos visitar o netinho que já havia saido do hospital. Ele está ótimo. Nem parece que esteve hospitalizado há alguns dias atrás. Por sorte, estava toda a família reunida. Como as malas estavam no carro, as meninas e o marido trocaram de roupa e foram para piscina.
Juca_FelipeJuca_RafaJuca_Vini

Todos2

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dignidade

Saindo do mar, no sábado, eu estava um pouco a frente do marido, quando ele me disse:


‘-Ká, posso te falar uma coisa ?’



Gelei na hora, apesar do calor de 40ºC. E soube naquele exato instante o que ele ia me dizer. Também, com o sol a pino, nem que eu estivesse usando burka daria para disfarçar as gordurinhas sobressalentes pulando do biquini (erro 1). Mas, mantive o resto de dignidade.



‘-Claro, amor. Diga.’
’-Você tá tão branquela !’

Fiquei tão feliz ! Para se ver como felicidade pode ser relativo, não ? Maaaas (erro 2) não me contive:



‘-Ufa! Pensei que você fosse falar que eu estava gorda ! Que alívio!’



Silêncio absoluto por parte do inimigo marido. Esperei mais um pouquinho e nada! Quase que o restinho de dignidade caiu na areia. Achei que ficou faltando um ‘Imagina, amor. Você está ótima!’. Pode ser nóia minha, né ? Vai ver ele nem me ouviu …

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Parabéns, marido !

Bem cedinho:


kdk_1119 
À noitinha:


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sábado, 28 de novembro de 2009

Instintos

Eu acredito que me esforço para ser uma mãe participativa, legal e coisa e tals. Mas, às vezes, isso tem um preço alto a se pagar.

 



As meninas têm aulas de culinária na escola. E elas adoram. Toda semana querem fazer uma receitinha, sempre no microondas, já testada e aprovada na escola. De quando em vez, compro os ingredientes e nós fazemos. Quase sempre dá certo.

Na semana passada, o sobrinho delas, de 6 anos, veio aqui em casa. E os três resolveram fazer uma receita do livrinho delas. Sozinhos. Eu já fui dizendo não, antevendo a sujeira que ia sobrar para a minha pessoa. Eles insistiram e eu aquiesci. Mas, eles descobriram que não tinham todos os ingredientes necessários e queriam que eu fosse comprá-los no mercado. Daí, eu disse não. Too much. E achei que todos os meus problemas haviam instantaneamente acabado. But, eis que marido chega em casa. E as crianças pediram para ir ao mercado com ele, que, de pronto, aceitou. Oh, oh. Voltaram felizes e saltitantes e se trancaram na cozinha. O sobrinho, como chef-convidado especial, só era solicitado em alguns momentos. O resto do tempo, ficou assistindo TV. De quando em vez, chamavam o marido para dar alguma opinião. Tudo transcorria, misteriosamente, em paz, quando, ouvi um grito apavorante vindo da cozinha:’ Ah !!! Mãe!!! Acho que quebramos o microondas !!!!’. Corremos todos para a cena do crime e, só para resumir, conseguiram quebrar o prato de vidro giratório do microondas em vários pedaços, além de destruirem a tigela da minha batedeira. Explico: resolveram fazer a receita ‘Bola de Pipoca’ ou algo semelhante. Que inclui uma calda de caramelo, igual a de pudim. Que atinge altíssima temperatura. E, então, a tigela de plástico da batedeira, não aguentou. Vindo o plástico desta tigela, a derreter. Com isso,  a calda de caramelo em altíiiissima temperatura, quebrou o vidro do microondas. Resultando em um microondas sem vidro e uma batedeira sem tigela. E uma mãe arrependida de não ter seguido seus instintos primeiros. E uma esposa contida no seu instinto de querer trucidar o marido. Culpado, obviamente, de toda a situação.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Incompleto…

 

Todos os anos, eu e minhas amigas, produzimos uma Pré-Ceia de Natal, onde nos reunimos para celebrar a nossa amizade e o Natal. Estendemos esse convite a nossa família, também. E, como eu tenho, por hobby, criar convitinhos, desta vez, resolvi criar um para a ocasião. Peguei uma imagem de árvore de natal na net, incorporei as fotos das crianças nas bolinhas da árvore e escrevi um texto. Tudo simples, mas bonitinho. Submeti uma prova para as minhas amiguinhas, que, muito gentis, não quiseram alterar nada, dizendo que adoraram. Então, enviei um email aos nossos convidados, com o convite anexado. E ao encontrar com um amigo, marido de uma das anfitriãs da Pré-Ceia em uma festa, ele elogiou o convite. Fiquei feliz. Afinal, ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’. No dia seguinte, recebi um email de um outro amigo, marido da outra anfitriã da Pré-Ceia, dizendo que tinha achado o convite maravilhoso. Fiquei mais feliz ainda, só que não tão certa de que ‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’.


De:

Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:47
Para: Amigos
Assunto: Re: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Esta festa está muito chic, até com convite, que, inclusive, está maravilhoso.


E lembrei do meu marido. Ele não me disse n-a-d-a. Nem elogios, nem críticas. Resolvi colocar panos quentes, já meio confusa com essa história de

‘homens, em geral, não ligam para essas frescurinhas’

e pensar que, como sempre, ele não prestou atenção ao email e não percebeu que havia um anexo, no caso, o meu convitinho. Nem fiquei brava, digamos que um pouco chateada.


De:
Kátia
Enviada em: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 21:45
Para: Amigos

Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12


Que bom que você gostou ! Encontrei com o nosso amigo na sexta e ele me disse que achou o convite bem legal. Só meu marido, com quem me encontro todos os dias, não me disse nada... Acho que ele nem percebeu o anexo !


Ele podia estar no bar, jogando, se esbaldando, mas estava trabalhando, coitado, tentando arranjar dinheiro para as minhas viagens a NY, apostas em bingo, comprinhas no shopping, etc. Como poderia notar um anexo, de nome Convite_Pre_Ceia ? Exigir demais, né ? Daí, o marido respondeu:

De:
Enviada em: terça-feira, 24 de novembro de 2009 19:05
Para: Amigos
Assunto: RES: Pré-Ceia 2009 - 06/12

Desculpem, não mesmo.



Olha, juro que eu quase olhei nas costas do monitor para ver se o resto da mensagem, porventura, não estaria lá. Porque essa não poderia ser a mensagem completa! Onde estava “mas nem preciso olhar o convite para saber que tudo que minha esposinha faz é lindo” ou “mesmo que vocês não tivessem gostado, eu, mesmo sem ver, adoraria” ? OK. Aceitaria até uma versão minimalista: “Assim que der, vou abrir o anexo. Mas, já adianto, que vou amar”.



monitorAgora me ocorreu que, pode ser que tenha havido um blackout (tão comum ultimamente…) e a mensagem tenha chegado incompleta. É… Faz sentido… Vou enviar um email para ele avisando sobre isso. Porque, vocês sabem, ele não vai perceber que ficaram faltando as últimas dez linhas do email dele, né ? Quando ele reenviar o email completo, eu coloco aqui, tá ?

sábado, 31 de outubro de 2009

No bar!

Sabe onde está meu marido neste exato instante ? No bar. É isso mesmo. No B-A-R. Bebendo, fumando, se esbaldando. Quando, GSus, eu, mulher, casada, mãe de família, trabalhadora, poderia me imaginar em uma situação dessas ? Marido no bar… Too much. Culpa do futebol (já falei que eu odeio futebol?). Então, marido não quer pagar pay-per-view na TV para assistir ao futebol que, sei lá porque cargas d’água, não passa na tv a cabo/normal. Daí onde ele vai ? Pagar a cerveja no bar e ver o futebol (nota mental: comparar preço pay-per-view X cerveja)… Só o que me faltava. Acho que vou ali colocar uns bobs no cabelo e esperá-lo na porta com o pau do macarrão…

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Homens…

Homens, em geral, têm tara por carros superpoderosos, mulheres esculturais, celulares último tipo, tecnologia high–top-top. Meu marido, no entanto, já tendo a mulher escultural ao seu lado (para que não restem dúvidas, estou falando da minha própria pessoa), tem adoração por televisão. Quanto maior, melhor. Eu tento argumentar que não fica bem uma TV maior do que a sala, que talvez fosse melhor nós nos mudarmos, primeiro, para um apartamento maior, para, depois, comprarmos uma big TV. Meus argumentos nunca são aceitos. Quando casamos, tinhamos uma TV 29 polegadas. Isso há 17 anos. Depois, trocamos por uma 37 polegadas. Há algum tempo atrás, veio uma de 40 polegadas. E, agora, ele quer uma maior ainda.

 


- ‘Amor, se você comprar essa TV, temos que colocar o sofá lá no nosso quarto…’ 
-‘ Nossa, Ká, que idéia ideia boa. Porque não eliminamos o sofá e já assistimos direto da cama ? Humm, desse jeito, talvez dê para comprar uma TV maior ainda, né?’


Quanto mais eu falo, pior fica!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje de manhã

Eu, normalmente, aconselho as meninas, de acordo com a situação: não falem com estranhos, comportem-se, leiam o enunciado da prova com atenção e, sempre, certifiquem-se que o papai está levando vocês para o destino correto:

- ‘Você não está achando esse caminho diferente ?’, perguntou uma das minhas filhas


-‘É. Tá estranho …’, a outra filha respondeu


-‘Pai, que caminho é esse ?’


-‘Xi ! Era para levar vocês para aula de inglês, né ? Estava indo para o escritório…’, marido respondeu


Nada que uma observação pertinente e um retorno não resolvam …

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Porque eu sei

E ontem de manhã, cedinho, marido foi para o Rio


E ontem, à noite, ele dormiu por lá


E a gente não se viu
E hoje, à tardinha, eu ouvi uma música que eu adorei
E hoje, à noitinha, ele voltou


E eu reapaixonei



Porque eu sei que é amor (Titãs – Sérgio Brito/Paulo Miklos)



Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo

Porque eu sei que é amor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Oi ?

Ontem estávamos assistindo a um filme. O protagonista, um policial, que foi realocado para o setor administrativo da corporação, continua a procura pelos assassinos da sua família, ocorrido a um ano atrás.

 


-“Se eu fosse assassinada, você também não sossegaria enquanto não encontrasse os culpados ?” , perguntei para o marido


-“Pra agradecer ?”, ele respondeu na lata


Fala sério, eu mereço ?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O presente

Mais um Dia dos Pais. Como sempre, eu e as meninas nunca sabemos o que dar de presente para o marido. Mas, esse ano, eu, em um momento iluminado, lembrei que ele anda em uma fase suco-viciado. Aprendeu a fazer uns sucos meio estranhos com couve, alface, agrião, cenoura, hortelã, maçã e o que mais houver na geladeira. E adora. Já tentou me envenenar me convencer a experimentar, mas não conseguiu, até agora. Marido fazendo suco clorofila (é essa a cor) é aquela bagunça na cozinha: liquidificador, peneira, jarra, talos, folhas. Daí, resolvemos dar a ele uma centrífuga. Dei uma pesquisada rapidinha na internet e me decidi por uma marca bem tradicional, infelizmente a mais cara do pedaço. Mas, como não queria aparecer com nenhuma centrifuga xing-ling em casa, saí disposta a encarar o prejuízo. Fomos nós três na loja, no sábado à tarde, óbvio. A que eu queria, não tinha mais (não somos só nós que damos centrífuga de presente no Dia dos Pais, ué ?). Ficamos frustradas. Aí o vendedor me mostrou uma outra, bem bonita, com as mesmas funções da que eu queria comprar e não tinha. A marca ?  Desconhecida total, algo do tipo xing-ling master. E eu perguntei se ele tinha certeza que era boa mesmo. E ele respondeu no ato: ‘É da China. Pode confiar. Tem manual com receitas e tudo ! Até eu compraria…’ Ai ! Bom, diante da exiguidade de tempo e com o aval super imparcial do vendedor, resolvi arriscar e comprei. Não sem antes fazer um seguro-extendido por três anos. Just in case… As meninas entregaram o presente na madrugada do domingo, depois que nossos amigos se foram. Maridão adorou ! No domingo de manhã, todo mundo a postos para testar o brinquedo novo. Não é que funcionou ? E não é que temos usado, praticamente, todos os dias ? O único senão é que, para o suco clorofila, razão da compra, ela não funciona muito bem. Sai pouco líquido da folha, diz o marido. Mas, gente, quanto suco pode haver

 

em uma folha de couve ?  Então, a bagunça da cozinha, não diminuiu, não. Talvez

 

 

tenta até aumentado…

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